quarta-feira, 14 de maio de 2014

A vigilância e punição brasileira

"Damiens fora condenado, a 2 de março de 1757, a pedir perdão publicamente diante da porta principal da Igreja de Paris, aonde devia ser levado e acompanhado numa carroça, nu, de camisola, carregando uma tocha de cera acesa de duas libras; em seguida, na dita carroça, na praça de Greve, e sobre um patíbulo que aí será́ erguido, atenazado nos mamilos, braços, coxas e barrigas das pernas, sua mão direita segurando a faca com que cometeu o dito parricídio, queimada com fogo de enxofre, e às partes em que será́ atenazado se aplicarão chumbo derretido, óleo fervente, piche em fogo, cera e enxofre derretidos conjuntamente, e a seguir seu corpo será́ puxado e desmembrado por quatro cavalos e seus membros e corpo consumidos ao fogo, reduzidos a cinzas, e suas cinzas lançadas ao vento. Finalmente foi esquartejado [relata a Gazette d'Amsterdam]. Essa última operação foi muito longa, porque os cavalos utilizados não estavam afeitos à tração; de modo que, em vez de quatro, foi preciso colocar seis; e como isso não bastasse, foi necessário, para desmembrar as coxas do infeliz, cotar-lhe os nervos e retalhar lhe as juntas. Afirma-se que, embora ele sempre tivesse sido um grande praguejador, nenhuma blasfêmia lhe escapou dos lábios; apenas as dores excessivas faziam-no dar gritos horríveis, e muitas vezes repetia: 'Meus Deus, tende piedade de mim; Jesus, socorrei-me."


O julgamento de Damiens é narrado por Foucault em sua obra Vigiar e Punir. Damiens foi o último homem a ser condenado, na França, ao suplício, pena de morte que envolvia tortura pública até que se obtivesse uma confissão por parte do condenado. O ano era 1757 e há muito os pensadores iluministas lutavam por dignidade nas condenações. Damiens havia sido julgado por atentar contra a vida do rei, sendo que cometer qualquer tipo de crime já era considerado uma afronta ao poder Real, sendo esse o principal motivo para o uso legítimo da tortura (o rei precisava mostrar sua força e controle superior). Após Damiens foram instituídos definitivamente os presídios, onde os condenados mantinham uma rotina completamente disciplinada e buscava-se a salvação do criminoso. Os corpos deviam ser disciplinados para que se transformassem em dóceis e economicamente úteis. O preso deveria trabalhar em obras públicas e lhe ser ensinada a moral vigente, para que assim sua alma fosse recuperada.
Fica claro que condenações arbitrárias e torturas já eram considerados hábitos ultrapassados no século XVIII. Entretanto isso não vigora na vida dos brasileiros em pleno 2014. Nosso país tem uma política de defesa dos Direitos Humanos apenas pra quem é branco e está inserido, minimamente, na classe média. Jornalistas têm liberdade o suficiente para chegar, em horário nobre, na TV aberta, e defender que a única saída para o “cidadão de bem” é fazer justiça com as próprias mãos, uma vez que nossa instituição policial é falida –e o pior, a jornalista em questão ainda é disputadíssima pelas emissoras concorrentes, com oferecimento de contratos extravagantes.
Foucault nos explica que a lógica da disciplina para elevar almas está relacionada com a vigilância e controle constantes, sendo que muitas vezes podemos dispor de tecnologias para isso.  Somos vigiados o tempo todo, desde câmeras espalhadas a redes sociais que garantem que nunca tenhamos privacidade suficiente. Não existe liberdade na vida moderna.
No dia 3 de maio a mistura de boatos, ignorância, machismo e brutalidade fizeram mais uma vítima em um caso assustador. Fabiane Maria de Jesus foi condenada por seus vizinhos pelo crime de “bruxaria” e espancada até a morte. Um conto de terror que remete ao período da Inquisição, no qual as mulheres podiam ser condenadas por bruxaria e queimada em praça pública junto com os seus pecados. Fabiane foi espancada, torturada e arrastada, na frente de todos, na maior favela do Guarujá. As cenas de covardia são grotescas, vários homens bateram em Fabiane com tudo que encontram pela frente (pedaços de pau, tábuas, bicicleta), sentindo prazer em extravasar o ódio que tinham dentro de si.
Ainda que Fabiane fosse bruxa, ainda que cometesse a crueldade de usar crianças em rituais de magia (magia essa que não deveria se chamar magia negra, uma vez que nada tem a ver com os ritos africanos de Umbanda e Candomblé), ainda que, ainda assim. Os direitos humanos existem inclusive para defender assassinos, estupradores e demais indivíduos que possam ter ignorado os direitos do outro.
O que me chama atenção, além de tudo, é o fato do resto da população tratar o caso com tristeza, porém ressaltar a normalidade do ocorrido. “Na favela é sempre assim”. Não, não é sempre assim e, mesmo que fosse, isso não pode continuar assim. Fabiane era mãe exemplar, esposa, mulher, dona de si própria. Duas crianças não tiveram mãe pra abraçar no último domingo e nunca mais terão a principal companheira de sua vida. Tanto tiraram o direito de Fabiane viver, como usurparam o direito daquelas duas meninas de ter uma mãe. Os algozes desse crime são muitos: a jornalista que aparece na TV incentivando a justiça com as próprias mãos, a sociedade que aceita esse constante estado de luta e guerra, o dono da página do Facebook que divulgou o boato seguido de um retrato falado, os homens covardes que mataram com crueldade uma mulher inocente e indefesa –ignorando o fato de que hoje eles cometem essa barbárie, contudo amanhã podem ser eles a sofrer esse tipo de violência, uma vez que isso é considerado normal pela opinião pública.

Fabiane não conseguiu gritar, não foi capaz de pedir socorro. Fabiane sofreu tanto que não teve forças nem pra rezar. Os direitos humanos devem valer para todos, em qualquer lugar, sob qualquer circunstancia. George Orwell satirizou a sociedade em seu livro, A Revolução dos Bichos, quando escreveu “todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais que os outros”.  Não devemos mais aceitar essa diferenciação, todos os homens são iguais perante a lei e possuem os mesmos direitos e deveres. A vigilância pode se tornar uma armadilha imensa, sendo nossa obrigação usar as tecnologias disciplinares a favor do homem e não contra ele. 

domingo, 11 de maio de 2014

Centenário de Carolina Maria de Jesus


                Mulher negra, favelada, semianalfabeta e catadora de lixo. A história de Carolina Maria de Jesus se confunde com a de muitas brasileiras, com uma grande exceção: Carolina escreveu um clássico de nossa literatura. Dona de uma personalidade forte e difícil de conviver, Carolina via nos papéis que recolhia a chance para externar sua realidade de vida.  Seu diário virou obra consagrada: Quarto de Despejo, traduzido para 13 idiomas e leitura obrigatória nas escolas americanas.
                Descoberta por Audálio Dantas, um jornalista que fazia reportagem na favela em que morava, o diário de Carolina virou um best seller dos anos 60, vendendo cerca de 80 mil cópias. Sua literatura é a quebra do paradigma gramatical, uma vez que a partir de sua obra foi incorporada aos livros brasileiros a escrita de acordo com a oralidade do protagonista.
                O temperamento de Carolina era extremamente peculiar. Até mesmo dentro da favela era uma espécie de estranha, chegando a incomodar seus vizinhos por ser a única naquele lugar que sabia escrever. Nunca se casou, pois tinha medo de viver subjugada ao marido. Não aceitava conselhos, brigando inclusive com o jornalista que a descobriu. Seu diário tornou-se único por expor, pela primeira vez, o ponto de vista da classe dominada, contrariando a lógica vigente até então, na qual se destacavam apenas escritores brancos e abastados. A escrita de Carolina desfez a invisibilidade da classe a qual pertencia.
                Apesar do sucesso de vendas, Carolina morreu na miséria e sozinha.  Quarto de Despejo foi esquecido pelos brasileiros, porém sua importância é atemporal. O diário serviu de denúncia do cotidiano daqueles de quem nos esquecemos diariamente. Triste observar que depois de tanto tempo o Brasil continua criando condições para que indivíduos vivam na mesma pobreza que Carolina–sem, obviamente, a glória literária.





“11 de maio Dia das Mães. O céu está azul e branco. Parece que até a Natureza quer homenagear as mães que atualmente se sentem infeliz por não poder realisar os desejos dos seus filhos.                   ... O sol vai galgando. Hoje não vai chover. Hoje é o nosso dia.                    A D. Teresinha veio visitar-me . Ela deu-me 15 cruzeiros. Disse-me que era para a Vera ir no circo. Mas eu vou deixar o dinheiro para comprar pão amanhã, porque eu só tenho 4 cruzeiros.                    ... Ontem eu ganhei metade de uma cabeça de porco no Frigorifico. Comemos a carne e guardei os ossos. E hoje puis os ossos para ferver. E com o caldo fiz as batatas. Os meus filhos estão sempre com fome. Quando eles passam muita fome eles não são exigentes no paladar.                    Surgiu a noite. As estrelas estão ocultas. O barraco está cheio de pernilongos. Eu vou acender uma folha de jornal e passar pelas paredes. É assim que os favelados matam mosquitos.” 




segunda-feira, 5 de maio de 2014

Lançamento do livro Tempo Bom, Tempo Ruim, de Jean Wyllys

     

    No último sábado, dia 3, ocorreu na Livraria Cultura do Conjunto Nacional o Pré-Lançamento do livro de Jean Wyllys, Tempo Bom, Tempo Ruim. A livraria estava muito cheia e o evento tinha a fila lotaaaada. Jean autografou livros das 17h às 22:30h :O Foi muito legal, eu nunca tinha ido à um evento de lançamento grande como esse –o que também me prejudicou, porque eu não podia sair da fila e não consegui ângulos bons pra fotografar.
Jean é deputado Federal pelo PSOL e é referência por ter projetos um tanto quanto polêmicos. Luta pela regulamentação da maconha e pelo reconhecimento da prostituição enquanto profissão. Considero os dois projetos importantes, condizem muito com as necessidades atuais do país. Liberar a maconha significa diminuir o poder dos traficantes e a guerra ao tráfico, que assassina gente inocente –e não tão inocente, mas bandido bom não é bandido morto –todos os dias. Reconhecer a prostituição como profissão significa que essas mulheres tenham direitos a benefícios, como aposentadoria. Precisamos deixar de ignorar mulheres que trabalham muito e definitivamente não têm vida fácil, preconceitos não cabem mais em 2014.  
           No livro, Jean comenta sobre sua vida, sua formação, seus pensamentos, seus projetos e sua luta para conseguir tê-los aprovados. São pequenas “crônicas”, rápidas e gostosas de ler. Não consegui ler muito, mas o pouco que li gostei demais. Se você se identifica com as políticas de Jean, vai gostar. E se você odeia o pensamento da esquerda brasileira, também deveria ler, para discordar com propriedade e argumentos fortes.
            Eu sei que comprar livros contraria a minha política de usar bibliotecas em 2014 –que eu expliquei nesse post aqui. Entretanto, tinha muita curiosidade de conhecer o Jean, pois o admiro há muito tempo. Eu fui a terceira da fila e a organização do evento me assustou um pouco. Eu sou tímida, tinham muitos seguranças pra nos posicionar e moças que passavam recolhendo nossos nomes pra que facilitasse a escrita da nossa dedicatória. Confesso que fiquei morrendo de medo dele me tratar mal haha
           Pelo contrário absoluto, Jean é a pessoa mais fofa do mundo! Abraçava todos, tirava fotos, pediu que nós enviássemos nossas opiniões pra ele sobre o livro (será que eu mando minha futura resenha daqui pra ele???). Ele é muuuito cheiroso e simpático (ficou dizendo que eu era bonita, mas eu acho que ele diz isso pra todas... Mas deixa, ele ficou 3 meses trancado com a Grazi e ficou dizendo que eu sou bonita, então eu finjo que acredito pra ficar feliz hahahaha). E, antes que achem que ele é assim por votos, nós em São Paulo não podemos votar nele, pois ele se elege pelo Rio de Janeiro –o lançamento lá é dia 15, se alguém do Rio me ler.
           O Lançamento oficial do livro em São Paulo ocorre dia 19 e vale muito a pena, pois terá entrevista concedida ao Dr. Drauzio Varella e coquetel . É boa a sensação de entrarmos em contato com alguém que admiramos, parece que torna nossa “luta” um pouco mais real. O livro custa R$24,90, então acho que não prejudica o orçamento de ninguém.


As fotos e o vídeo não ficaram nada boas, por causa do espaço reduzido e porque a segunda metade do vídeo foi o Fefê –meu namorado lindo- que gravou. Ele também tinha espaço reduzido e resolveu deixar a câmera na vertical :/ Mas ele é lindo mesmo assim e o Jean disse que a gente combina <3






Espaço reservado para a sessão de autógrafos



Equipe de Reportagem




"Natália, tempos tão bons quanto sua beleza <3"











             


Eu e o Fefê, os cinegrafistas mais amadores do mundo





sábado, 3 de maio de 2014

Regras de uso da vida -ou política da boa vizinhança

            Eu acho meio bobo escrever sobre isso, porque me parece o tipo de coisa que todo mundo já devia saber, afinal nossas mães nos falam isso desde o útero. “Não faça pro seu amiguinho o que você não quer que façam com você”. O caso é que o mundo anda muito desrespeitoso. Motivados pelo anonimato da internet, sempre observo pessoas desrespeitando outras gratuitamente, como se quem estivesse do outro lado não fosse alguém que tem sentimentos e pode se magoar com o que está sendo dito.
            Não entendo muito bem qual é a motivação de pessoas que se dão ao trabalho de escrever algo apenas com o objetivo de magoar o outro. Vejo muitas meninas, principalmente do ramo da moda, que sofrem com isso. Talvez motivados por inveja, ao ver que elas têm aquilo que algumas de nós sempre sonhamos em ter, sempre aparece um babaca pra dizer “ah, sua vagabunda fútil, vai lavar louça, olha as crianças morrendo de fome na África e você usando maquiagem importada”. Esse tipo de comentário é tão maldoso quanto machista, porque sempre há associação de mulher “errada” (errada por gastar o dinheiro DELA em maquiagem) com sua sexualidade, além de pressupor que lugar de mulher é lavando louça. Mas enfim, a discussão não é essa...
            É fato que a minha visão começou a mudar quando eu entrei na universidade. Meu curso é lindo, cheio de pessoas diferentes e dotadas de ideologias próprias, que defendem o que acreditam até morte. Eu acho esse entregar-se sincero uma das poucas coisas verdadeiras da vida, tento ser assim ao máximo. Mas lá as pessoas se agridem para defender o que acreditam. Se você é a favor da greve, pressuponho que estudantes uspianos têm capacidade suficiente para argumentar em defesa da mesma, sem precisar atacar coisas em quem não defende a paralisação.
            Acho que eu abandonei 90% dos julgamentos que eu fazia depois de entrar na USP, principalmente porque eu pude sentir como NÃO é legal ser julgada. Não é porque eu saí da aula de antropologia quando passava um vídeo de esquimós matando uma foca a pauladas, que eu não mereço ocupar minha vaga na universidade. Poxa, eu estudei bastante, pego 2 metrôs e 1 ônibus pra chegar, estudo cerca de 12h por dia e só volto pra casa depois da meia noite. Também não é porque eu leio o Pequeno Príncipe e uso calça cor-de-rosa que eu sou fútil.
            Esse é o principal problema de julgamentos: não se conhece nada sobre a vida da outra pessoa. Pode parecer clichê, mas o outro é realmente um universo muito diferente e distante. O que pra um é bobo, pro outro é uma batalha muito importante. E, definitivamente, o que você gosta não significa que é a melhor coisa. As pessoas podem e devem ter gostos diferentes, isso é saudável e interessantíssimo! Se todos gostassem e votassem em só um partido político durante toda história, não haveria democracia e a máquina política seria, no mínimo, sem graça.
            Eu posso ter uma vida confortável e ser de esquerda. Isso não significa que eu sou hipócrita, apenas quer dizer que mesmo em detrimento de alguns benefícios que eu tenho na vida, prefiro me sacrificar minimamente para que os demais também possam ter uma vida confortável como a minha. E o outro pode ser de direita, mas nem por isso ele é um fascista assassino que quer comer o sangue das criancinhas do farol. E se nós discutirmos nossas ideias de maneira séria, adulta e sadia, podemos dar início a um importante debate.
            Outro ponto importante dessa discussão é: não ataquem pessoas com argumentos mentirosos, relacionados à falta de informação ou ignorância. Pessoas entram nos Instagrans de famosos pra perderem seu tempo falando “ah, seus bostas, vocês fingem que namoram pra ganhar Ibope, não namoram porcaria nenhuma”. Eu posso nem gostar do artista, mas me incomoda muito. Não é o tipo de informação que alguém pode ter, ninguém dorme no meio dos dois. E outra coisa que ninguém sabe é quanto a Gabriela Pugliesi ganha pra ser uma máquina de publicidade sobre saúde, estilo de vida saudável e fitness. Você pode não querer se transformar num aparelho da academia e nem comer batata doce todo dia -eu também não quero, tenho direito de ter uma bunda gorda e mole -mas você tem a obrigação de reconhecer que essa mulher é a maior publicitária atual, uma vez que ganha dinheiro e tem milhões de seguidores vendendo ela mesma.
            Quando você começa a ser atacado significa que o que você está dizendo e representa ameaça o outro. Quando você ataca alguém, esse ato diz mais sobre você e suas fraquezas, do que sobre o outro. É claro que muitas vezes o comentário maldoso é positivo, pois nos mostra que aquilo que publicamos está tendo alcance e repercussão –inclusive de quem discorda de nós, o que também é importante. Você tem o direito de discordar de quem você quiser, desde que tenha argumentos concretos e os use de forma educada. As chances de convencer o outro sobre o seu ponto de vista aumentam muito quando não são usadas nenhuma forma de violência. Atacar a vida pessoal de uma pessoa porque ela acha que o Bolsa Família é positivo, ou porque ela gosta de uma banda específica, não faz o menor sentido.
            Às vezes nós não gostamos mesmo de determinada pessoa, não concordamos em nada com o que ela diz e a presença dela nas nossas redes sociais chega a nos incomodar. Isso é normal. O que não é normal é perder o seu tempo se dedicando a deixar o dia do outro mais triste. Nesse caso, a solução é simples: dê unfollow, exclua do Facebook, não vá atrás de informações sobre a pessoa e não permita que publicações dela cheguem até você –até porque você não precisa ficar sofrendo lendo e vendo o que odeia.

            Acredito muito na lei do retorno. Se você está se sentindo bonita, vão te achar bonita também. Se você está infeliz com a sua vida, você vai querer deixar a vida do outro do mesmo jeito. A questão é: bondade atrai bondade, maldade atrai maldade. Você magoar alguém por um desses motivos ínfimos pode deixar essa pessoa chateada por um tempo, mas logo ela voltará às funções dela e com sucesso. A vida de ninguém se torna mais feliz ao tornar a do outro um pouco mais infeliz. No começo do século passado Franz Boas já dizia “Cada ser humano vê o mundo sob a perspectiva da cultura em que cresceu”. São nossas diferenças que nos fazem brilhantes. Quando será que vamos aprender a lidar com elas?