domingo, 27 de abril de 2014

"Pés, para que os quero se posso voar?" -Frida Kahlo

             A mulher do século XX. FridaKahlo vai muito além da nossa expectativa de pintora. Sim, Frida foi uma das melhores pintoras que já existiram. Talvez a primeira. De quantas mulheres costumamos ouvir falar quando se trata de arte? E é por isso que Frida vai muito além das expectativas. Ela abriu portas para todas as mulheres. Superação. Foi uma mulher com filosofia, que lutou e viveu por seus ideais, transmitindo-os em telas em branco. Comunista (ela teve um caso com o Trótski). Aleijada. Uma vida marcada por tragédias. Feminista. Protagonista de uma das histórias de amor mais malucas do mundo: Frida vivia um casamento aberto com Diego Rivera, outro pintor também consagrado, na década de 30 –o que rendeu um filme com Oscars e transformou Frida na figura pop atual (e que não faz nenhum sentido, mas ok). Revolucionária.

                Você pode refutar os ideais de Frida, mas não há dúvidas: conhecer e compreender sua obra é entender a América Latina. Viver seus dramas e paixões. Aprender sobre as aspirações de um México que há muito tenta se livrar da posição de “quintal” estadounidense. Exemplo de força e coragem, luta e liberdade, Frida é a mulher que todas nós temos um pouco dentro de nossa alma –ainda que tentemos sufocar isso. 
                Em espanhol existe a palavra “gana”, usada pra designar vontades e desejos. Eu não sei se essa palavra existe em português, porque eu nunca vi ninguém usá-la –cotidianamente, ou na literatura. Pra mim, “gana” é uma vontade muito superior à qualquer outra vontade, quase uma necessidade, aquela paixão por algo, sentimento de que não pode continuar existindo sem o objeto de desejo. O exagero da língua hispânica. Quando penso em Frida Kahlo, penso em “gana”, pois esse termo define a mulher que ela foi e a mulher que ela continua sendo. Eterna.





Frida com Trótski 

Frida, Diego e seu macaco de estimação. O amor do casal mais maluco da história da arte.


*O filme sobre a história de Frida é muito bom, em termos biográficos, porém, não vejo muito sentido em fazer um filme sobre uma mulher latina, com atores latinos, inclusive com sotaque, e forçá-los a falar em inglês. Deve ser mais uma dessas coisas que o dinheiro manda e não fazem o menor sentido. Mas, de qualquer maneira, vou deixar o trailer aqui, porque vale a pena conhecer sua história -ainda que mal contada. 





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