segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Castelo Rá-Tim-Bum no MIS





Definitivamente, a exposição do Castelo Rá-Tim-Bum é a mais concorrida dos últimos tempos. Desde que abriu meu namorado tentou muitas vezes comprar ingressos para nós, mas só conseguimos visitar, finalmente, nesse último sábado, dia 9. E nela, eu descobri que eu sou uma péssima blogueira, porque eu tinha planejado fotografar TODOS os detalhes, mas quando vi o porteiro dizer "Plit Plot Still, a porta se abriu", comecei a chorar e esqueci todo o resto do mundo -ainda bem que eu tenho um namorado lindo que fotografou até o celular travar hahaha.
Quando o porteiro abriu a entrada, exatamente na hora que eu pisei no Castelo, começou a tocar a música de abertura dos episódios, muita sincronicidade do universo. É impressionante como as nossas lembranças da infância trabalham forte em nós durante toda a nossa vida. Eu fiquei encantada, emocionada, alucinada, me senti com 5 anos assistindo Castelo e desenhando com giz de cera. Senti o cheiro das tardes que chuvosas –saudades chuva em SP –em que minha mãe me fazia desligar a TV porque “o raio queima a televisão, Natália” e eu ficava muito triste de não poder assistir TV Cultura. Lembrei-me de quando o “Mau ficou mau” e do primeiro episódio da fita 2, sobre o carnaval no Castelo, em que o Lobisomem invadia a festa. Eu nunca assistia essa fita porque morria de medo. O Castelo e a TV Cultura eram os melhores amigos que uma criança filha única podia ter.
Todas essas sensações também me deixaram muito triste em alguns aspectos. A exposição do Castelo Rá-Tim-Bum serve para você sentir. Sentir. Você tem que entrar lá e sentir que você está realizando um sonho. E não é isso que acontece, a maioria dos visitantes, que acabam com os lotes de ingressos em 1h, vão ao MIS para tirar selfies com os personagens. Eu tentava tirar fotos para o blog, mas era quase impossível, porque tinha fila para selfies e pessoas em todos os cantos.
 Eu acho que devem ter me achado um tanto quanto retardada, mas os ambientes lá são super lúdicos e o nosso cérebro demora cerca de 3s para associar onde estamos. Eu saía de uma sala escura, entrava em outra e não conseguia acreditar no lugar que eu estava, então eu ficava muito tempo parada na porta segurando as pessoas de trás, pra mim, era como se eu adentrasse um lugar sagrado –foi o que aconteceu quando eu ainda não sabia aonde estava e ouvi “Passarinho”.
Muitas mães levam seus filhos pequenos para visitar a exposição. Isso me fez refletir bastante sobre essa geração de crianças. Em teoria, os pequenos não viveram a realidade do programa, apesar de que o Castelo ainda está na grade da TV Cultura. Entretanto, todos nós sabemos que programas infantis são cada vez mais raros na programação aberta. Nossas crianças nascem mexendo em celulares, tablets, todo tipo de equipamento que não requer paciência e não estimula a atividade mental. Depois do Castelo eu passei no Anima Mundi e tive a certeza que está cada vez mais difícil ser criança nos anos 2000 (mas isso fica pra outro post).
Entrar no Castelo foi me encontrar, me encontrar pequena, gordinha, cacheada, amorosa e agitada. Uma Natália que eu não lembrava que já existiu em mim. E eu sou muito muito grata pela TV Cultura por ter feito parte da minha história (um dos meus sonhos ainda é trabalhar nessa emissora). O Castelo é um daqueles raros programas que ensinam crianças a serem adultos raros. Meu maior desejo é que em cada pessoa que passa diariamente pela exposição reacenda um sonho e uma esperança da infância.





Avenida Europa, 158, Jardim Europa – São Paulo

*As vendas de ingresso estão ocorrendo por hora, por exemplo, o meu ingresso era pra visitar o Castelo às 10h. Chegue o mais cedo possível na bilheteria. Os ingressos só valem para o dia da compra.





A qualidade das fotos não ficou muito boa. A iluminação não favorecia e eu não conseguia encontrar um lugar sem pessoas para eu fotografar no meu tempo. (Clique nas imagens para vê-las grandes)









Biblioteca do Dr Victor


Tíbio e Perônio

Esgotos do Castelo





Ratinho








A única foto da sala que eu consegui tirar, porque eu só queria sentar no banco e girar pra dentro do quarto do Nino <3
Celeste, minha preferida





"Passarinho, que som é esse? Passarinho, quem sabe o nome dele?"

Casal Hippo no ovo

Diretamente do Lustre do Castelo

Dr. Abobrinha, o único vilão corretor imobiliário do mundo

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