sexta-feira, 15 de agosto de 2014

TAG: Livros Opostos


Eu sou aloka das TAGs, adoooro ver vídeos desse gênero -aliás, eu adoro vários canais literários no Youtube, talvez eu faça um post sobre isso. Apesar de eu não gravar vídeos, resolvi fazer um teste, respondendo as perguntas em forma de post. Se vocês gostarem, faço mais posts desse estilo.

Essa TAG foi elaborada pelo Bruno, do Na Minha Estante. Resolvi começar por ela porque é a minha preferida. Vejam o vídeo dele, é demais


1-Primeiro livro da sua coleção/último comprado

Antes que eu nascesse minha mãe já fazia coleção de livros pra mim, então essa resposta é meio difícil. Eu vou escolher O Mundinho, porque é o primeiro que eu me lembro de comprar, eu tinha uns 6 anos e a autora estava na feira do livro da minha escola. Hoje em dia, O Mundinho virou febre entre os livros infantis e eu ainda me lembro da dedicatória da Ingrid "Natália, que você ajude a construir um mundinho melhor". As ilustrações são muito fofas e a história e sobre sustentabilidade. Com certeza comprarei pros meus filhos no futuro.
O último que eu comprei foi a coleção de As Brumas de Avalon -eu ainda não li. Eu comprei esse livro por indicação de uma amiga da USP que adorou e porque eu paguei 30 reais nos 4 volumes (quem nunca, né?). Os livros contam a história do Rei Arthur pela visão das personagens femininas e parece ser bem intrigante. Estou louca para iniciar a leitura.



2-Um que você pagou barato/ um que você pagou caro


Eu sou a maníaca das máquinas do metrô de São Paulo. Pra quem não sabe, aqui temos algumas máquinas espalhadas pelas estações em que são vendidos livros pelo preço que nós quisermos pagar (esse vai ser o primeiro post da semana que vem). Entre os vários que eu comprei por 2 reais, um dos meus preferidos é A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado. Ele é um livro um pouco mais específico pra minha área de ciências sociais, não deixando de ser muito interessante para qualquer um. Por ser técnico, a leitura é pesada, mas nada demais também. E eu amo ter pago baratinho nele, porque uso bastante no meu curso.

Paguei uns 80, 90 reais nessa biografia do Marx de, sei lá, 1000 páginas. Eu lembro de ter lido até a  página 400 e não estar nem na metade. Não foi dinheiro jogado fora, porque eu me interesso pelo tema e pretendo voltar a ler. Essa biografia difere das demais do Karl Marx porque é a única em que está presente a história da sua família. E os escritos têm peculiaridades muito divertidas, por exemplo, conta que o Marx era super gastão, torrava todo o dinheiro que conseguia com coisas desnecessárias e depois tinha que recorrer ao Engels (o cara do livro de cima) para viver e sustentar sua família.

3-Com protagonista homem/ com protagonista mulher 

Eu TINHA que escolher o Bentinho de Dom Casmurro como protagonista homem, simplesmente porque não existe um protagonista homem melhor que o Bentinho. Ele é doido, é advogado, tenta vender o caso dele pra nós, leitores, e nos leva, muitas vezes, a acreditar na loucura dele. O Bentinho é brilhante, eu amo esse doido de pedra mais inteligente do mundo. (post da minha coleção de Dom Casmurro)
Minha personagem mulher é a Macabéa de A Hora da Estrela, o primeiro livro da brilhante Clarice Lispector que eu li. A Macabéa é datilógrafa e passa por um intenso processo de busca de identidade. Vamos dizer que ela é uma daquelas pessoas que nós olhamos e pensamos "Por que você nasceu?". Ela não se esforça no trabalho, não tem ambições na vida, é, literalmente, alguém que não sabe porque veio ao mundo, apenas existe. Mas, no meio do processo, ela se olha no espelho e uma série de inquietações começam a surgir na sua mente. Muitas pessoas não gostam desse livro, mas eu adoro a escrita da Clarice e esse enredo de dúvida existencialista, com uma personagem nada carismática que ela propõe.

4-Leu rápido/ demorou pra ler

Eu li muito muito muito rápido A Culpa é das Estrelas. É um livro pequeno, de escrita fácil e previsível. Você já sabe o que o autor vai dizer na próxima página e não tem absolutamente nada para se refletir no enredo. O que o John Green pretende dizer, ele vai lá e diz. E, como eu não gostei nem um pouco, apesar de todo mundo amar essa história, li de uma vez só pra acabar rápido.
Demorei, sei lá, um ano pra ler Ensaio Sobre a Cegueira. Estava no cursinho, então passava mais de 12h por dia estudando e quase não tinha tempo. Além disso, esse livro é do Saramago e o Saramago é a praga da língua portuguesa. Aliás, eu nem sei se ele escreve em português, ele escreve em Saramago mesmo. Ele costuma a fazer um parágrafo de muitas páginas e no meio desse parágrafo coloca diálogos,  volta ao narrador, tudo misturado e sem aviso. E, obviamente, quando ele quer dizer algo, ele não diz, ele sugere de uma maneira louca e faz a gente acordar de madrugada pensando "ENTEEENDI". Mas, enfim, esse livro é maravilhoso, propõe uma reflexão genial sobre a vida moderna e sobre tudo que nós ignoramos no dia-a-dia, tudo o que nós fazemos questão de não ver, de nos cegar.

5-Com capa bonita/ com capa feia

Capa bonita eu escolhi Marley & Eu, porque o Marley era bonito e fofo e gostoso de apertar, então a capa do livro com a foto dele é bonita. Eu li o Marley em 2007 e ele marcou muito a minha vida. O livro não conta só a história do cachorro, mas a história do John Grogan (o dono do Marley) e da família dele em formação. Eu lia o livro e desejava ter uma vida de jornalista também, na qual eu pudesse viver dos meus escritos e ser muito feliz. Foi tão especial pra mim que eu obriguei meu namorado a ler ele nessas férias. Tenho muita vontade de reler, mas o meu Napoleão foi embora há pouco tempo, então não estou ainda preparada para esse tipo de emoção.

Eu também comprei essa coleção de livros clássicos da literatura brasileira no metrô e também paguei 2 reais em cada um. Como os livros são muito baratinhos, na maioria das vezes as edições são mais simples. Entretanto, eu não ligo muito pra edição, eu gosto mesmo é de pagar barato (sincericídio mode on). É difícil escolher qual a capa mais feia dentre esses 3, mas acho que Senhora ganha. Essas duas alianças em cima dessas pedras que parecem arroz são o ó.

6-Um livro brasileiro/ um livro internacional 

É muito difícil pra mim escolher um livro brasileiro, porque eu amo literatura nacional, então eu posso citar vários. Escolhi Gabriela, Cravo e Canela porque é o livro que eu estou lendo e porque Jorge Amado é um dos autores mais brasileiros que eu conheço. As histórias do autor são sempre na Bahia. Gabriela se passa em Ilhéus e essa protagonista carrega muito da sensualidade da mulher brasileira.  É muito difícil não se apaixonar pelo jeito inocente de Gabriela. Jorge Amado é impecável para descrever mulheres, descobri essa sua faceta lendo Dona Flor e Seus Dois Maridos (post aqui)
1984 é meu segundo livro preferido. Já faz um tempinho que eu fiz sua leitura, mas ele é impecável. George Orwell narra a história de uma sociedade futurista, que existiria em 1984, dividida em classes e comandada pela ditadura do Grande Irmão, na qual todos os indivíduos perdem sua liberdade e são vigiados 24h por dia (sim, foi esse livro que iniciou o conceito do BBB). Nessa sociedade as pessoas não refletem sobre sua situação, se sentem felizes e aceitam o regime sem maiores problemas. Por incrível que pareça, as pessoas nem mesmo se apaixonavam mais, casando-se com quem o Grande Irmão escolhia. Até que O'Brien, funcionário público, se apaixona e passa a questionar se aquele modelo de vida era realmente justo. É também um daqueles livros que nos leva a repensar muito a nossa vida.


7-Um livro fino/ um livro grosso

O Pequeno Príncipe é um livro bem fino, com 94 páginas, mas a letra é imensa e tem várias ilustrações lindas do autor. Eu não considero o Pequeno Príncipe como um livro infantil, na verdade, acho que ele é uma leitura para todas as idades. Eu li a obra com 8 anos e adorei. Esse ano, aos 20, reli e adorei também, porém percebi detalhes existencialistas e fiz interpretações que seriam impossíveis na infância. Provavelmente, se eu reler esse livro daqui 12 anos vou notar outras tantas coisas novas. Infelizmente, não tenho ele, todas as vezes que li peguei emprestado. Queria muito um Pequeno Príncipe pra chamar de meu, mas tenho dó de comprar livros já lidos.

Eu sou muito fã de Legião Urbana, então é óbvio que eu li a biografia de 500 páginas do Renato Russo. Apesar de 500 páginas não ser muita coisa, para uma biografia eu acho bem pesado. E eu ainda li duas vezes, porque no último ano de colégio  resolvi fazer um trabalho acadêmico relacionando a Legião Urbana com a indústria cultural.  Essa biografia do Renato narra, principalmente, a adolescência do músico, o que fez muito sentido pra mim, uma vez que eu li quando também era adolescente. Eu fazia várias marcações em trechos em que o achava parecido comigo, chorava, era uma vergonha alheia. Eu tenho certeza que Legião Urbana foi a única banda que eu gosto e sou fã de verdade, é um amor incondicional.
8- Um livro de ficção/ um livro de não ficção

O Menino dos Fantoches de Varsóvia foi um livro que eu li mês passado (resenha aqui) e que narra a história do Mika, um menino judeu que foi mandado para viver no Gueto de Varsóvia durante a 2ª Guerra. Apesar de ter demandado muito estudo e pesquisa da autora, Eva Weaver, sobre a guerra, é uma obra de ficção. Esse livro também entraria facilmente na categoria de capa bonita. 

Anne Frank foi uma menina judia que viveu escondida dos nazistas em um sótão, com toda a sua família. Sua distração em meio ao horror de sua vida era escrever em seu diário, o qual compõe integralmente o livro. Eu parei a leitura e odiava o livro porque a Anne, apesar do cenário em que vivia, era uma adolescente normal e pensava como uma adolescente normal (ficava incomodada porque ela escrevia coisas muitos ruins da mãe dela e me irritava esse jeito dela não entender que aquele era o momento mais difícil da vida dessa mãe). Talvez agora, com um pouco mais de maturidade eu consiga gostar da leitura, vejo trechos na internet muito tocantes -mas eu ainda implico com ela desejar que a mãe morra no meio de tanta desgraça acontecendo.
9-Um livro meloso/ um livro de ação

Eu poderia citar facilmente qualquer livro do Nicholas Sparks como livro meloso, mas quando eu tô inspirada e quero relaxar um pouco até que eu recorro aos livros dele, confesso. Contudo, Desculpa Se Te Chamo de Amor, de Federico Moccia, já é meloso desde o título, por favor. O livro conta a história de uma adolescente, a Niki, que se apaixona por um quarentão, seduz ele, eles sofrem poucas e boas e vivem felizes para sempre. Eu li esse livro porque uma amiga me disse que eu parecia com a Niki, apesar de eu não ter nada a ver com ela e isso me ofender um pouco. Não lembro muito, mas acho que não gostei quando li, não só por ser meloso, mas por não ter um enredo cativante na minha opinião. 


Adormecendo na Escuridão foi o último livro que eu li e escrevi post (aqui). Esse é o primeiro volume de uma trilogia que reescreve a história da Bela Adormecida. O conto original é, praticamente, virado do avesso, com muita ação e magia. Aurora vira uma princesa guerreira e a sua maior inimiga é Radassa, conhecida como Rainha Malévola. Não tem um capítulo nesse livro sem que algo aconteça e te obrigue a ler o próximo. Além disso, o enredo conta com muitas reviravoltas. Como eu adoro contos de fadas adorei essa nova visão de A Bela Adormecida e mal posso esperar pelos próximos volumes. 



*O que vocês acharam sobre esse tipo de post? Acho legal porque é meio que um resumão de vários livros e eu posso comentar de um modo mais informal. Deixem comentários e obrigada pela leitura! 

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