terça-feira, 29 de janeiro de 2013

De onde vem todo barulho?

O peso dos desencontros escorre pelas costas e empurra, cada vez mais longe, cada vez mais sujo, quem nunca saiu do fundo. Quem tapou meus olhos nessa fome do que não alimenta e não traduz minha saudade do que outrora nunca fui? Esquecer que sou corpo livre e me amarrar ao que não me digere. Tudo dói. Tudo persiste. De onde vem todo barulho? Onde deixei minha arte? Cadê meu pulso? Sugaram minhas madrugadas e me cuspiram em manhãs solitárias. De que maneira seguir sem me abandonar no frio que faz o inverno aqui de dentro? Minha mente é uma torneira que nunca para de pingar. Ideias esgoto abaixo. Liberdade sem nada para lutar. Por que não cala esse barulho?

Quase dez meses



...E essa cabeça imensa ainda não me engoliu