segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Bienal do Livro 2014: Primeiro fim de semana!


A Bienal está bombando! Milhares de pessoas passaram pelo evento nesse fim-de-semana e aproveitaram as diversas palestras, atividades interativas, shows, peças de teatro, além de, é claro, comprarem muitos livros. Se você ainda não foi, ou pretende voltar, fique tranquilo, a Bienal ocorre até o próximo domingo, dia 31.

Nesse primeiro fim-de-semana passaram pela Bienal Kiara Cass, Harlan Corben, Cassandra Clare, Paula Pimenta, Bruna Vieira, entre outros. Foi uma loucura. No sábado os corredores estavam lotados, era difícil se mexer e achar algum lugar para poder descansar. Aliás, se você precisasse parar de andar por alguns segundos, para guardar algo na bolsa, era atropelado (aconteceu comigo!). Vi muitas pessoas passando mal com o calor infernal que estava fazendo.
Fiquei um pouco decepcionada ao ver algumas pessoas reclamando da organização do evento por não conseguirem autógrafos de alguns autores citados acima (deixando claro que essas reclamações não foram “normais”. Vi meia dúzia de indivíduos em um grupo sobre literatura do Facebook acabando com a Bienal, o que é uma grande injustiça). Sinceramente, não acho que a organização tenha falhado como um todo, porque acompanhei o processo de montagem e vi o quão responsável toda equipe da Bienal é. Cerca de 2000 pessoas foram apenas para ver a Kiara Cass e, no meu Instagram, vi meninas que estavam na fila desde as 6h da manhã (3 horas antes da Bienal abrir!) para conseguirem o autógrafo do Halan Corben. Pode ter ocorrido uma ou outra falha, devido ao tamanho da demanda, mas não acredito em desorganização total.
Não suporto lugares cheios, então o sábado foi péssimo para mim. Uma dica é, se possível, levar dinheiro e não cartão, porque as filas para cartão davam voltas nos estandes e para pagamento em dinheiro eram imediatas. Entretanto, a sexta-feira foi maravilhosa. Espaço de sobra para andar, fotografar, nenhuma fila quilométrica para os caixas, o banheiro e ônibus, eu amei. Imagino que durante a semana continue assim, o que é ótimo, porque voltarei na quarta.

Vou falar sobre alguns pontos específicos: o ônibus, praça de alimentação, melhores estandes, preços. Eu sei que vocês devem estar curiosos sobre as minhas compras, que foram muitas, o que me deixa triste, mas eu pretendo postar sobre isso quando a Bienal acabar. Assim, vocês podem escolher qual livro querem que eu leia primeiro! Por enquanto, estou postando minhas compras com os preços apenas no Instagram.

  • Ônibus
Que ônibus amor! Eu odeio pegar ônibus, mas se pudesse ficava indo e voltando no ônibus da Bienal o dia todo (sério hahaha). Os ônibus saem da estações de metrô Tietê (durante toda Bienal) e da Barra Funda (nos fins de semana). Eles são fretados de viagem, então vai todo mundo sentado e no ar condicionado. Eu peguei o ônibus na estação Tietê, portanto, não sei como está o movimento na Barra Funda. Na sexta a fila era bem pequena e eu embarquei na hora. No sábado o número de pessoas esperando dobrava o quarteirão, mas, mesmo assim, consegui embarcar em menos de 5 minutos, porque são muitos veículos disponíveis e o percurso é curto. Eu adorei, me lembrou muito os passeios de escola, deu até uma saudade leve.

  • Alimentação


Apesar das filas imensas nos fins de semana e os preços muito elevados desanimarem, a praça de alimentação desse ano é a melhor que eu já vi na Bienal. Há opções para qualquer tipo de gosto, com restaurantes que já são nossos velhos conhecidos, como a Casa do Pão de Queijo, o Spoletto, o Amor aos Pedaços e o Mimi Espetinhos. A organização também inovou não deixando todos os restaurantes concentrados na praça. Dessa forma, em qualquer ponto o pavilhão é possível encontrar uma opção de comida. Além dos restaurantes, estão distribuídos pela Bienal vários carrinhos de sorvete, pipoca, batata frita e bebidas. 

  • Meus estandes preferidos e preços

Tenho percebido que muitas pessoas estão decepcionadas com os preços da Bienal. Muitas vezes, os preços são os mesmos das lojas e as promoções são parecidas com as da internet. O que acontece, geralmente, são descontos progressivos, ou seja, quanto mais você compra, mais desconto leva. Acabei não comprando a maioria dos livros da minha lista justamente porque eles são caros nas lojas e continuam caros lá. Entretanto, eu acho que a Bienal é muito válida porque ela nos apresenta uma infinidade de outros livros, muitas vezes mais baratos, que nós não conhecíamos e, além disso, muitos estandes tem promoções sim, basta ter disposição para procurar.


Na Editora Rocco todos os livros estão com 20% de desconto. Quando você consulta o preço nos leitores espalhados pelo estande, você obtém o valor integral do produto, igual aos das livrarias, ou seja, quando você passar no caixa, 20% daquele valor será descontado. Eu consegui um desconto ainda maior porque o caixa não tinha troco, paguei R$20 em um livro que custava R$37. Fiquei apaixonada por essa estante só de Clarice Lispector, uma das minhas autoras preferidas. Não comprei nada dela porque já li a maioria dos livros que estão aí.




A Zahar e a Companhia das Letras compõem o mesmo estande. Salvo algumas mínimas exceções, que possuem adesivo de "mega promoção" na capa, o valor dos livros é exatamente o mesmo. Eles dão desconto progressivo, porém, como os livros das editoras são bem caros, não adianta muito. Fiquei muito sentida por isso, afinal sou apaixonada pelos livros dessas editoras. Além do desconto progressivo, eles estão dando alguns brindes relacionados à compras. Ganhei um caderninho e um bloquinho do livro Carta de Amor aos Mortos. Meninas, no estande também tem 3 vestidos inspirados nas capas de A Seleção pra quem quiser provar e tirar foto.

Enlouqueci com essa estante só de Jorge Amado




A Intrínseca está linda. Os marcadores mais bonitos distribuídos gratuitamente são de lá. Os preços estão alguns reais mais baratos, porém, eles também dão descontos progressivos. Alguns títulos estão em promoção por R$5 cada. Esse estande compensa muito, afinal, geralmente os preços da Intrínseca já são mais baratos que os das demais editoras, os livros deles são ótimos e os marcadores são sobre os livros que nós adoramos. Comprei lá e a minha cunhada também!




A Ciranda Cultural também se tornou um dos meus estandes preferidos, porque possui preços muito em conta. Ela possui um grande acervo infantil e alguns títulos adultos, com preços a partir de R$3 (nesse estande tem a coleção completa dos livros de literatura nacional vendidos na máquina do metrô!). Comprei um box com 5 livros do Monteiro Lobato, adultos, por R$30, sendo que cada livro custava R$27 no estande da Editora Globo.






 Podemos adquirir qualquer título na Top Livros por apenas R$10. Esse estande é maravilhoso, porque tem livros de autores consagrados e de todos os gêneros (literatura, psicologia, economia, biografias, infantis, infanto-juvenil, guias de turismo). O Fê comprou vários livros de economia e em um dos livros veio a etiqueta do preço original, que era R$87. Compensa muito! São muitas opções e é ótimo ir com paciência para olhar tudo e escolher (na verdade, chegou uma hora que eu parei de olhar e fui pra fila, porque não conseguia parar de comprar).

Tem Turma da Mônica espalhada pela Bienal inteira!  Os estandes contam a história da Turma ao longo dos anos e possuem muitas atividades para as crianças, como show de fantoches e contadores de histórias. Os detalhes são apaixonantes!



 Toda Bienal eu fico louca pelos Menores Livros do Mundo. Pra quem não conhece, são livros beeem pequenos, com títulos consagrados e textos integrais. O trabalho é manual e muito cuidadoso. Eles vendem cada livro por R$25 e mini estantes de madeira, para guardá-los, a partir de R$7. Fiquei maluca pelo Dom Casmurro deles, pra colocar na minha coleção, mas acabei não comprando. 


O estande da Planeta DeAgostini estava lotado. Nele é possível fazer assinatura das coleções e receber os carrinhos em casa. Infelizmente, essas coleções são bem carinhas. Meu pai é apaixonado por esses carrinhos e o Fê ficou maluco por eles também. Não dá nem pra saber qual é o mais fofo!


 O último estande que eu vou favoritar é o da Haikai Design. Eles vendem cadernos lindos estilo Moleskine (beeem mais bonitos e elaborados que os Moleskines) e marcadores de página maravilhosos, estilo de cinema. Fiquei muito apaixonada por esse caderninho rosa de passarinho, mas ele custava R$65 e eu não tinha dinheiro (esses cadernos são muito caros, os preços do estande estavam até bem em conta, por incrível que pareça). Mas eu ainda não desisti, vou implorar pra minha mãe. Meu diário está acabando e esse caderno seria um substituto maravilhoso!




*Espero poder ter ajudado vocês com as minhas dicas. Esses foram os meus estandes preferidos e tenho certeza que todos irão amar. Me contem quais outros estandes vocês adoraram e eventuais problemas que encontraram na Bienal. Estou postando várias fotos das minhas compras no meu Instagram, me segue lá! Lembrando que a Bienal continua, imperdível, até o dia 31 de agosto. 


4 comentários:

  1. Como eu queria morar em SP só para ir na bienal. Amei o post,tudo bem explicado. Esses cadernos de molesquine são lindos mesmo,encontrei por um preço muito bom no submarino ( vou comprar )! Eu amei muito o seu blog,principalmente o cabeçalho,tudo lindo. Virei aqui mais vezes,beijão,Lua Moon.
    acidamentedocee.blogspot.com

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  2. A Bienal é um paraíso para quem gosta de ler! Sou muito apaixonada por esses cadernos, acabei comprando 2 hahaha

    Adorei seu blog, estou seguindo!

    Beijos

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  3. Queria taaanto poder ir a binal de Sp, a daqui de Salvador é bem menor ! Fiquei babando quando vi as fts!
    beijos!
    http://sushibaiano.blogspot.com.br/

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    1. E eu aqui doida pra conhecer Salvador. Esse lugar deve ser o paraíso! Mas a Bienal daqui acho que só se compara com a FLIP mesmo.

      Beijos

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