segunda-feira, 29 de setembro de 2014

TAG: TLT



Quando as musas BookTubers Tati Feltrin, Patricia Pirota e Juliana Gervason lançaram uma TAG,  logo corri para assistir o vídeo porque sabia que algo bom estava por vir! E a minha aposta foi certeira. Estava um pouco enjoada desse tipo de postagem, uma vez que a maioria das TAGs sempre possuem questões semelhantes. Porém, essa é totalmente diferente, o que me animou bastante para vir aqui responder. Espero que vocês gostem, eu adoro essa brincadeira de perguntas e respostas mais informais!


  • Um livro que nunca vou ler

Casamento Blindado. Apesar de ser um dos livros mais vendidos do Brasil, com certeza nunca lerei Casamento Blindado. Já não gosto nem um pouco de livros de auto-ajuda e gosto menos ainda da ideia desse. O público leitor é formado primordialmente por mulheres e ensina dicas para mulheres fazerem de tudo para salvarem seus casamentos. Sei lá, nem sou casada, mas tenho certeza que os problemas de um casamento não podem ser solucionados apenas pelas mulheres. Não curto mesmo a ideia e nunca lerei.










  • Nunca imaginei que fosse gostar

O Mágico de Oz. Nunca MESMO imaginei que fosse gostar desse livro. A história, apesar de famosíssima, nunca me chamou atenção. Além disso, ano passado (eu acho) a Disney lançou um filme sobre o Mágico de Oz horrível! Comprei essa edição da Zahar na Bienal do livro só por causa do box e não dei nada por ela. Como aceitei fazer parte do desafio do mês do horror e selecionei alguns livros que combinariam com Halloween, achei que o Mágico de Oz seria uma boa pedida, uma vez que, apesar de não ser de terror, conta com bruxas e magia. A minha surpresa foi muito grande! O enredo, escondido sobre um pano infantil, é extremamente poético e lindo! Vou fazer resenha em breve, então não vou me alongar muito aqui.






  • Nunca imaginei que não fosse gostar
O Diário de Anne Frank. Essa foi a minha maior decepção literária. Fui ler com tanto entusiasmo esse livro que com o passar das páginas tinha que me forçar a continuar lendo, porque não queria desistir de jeito nenhum. Não me conformo comigo mesma por não ter gostado. Vejo tantos trechos e fãs e museus e edições especiais que não consigo entender o motivo de não ter aguentado terminar. Pra ser bem sincera, tenho vergonha de confessar que não suportei a Anne Frank, mas me ficava muito indignada com ela odiando a própria mãe. Eu sei que a convivência em um cubículo como aquele devia ser difícil e que a situação era extrema, mas não consegui. Quero reler e ver se realmente odiei ou se foi algum problema que eu tive na época!








  • Troco por uma bala
Lua Nova. Esse livro também poderia facilmente entrar no quesito "nunca imaginei que não fosse gostar", mas não fiquei tão chocada como em O Diário de Anne Frank. Hoje em dia, não curto mais livros estilo Crepúsculo, porque meu gosto mudou com o passar dos anos. Contudo, aos 14 anos, surtei quando li o primeiro volume da série, terminando-o em 2 dias, na praia! Lua Nova, por outro lado, foi muito muito muito decepcionante. Não gostei da introdução dos lobisomens e da disputa do Jacob e do Edward pela Bela (pra mim não devia ter essa dúvida, sempre fui #teamEdward, questão resolvida hahahaha). A magia de Crepúsculo, na minha opinião, era o amor impossível do Edward e da Bela, não a parte sobrenatural. Enfim, não gostei e terminei de ler a série por obrigação.






  • Não troco por nada
Dom Casmurro. Vocês já devem estar cansados de me ouvir falar desse livro: em toda TAG eu cito, já mostrei minha coleção com vários volumes e DVD,  enfim, sou aloka do Bento Santiago. Não tem o que questionar, é o meu livro preferido, se eu fosse pra uma ilha deserta levaria só ele e morreria abraçada nele, é muito amor hahahhaa Mas, falando sério, em todos os livros e autores que eu já li, nunca vi um personagem tão bem construído, em termos psicológicos, como o Bentinho. Ele é completamente verossímil, leio e releio procurando uma única falha e não acho. Essa construção perfeita de personalidade é característica do Machado de Assis, afinal, quem leu Memórias Póstumas de Brás Cubas sabe que esse protagonista também é muito bem feito! 







  • Jura que é bom?

Game of Thrones. Vejo sempre leitores alucinados com R. R. Martin e super empolgados com a série e fico muito desconfiada. Tenho curiosidade de ler, mas os livros são imensos e caros, então repenso bastante. Se você for um desses apaixonados por esses livros, deixe um comentário aqui embaixo dizendo se é tão bom mesmo! 










  • Jura que é tão ruim?
O Céu dos Suicidas. Quando a Tati Feltrin abriu votação de um livro para nós escolhermos para que ela lesse, escolhi prontamente o Céu dos Suicidas (eu e mais um monte de gente, porque foi o que ganhou). O título me chamou muito a atenção e achei o enredo super interessante. Porém, quando a Tati foi fazer vídeo resenha, falou que tinha largado porque o livro é insuportável. Fiquei super surpresa e agora estou com um pé atrás para iniciar a leitura. Se você já leu ou tentou, também me deixe um comentário, vai me ajudar muito! 










*Antes de fazer o post tinha adorado a TAG, mas depois achei muito difícil de responder, porque, sinceramente, estou sempre disposta a ler qualquer coisa e é muito difícil achar um livro que eu não tenha gostado. Geralmente, quando não gosto, tento imaginar que apenas não sou o público alvo e não fico falando mal, uma vez que, com certeza, terá que goste! No final das contas, acho que não gostei tanto assim da TAG. Deixem comentários sobres os livros que eu escolhi e sintam-se a vontade para responder também em seus blogs/canais.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Ele Está de Volta - Resenha




                 O que aconteceria se Hitler acordasse em um lixão de Berlim no ano de 2011? Após um apagão injustificável é com essa situação cômica que se iniciam as primeiras páginas de Ele Está de Volta, livro de Timur Vernes. Em uma Alemanha completamente diferente da qual o führer estava acostumado, repleta de estrangeiros e tecnologias estranhas, Hitler precisa se adequar ao mundo moderno para concretizar seus planos de dominação.
                Um livro que faz piada com o nazismo e com a morte de milhares de pessoas é, no mínimo, polêmico. Entretanto, a leitura é surpreendente e completamente válida. Apesar do personagem principal, não é o holocausto o tema do romance. A mídia e suas falcatruas, o vômito de informações desnecessárias que recebemos a todo instante e a incitação ao ódio, compõem essa comédia crítica espetacular.
                Com uma narrativa engraçadíssima e após muito estudo, o autor desvenda a personalidade de Hitler, associando seus desejos do passado com a realidade atual.  Hitler fica horrorizado ao descobrir o comportamento e estilo do alemão contemporâneo, no qual a falta de respeito é reinante e a líder máxima do país é uma “gorda com jeito de homem”. O führer, portanto, mais do que nunca, quer se erguer como líder supremo, tomando poder da Alemanha e difundindo seus princípios, como a expulsão dos turcos que “infestam” seu país. Levando em consideração que não estamos mais nos anos 40, essa tarefa seria impossível, se o protagonista não tivesse descoberto a televisão.
                O primeiro contato de Adolf com a TV é simplesmente hilário. Ele fica estarrecido com a quantidade de “mulheres gordas” que cozinham o dia inteiro nos programas. Porém, logo percebe que esse é o caminho para atingir a grande massa, entrando rapidamente em contato com uma emissora.
                Obviamente, ninguém acredita que o maluco que age e fala igual Hitler é o führer em pessoa, contudo, ficam impressionados com o seu poder de atuação, que o impede de sair do personagem, para imitar o líder do passado. Em pouco tempo Hitler ganha um quadro em um programa de auditório, sendo sua primeira aparição totalmente polêmica para a moral vigente. Os executivos da emissora, para reverter a situação, inserem Hitler nas redes sociais e o führer vira uma febre, com centenas de fãs,  despertando a inveja de colegas de emissoras e o ódio de jornais esquerdistas, os quais apenas colaboram para que sua fama seja maior.
                Hitler com seu discurso de ódio torna-se tão famoso que ganha seu próprio programa. O público não percebe as atrocidades de suas falas, considerando apenas uma sátira, algo que lembra o massacre de forma leve e os leva a refletir para que isso nunca mais aconteça, justamente o contrário do que o protagonista pretende. O caminho para o führer, com a mídia atingindo a grande massa, é de sucesso e concretização dos seus planos de maneira fácil e tranquila.


                Esse livro é completamente perigoso, porque o personagem criado por Timur Vernes é tão carismático que muitas vezes passamos a torcer por ele! E é justamente esse o ponto central do enredo. Quantas vezes pessoas que não compreendemos completamente estão na mídia nos afogando de informações duvidosas? Precisamos sempre estar atentos ao que nos está sendo passado na tv, nos jornais e na internet. Será que realmente vale, por parte das emissoras e editoras, tudo por dinheiro? E o quanto desses “crimes” nós financiamos? Fiquei impressionada com o tamanho e o teor do debate que o autor conseguiu originar em seu primeiro romance! Esse primor e inteligência é pra poucos. Definitivamente, Ele Está de Volta entrou para minha lista de queridos.


Minha companhia de madrugadas insones




quarta-feira, 24 de setembro de 2014

O Doador de Mémorias - Filme



                No último sábado eu e meu namorado fomos ao cinema assistir O Doador de Memórias, adaptação cinematográfica do livro de mesmo nome. Confesso que com o elenco de qualidade, o qual conta com Meryl Streep, Jeff Bridges e Katie Holmes, minhas expectativas estavam extremamente elevadas. Para completar, não conhecia o livro e li vários comentários sobre se tratar de uma distopia clássica. Eu adoro distopias e fiquei extremamente surpresa de não conhecer O Doador.
                O filme retrata a vida em uma sociedade perfeita. Não há conflitos, inveja, fome, guerras ou morte. Até mesmo o clima é estável e propício para as plantações. Todos são amigos e o conceito de família é extinto, sendo substituído por “unidades familiares”. Ao atingir 16 anos, cada indivíduo recebe uma responsabilidade que será sua pelo resto da vida, uma espécie de “profissão” imposta de acordo com as qualidades que cada pessoa possui.  
                Para que o sistema funcione em harmonia a vigilância é grande. A líder é capaz de ver todos os cidadãos e entrar na casa de cada um em forma de holograma, interagindo, assim, com a comunidade. Além disso, sentimentos em excesso não combinam com ordem e, portanto, todos devem tomar uma dose de injeção diária que retira qualquer emoção que possam sentir.
Porém, quando Jonas é designado para ocupar o cargo de Receptor de Memórias, a vida perfeita e utópica da cidade idealizada é colocada em perigo. Ele entra em contato com O Doador, um idoso que tem a função de contar todo o passado da humanidade para o receptor. Inicia-se um treinamento que envolve memórias maravilhosas, como a família, amizade, o Natal e, principalmente, o amor. Entretanto, Jonas também conhece a fome, a dor, a guerra, a ambição humana e o desrespeito ao meio ambiente.
                Essa grande quantidade de informação leva o protagonista a questionar o quão verdadeira é a comunidade em que vive, enganando o sistema e deixando de tomar sua dose diária. Tal ato impensado causa uma revolução em sua vida e em todos que estão a sua volta, com sérias consequências. 



                Adorei o filme no dia em que assisti, apesar de sentir que o filme acabou muito rápido. Vamos dizer que “quando o bicho pega”, o filme termina. Depois, quando descobri que o livro foi escrito nos anos 70, desgostei. O enredo nada mais é que a mistura de 1984, de George Orwell e Fahrenheit 451, de Ray Bradbury, clássicos da literatura que eu amo demais. Recomendo muito a leitura desses dois volumes, tanto para quem não conhece, como para quem gostou de O Doador de Memórias. O filme não é uma total perda de tempo, afinal, como eu já disse, adoro esse gênero, sendo que apesar da repetição de temas já conhecidos, continua agradável. 

*Se você já assistiu ou leu O Doador de Memórias, deixa aqui embaixo um comentário falando o que achou! *-*

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Mês do horror: book haul




A teacher mais musa desse mundo, Tati Feltrin, lançou no seu canal o desafio do mês do horror. Ela fez uma seleção de diversos títulos de terror para ler e ir resenhando até o halloween. Confesso que eu nunca curti essa americanização da vida, sou completamente apaixonada pelo nosso país, nossa literatura e cultura. Entretanto, percebi que nunca li nada desse gênero e não há época melhor para começar! Tomei coragem e resolvi me aventurar por esse mundo sombrio. Durante o mês (e provavelmente depois do prazo) vou lendo e resenhando tudo pra vocês, aqui e no meu Instagram

Escolhi para a minha lista gêneros de terror e suspense bem diversificados. A maioria dos livros comprei na Bienal , porque eram temas que já me interessavam, e outros comprei no Submarino após tomar a decisão. 

  • O Perfume, de Patrick Süskind
 O Perfume narra a história do assassino psicopata Jean-Baptiste Grenouille e tem como cenário a França do século XVIII. Nada melhor para um "mês do horror" que a história de um serial killer, não é mesmo? Essa minha edição é pocket da BestBolso e eu paguei beem baratinho!

  • O Mágico de Oz, de Baum 
Apesar de não conhecer muito da cultura do halloween, percebo que muitas vezes as fantasias não são tão aterrorizantes assim. Muitos recorrem para o gênero da fantasia. Como eu não conheço muito sobre O Mágico de Oz, mas sei que há magia envolvida, com bruxas boas e más, espantalho falante e homem de lata, decidi colocar na lista. O meu livro faz parte do clássicos da Zahar e veio naquele box lindo que brilha no escuro! A edição é todinha ilustrada e fofa demaaais.





  • Frankenstein, de Mary Shelley, e O Médico e o Monstro, de Robert Louis Stevenson

Não tinha como deixar os clássicos do horror de fora! Adorei essa edição da Martin Claret que traz os três principais títulos do terror em um único volume. A editora deu uma repaginada total no seu design, tornando-o muito mais jovem e atrativo. Tinha decidido ler apenas o Frankenstein, porém me encantei muito com a proposta de O Médico e o Monstro, além da leitura ser super rápida. Por enquanto não pretendo ler Drácula, para não ser muita informação de uma só vez.








  • O Iluminado, de Stephen King

Stephen King é o mestre do terror contemporâneo, logo, era impossível deixá-lo fora da lista. Comprei seu livro mais consagrado, para já começar a conhecer sua obra com um sucesso de vendas e de bilheteria! Porém, tem um problema sério: estou morrendo de medo de ler esse livro hahahaha Vou precisar tomar muuuuuita coragem!







  • As Mulheres do Nazismo, de Wendy Lower

Na minha opinião, a maior história de terror da humanidade foi o holocausto. Nesse livro, Wendy Lower apresenta a história real de mulheres casadas com alemães que ocupavam altos cargos militares durante o nazismo. A autora nos prova que, ao contrário do que se pensa, muitas mulheres sabiam exatamente o que seus maridos faziam e, muitas vezes, os ajudavam a cumprir suas tarefas. Achei o tema interessantíssimo, uma vez que não estamos acostumados a atribuir essas atrocidades às mulheres. Também comprei esse livro baratinho no estande da Rocco na Bienal








*Quem me segue no Instagram sabe que finalmente minhas aulas na USP voltaram. Por causa da greve vou ter aula até a última semana de dezembro e a carga de leitura está imensa, praticamente um livro por aula. Sendo assim, não posso garantir que até dia 31 de outubro todos os livros estarão lidos e resenhados aqui no blog, podendo extrapolar a data. Porém, vou me esforçar ao máximo para que isso ocorra! Se você também pretende ler livros de terror nesse mês, me conta nos comentários! E não se esqueçam de me seguir no Instagram, assim a gente fica cada vez mais próximos. 

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Valente - Resenha



No começo do mês eu descobri a história do Valente, um cachorrinho apaixonante e apaixonado, com uma vida retratada em quadrinhos que podia ser nossa (como eu disse nesse post aqui). Eu queria voltar a ler hq e pedi indicações para um amigo super entendido no assunto –aliás, eu sempre sugiro que ele faça um blog, mas ele sempre me ignora –que me indicou Valente. Meu namorado comprou o primeiro volume, Valente para sempre, e eu não terminei de ler enquanto não ganhasse os outros dois, Valente para todas e Valente por opção. Eu não queria me despedir da história sem saber o que aconteceria depois, seria impossível. Meu namorado, que é um fofo, me deu os outros dois que eu li em um dia e não podia deixar de resenhar para vocês.

Apesar dos personagens serem animais, Valente e seus amigos não são nada incomuns. Jovens, prestes a terminar o ensino médio e começar a faculdade, estão em uma fase de desejos e autoconhecimento que todos nós passamos ou iremos passar. Gostam de gastar horas na frente do videogame, jogar rpg e, como todo adolescente, são inseguros ao iniciar sua vida amorosa.





 Valente se apaixona por Dama, uma gatinha que conhece no ônibus, e fica noites em claro pensando em uma estratégia para vencer a timidez e se aproximar da amada. É claro que são geradas inúmeras expectativas que levam o personagem a se decepcionar muito. Valente, então, jura que nunca mais vai querer amar outra vez, promessa que, obviamente, não foi cumprida. Pouco tempo depois o cachorrinho conhece, também no ônibus, Princesa, uma panda que logo o corresponde, ao contrário de Dama.
Ao longo dos demais volumes, Valente se forma, inicia o curso universitário, frequenta churrascos (e se sente deslocado –Valente, I feel your pain), sente o afastamento natural dos amigos que estava acostumado a ver todos os dias e vive um triângulo amoroso.  São idas e vindas que já nos tiraram muito o sono e que em Valente se traduzem em muitos sanduíches de rosbife (pra mim já foi chocolate, sorvete, cookies e balinhas Fini). Em cada balão da história encontramos nosso passado e nossas inquietações.




Preciso deixar clara minha admiração pelo autor Vitor Cafaggi. Não conhecia nenhuma obra dele, mas vou tentar comprar tudo (aos poucos, afinal, vida de estudante universitária não é fácil). Em Valente, com seus traços simples e certeiros, fez a adolescência e seus dilemas virarem poesia. É gostoso perceber que tudo na vida, mesmo, passa e que cada momento vivido se torna aprendizagem no futuro (pode parecer papo de mãe, mas é a pura verdade).  Valente tem muitas lições de vida que todos nós, em um momento ou outro, vamos aprender.



Boa notícia: o autor lançou o quarto volume, Valente para o que der e vier, na Bienal! Não está fácil encontrar para comprar, mas vou persistir hahaha





segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Eu Não Gosto de Ateus - Resenha

Capa com uma colagem envolvendo Nietzsche, o ateu mais famoso da história


O que você faria se o diabo em pessoa batesse na sua porta e te pedisse ajuda para viajar pelo mundo coletando provas para processar Deus? Foi isso que aconteceu com Al Pacino, um jovem de 18 anos, estudante de Direito e ateu convicto. O livro Eu Não Gosto de Ateus narra de maneira divertida as indagações de um adolescente, oriundo de uma cidade do interior da Bahia, que se joga Brasil afora ao lado de Luciffer.
                No enredo polêmico, todos os deuses da história do planeta Terra são alienígenas pertencentes ao planeta Ding, o qual sofreu com bombas e intervenções perdendo toda a sua reserva de oxigênio. A partir desse desastre ambiental, os dingirs desenvolveram um sistema que envolvia captações de preces, ou seja, quando um ser pensante rezava em outro planeta, havia conversão de oxigênio para Ding. As religiões passaram a ser desenvolvidas pelos habitantes de Ding em todos os planetas que continham pensantes, gerando grandes lucros para as empresas envolvidas.
                Uma dessas grandes empresas de captação de preces era a YAHFFER GRTTWAN, regida pelos irmãos Grttwan, Deus e o Diabo. Essa empresa agia aplicando a religião duoteísta em todos os planetas. Porém, Deus, com um ataque de ciúmes e inveja infantil, deu um golpe em Luciffer, transformando o planeta Terra em monoteísta, onde apenas ele próprio seria venerado e seu irmão se tornaria o maior vilão entre os terráqueos.
                O dingirs conseguiam manipular facilmente os pensantes dos outros planetas por serem os seres mais antigos do universo. Dessa forma, a tecnologia que existia no planeta colocava tudo que nós já desenvolvemos no chão.  Apesar da proposta do livro parecer um pouco estranha, a verossimilhança aplicada pelo autor Melik Silva Brün é impecável, fazendo com que todos argumentos que estão ali colocados façam sentido.
                Al Pacino é o destaque da história, afinal, Luciffer, o Rei das Trevas é seu total oposto. O Diabo se veste com ternos Armani impecáveis, não come demais, não bebe, é educado, adora arquitetura, arte sacra e, principalmente, ama visitar igrejas. Para um jovem roqueiro, recém-chegado em Brasília que dispõe dos seus primeiros momentos de liberdade vivendo em uma quitinete, o choque e o conflito são grandes. Al quer usufruir dos R$6 milhões trazidos pelo diabo, indo a um show em Nova Iorque e em baladas em Ibiza, aproveitando cada segundo as suítes maravilhosas em Estocolmo, Roma, Singapura e Jerusalém, além de, é claro, apreciar, até demais, a culinária de cada país visitado.
                Conheci o autor, Melik Silva Brün, na Bienal do Livro, aqui em São Paulo. Ele estava em um estande completamente independente, assim como seu livro, que é de publicação própria, sem contar com nenhuma editora. Ele foi muito atencioso e, quando soube que eu tinha o blog, me ofereceu seu livro. Entre todo meu book haul daBienal, escolhi Eu Não Gosto de Ateus para começar devido à confiança depositada em mim e no meu trabalho. Contudo, após as primeiras páginas, Al Pacino me prendeu com sua simpatia e seu jeito cômico. Não consegui mais largar a leitura e terminei as 516 páginas em tempo recorde (5 dias, o que pra mim é muito haha).
                Eu Não Gosto de Ateus não é apenas mais uma história com título polêmico. Ela discute, através do ponto de vista do jovem que começa a se descobrir como ser independente, noções que envolvem economia, ambientalismo, política e religião. A obra é um convite para sermos abertos e lembrarmos que tudo é questão de ponto de vista. E que toda moeda tem dois lados que não podemos ignorar.








sexta-feira, 12 de setembro de 2014

501 Grandes Escritores

Fernando Pessoa, autor da língua portuguesa, na capa é muito amor <3

Gosto muito de fazer posts sobre biografia de autores nacionais e internacionais. Acho importante para compreender algumas obras conhecer a vida de quem a escreveu. O livro 501 Grandes Escritores traz pequenas biografias de autores importantíssimos para a literatura mundial, de Homero à J.K.Rowling, um apanhado grande e  diverso, que agrada todos os leitores. Como eu adoro clássicos e estou sempre procurando livros e autores para o blog, deixo o guia já na minha mesa, pois é comum que eu faça uma consulta.




O livro está dividido por cores e cada cor representa um momento histórico. Até o século XVIII as divisões são por século, devido ao menor volume de obras publicadas. Após essa data as divisões são feitas a cada 20 anos, provavelmente por conta do Iluminismo, movimento originado na França que almejava difundir a racionalidade humana e também por conta da formação dos Estados Modernos, quando o desenvolvimento intelectual e científico foi incentivado para o desenvolvimento e enriquecimento dos Estados -Natália também é história hahaha 




A nossa edição brasileira contém um anexo com 24 grandes escritores brasileiros. A edição original, inglesa, selecionou apenas Machado de Assis, Jorge Amado e Paulo Coelho, nossos autores mais conhecidos e vendidos no exterior. Infelizmente, muitos nomes ficaram de fora, mas os escolhidos são muito bons e sua literatura nos ajuda a compreender a história e, consequentemente, o presente do nosso país. Já li livros de boa parte desses 24 escritores, mas vou tentar ler uma obra de cada um da lista. 



Albert Camus, um dos meus escritores preferidos

O guia tem direção geral de Julian Patrick, professor de inglês e de literatura comparada pela Universidade de Toronto, e tem como objetivo introduzir cada autor e apontar suas principais obras. Algo que me deixou triste é a proporção entre homens e mulheres na lista, provavelmente resultado do processo histórico que impedia o acesso à educação para mulheres. Espero que nos próximos guias, feitos daqui alguns anos, essa realidade tenha mudado. 501 Grandes Escritores é publicado pela Editora Sextante e é um grande presente para quem ama literatura.


*Se você quiser que eu escreva sobre um autor específico, peça nos comentários, eu vou adorar! 

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Entenda cada cargo disputado nessas eleições



Para aqueles que amam e para aqueles que odeiam, inevitavelmente as eleições vão chegar no dia 5 de outubro. Muitos leitores do blog se tornarão eleitores pela primeira vez e é muito importante entender qual a função de cada cargo que está concorrendo. Apesar do blog tratar sobre literatura, eu, enquanto aluna de ciências políticas da USP, me sinto na obrigação de  ajuda-los elaborando um guia prático. Não citei nenhum candidato, pois minha proposta não é fazer campanha política, mas ensinar sobre as funções e obrigações do Presidente, Deputado Federal, Senador, Governador e Deputado Estadual. Quando nós entendemos a política, percebemos que há muita esperança para o nosso país. Escolha seu voto consciente, porque se você não o fizer, vão fazer por você (e em 90% dos casos não será a melhor escolha).



  •  Presidente da República


O Presidente da República vive no Palácio da Alvorada e exerce o Poder Executivo, sendo chefe de Estado em regimes presidencialistas, como o nosso. Entre as principais funções do Presidente estão conduzir a política econômica e a diplomacia do país, aplicar as leis aprovadas, vetar total ou parcialmente as leis e enviar ao Congresso Nacional para votação Agenda Orçamentária, ou seja, o quanto o Brasil vai gastar em cada projeto público (construção de casas populares, hospitais, escolas, infra-estrutura, segurança, etc). No Brasil, o presidente é subordinado ao poder Legislativo, os senadores e deputados federais. Dessa forma, o presidente não toma nenhuma decisão que o Legislativo não aprove. Devido à subordinação, para que o presidente consiga efetivamente governar, a lei permite que ele crie ministérios e faça nomeação de cargos em empresas públicas. Assim, o chefe de Estado se alia a outros partidos e tem os seus requerimentos votados da maneira que espera. Contudo, já aconteceu do presidente não conseguir apoio nenhum no Congresso e governar exclusivamente por Medidas Provisórias que têm força de vigência imediatas, porém são votadas pelo Congresso em até 60 dias e podem ser derrubadas (vamos supor que o presidente não tem apoio e ele quer que determinado imposto aumente. Ele pode elaborar uma Medida Provisória, o que vai fazer o imposto aumentar automaticamente, porém o Congresso pode votar contra essa medida em até 60 dias, derrubando esse imposto que para de ser cobrado). Quando o presidente não tem apoio no Congresso é gerado um impasse de governabilidade muito grande, uma vez que nenhuma proposta do presidente é aceita pelos deputados e nenhuma proposta dos deputados é aceita pelo presidente, estagnando o país.


  • Deputado Federal

O Deputado Federal trabalha no Congresso Nacional e é responsável por elaborar leis, fiscalizar o poder Executivo, votar a Agenda de Orçamento, além de discutir e votar as propostas do presidente. É preciso ter cuidado na hora de escolher um deputado federal para votar, uma vez que eles têm tanto quanto ou mais poder que o presidente, além de possuírem um salário bruto + benefícios muito maior que o do chefe de Estado (sim, um deputado ganha muito mais que um presidente). É importante que os seus candidatos para Deputado Federal e para Presidente combinem, ou seja, eles precisam ter propostas parecidas para votarem juntos nas elaborações das leis e aprovarem aquilo que você, eleitor, considera importante.

  • Senador

O Senador também trabalha no Congresso Nacional e compõe o poder Legislativo junto com os Deputados Federais. Além de votar as propostas do Presidente, aprovar a escolha do Ministro de Contas do Tribunal e do presidente do Banco Central (também proposto pelo chefe de Estado), a função principal do senador é ligar o estado que ele representa ao governo Federal. O Senador é quem consegue empréstimos e subsídio para a realização de obras estaduais. Por exemplo, aqui em São Paulo as obras do metrô são de responsabilidade única do governador, entretanto há contribuição do governo Federal e quem conseguiu esse dinheiro foi o Senador que representa São Paulo no Congresso.

  • Governador

O governador também compõe o poder Executivo, porém em âmbito estadual. O governador tem o maior poder dentro do estado, sendo sua função a administração das finanças, a formação de um secretariado para cuidar de diversos assuntos do estado (transporte, saúde, educação, meio ambiente, segurança, etc), propor leis estaduais e buscar investimentos na Presidência da República. O governador existe para que cada estado tenha uma independência relativa e possa agilizar seus projetos e votações. É importante que não aja impasses entre o governador e o presidente, caso contrário, há estagnação e perdas de investimentos nos estados.

  • Deputado Estadual

O Deputado Estadual trabalha na Assembleia Legislativa Estadual e exerce com o governador funções semelhantes às que os Deputados Federais exercem com o Presidente. O deputado estadual deve votar o orçamento do estado proposto pelo governador, além criar Comissões Parlamentares, propor suas próprias leis e votar as propostas do governador. O deputado estadual tem a obrigação de atender a população em seu gabinete, sendo o cargo mais próximo do povo. O deputado estadual de sua escolha também deve combinar com o seu candidato a governador para trabalharem juntos sem nenhum impasse. 


*Deixem comentários se vocês tiverem dúvidas sobre cada cargo. Por favor, não vamos lotar os comentários falando mal ou defendendo candidato x, y ou z, porque o intuito do post não é esse, mas orientar sobre o que esperar de cada candidato.

186 anos de Tolstói



No dia 9 de setembro de 1828 nascia Liev Tolstói, um dos mais importantes autores da literatura russa. Apesar de ter escrito romances consagrados como Guerra e Paz e Ana Karenina, durante a vida foi reconhecido como filósofo e pelas obras de teor político, as quais geravam grande repercussão e apoio de parte da sociedade russa. Tornou-se pacifista, lutando pela educação e pelo protesto sem violência, inspirando futuramente Gandhi. Morreu pobre após desfazer-se de todos seus títulos de nobreza e bens. 

Para comemorar o aniversário de Tolstói, o Google contratou para produzir uma animação, Roman Muradov, quadrinista famoso por trabalhar em grandes jornais e revistas internacionais. Foram enfatizados os livros mais famosos do autor, além dos personagens e cenários dos mesmos. O objetivo do doodle é aproximar os internautas da obras de Tolstói e, com toda certeza, foi concretizado. O doodle está lindíssimo, não percam! 



sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Gabriela, cravo e canela - Resenha



                “Gabriela, cravo e canela” é mais um romance escrito por Jorge Amado em sua segunda fase autoral (se você está perdido, dá uma olhadinha no post da biografia do Jorge), ganhador de prêmios e diversas adaptações para a televisão. Da mesma maneiraque classifiquei Dona Flor e Seus Dois Maridos, considero Gabriela um romance de cunho feminista. Mais uma vez Jorge Amado tenta combater preconceitos, dando voz à sexualidade da mulher, em detrimento de pensamentos machistas que vigoram até hoje.
                O cenário da obra é a sociedade ilheense da década de 20. Gabriela é uma moça que atravessa o sertão baiano em busca de emprego em Ilhéus, cidade que vinha se destacando e enriquecendo com a exportação de Cacau. Chegando ao chamado mercado de escravos, conhece Nacib, o dono do bar Vesúvio que estava desesperado atrás de uma cozinheira. Nacib, sem opções, contrata Gabriela, cuja aparência a primeira vista era horrível e suja, afinal ela havia cruzado o sertão a pé. Gabriela passaria a cozinhar para Nacib e para o bar, vivendo no quartinho dos fundos do patrão, na maior tranquilidade. Dizer que Gabriela toma um banho, transforma-se em uma mulher maravilhosa, cobiçada por todos os coronéis da cidade, levando Nacib à loucura e tornando-se rapidamente patroa seria pura verdade, não fosse um detalhe...
                Gabriela gosta demais de sexo. Digamos que ela “pega e não se apega”. Na viagem pela caatinga, Gabriela tem um caso com Clemente, que se apaixona pela moça e fica completamente surpreso com o desapego da mesma ao chegar a Ilhéus, não querendo seguir com ele e deixando bem claro que tudo não passou de uma “ficada”. Logo após se despedir de Clemente, na primeira vez em que a protagonista vê Nacib, já trata de chama-lo de “moço bonito”, marca registrada da personagem, e a dormir seminua no seu quartinho, esperando que algum dia o patrão resolva fazer-lhe uma visita durante a noite (o que obviamente acontece). O romance é extremamente erótico e bonito, revelando um lado feminino que poucos ousaram tocar.
                Levando em consideração que o livro foi publicado em 1962, expor a sexualidade feminina por si só originaria um debate imenso, visto que a questão é tabu até hoje (isso se prova ao lembrarmos que a trilogia Cinquenta Tons de Cinza gerou uma polêmica enorme). Contudo, Jorge usa a sociedade de 20 para denunciar ainda mais como hábitos machistas e ultrapassados persistem e se revigoram durante o tempo. O romance se inicia não com a história de Gabriela, mas com a infeliz tragédia de Dr. Osmundo e Sinhazinha, esposa do coronel Jesuíno que traía o marido com o dentista.  Ao pegar a esposa em flagrante, o coronel não tem alternativa além de matar os dois amantes. Ninguém sabe se a vontade de Jesuíno era de realmente assassinar a mulher que amava, contudo, se não o fizesse, perderia completamente o respeito perante a sociedade.
                Apesar de todo apelo sensual de Gabriela, sua maior característica é a sua dualidade, uma vez que ela apresenta uma personalidade um tanto quanto inocente. Gabriela não gosta de criar caso, ela sempre “tá de boa”. A sua única meta na vida é se divertir. Gosta de colocar uma flor atrás da orelha, de dançar, de ir ao circo, ouvir os elogios dos “moços bonitos” e, definitivamente, odeia usar sapatos, item que considera opressor. Gabriela vive uma vida leve e tranquila, sem nenhum compromisso e responsabilidade, a não ser cozinhar para Nacib.
                Além de Gabriela e Sinhazinha, outra mulher fortíssima do livro é Malvina. Jovem, estudante do colégio de freiras e filha de um coronel riquíssimo, Malvina não aceita o fardo de se casar, formar uma família e passar toda sua vida submissa ao marido. Na primeira oportunidade que encontra, enfrenta o pai e foge, vivendo uma vida modesta de secretária e estudante universitária, seu maior sonho e maior proibição paterna. Malvina com sua coragem se torna a moça mais mal falada da cidade, enchendo seu pai de vergonha e levando-o a deserda-la.
                Um ponto importante do livro é a oposição entre homem e mulher. Enquanto as mulheres são obrigadas a ter uma postura impecável, quase sacra, para os homens tudo é liberado. A promiscuidade masculina é recorrente. Os homens estão sempre “bem servidos”, seja pelo cabaré da cidade, o famoso Bataclã, ou sustentando suas amantes fixas, que também lhes devem respeito. O maior representante dessa postura é o melhor amigo de Nacib, Tonico Bastos, o qual não mede esforços para dormir com todas as mulheres que deseja, mesmo sendo casado.
                A questão entre o pensamento ultrapassado e o novo também é trabalhada com a dificuldade que Mundinho Falcão, exportador recém-chegado em Ilhéus, encontra para modernizar a cidade. Mundinho quer abrir estradas, construir portos e ferrovia para que o cacau possa ser mandado direto de Ilhéus para Europa. Em contrapartida, o coronel ancião Ramiro Bastos, que sempre mandou na cidade, recorre a qualquer artifício para barrar a ação de Mundinho e vencer as eleições, impedindo que o progresso se aproxime.  A decisão entre qual dos dois lados apoiar é quase sempre velada entre os cidadãos (homens, é claro), correndo risco de morte.

                No começo da leitura, pensei que Jorge Amado estava sugerindo um modelo de casamento aberto nos anos 60, o que foi um erro de interpretação precoce. Jorge abre diálogo sobre limites e, principalmente, sobre pertencimento. Até que ponto um indivíduo pertence ao outro por estar em um relacionamento? Será justo que seres humanos, homem e mulher, ocupem posições diferentes na sociedade brasileira? Além disso, o quanto de expectativas nossas projetamos para nosso companheiro? Em “Gabriela, cravo e canela”, Jorge Amado defende a liberdade de ser da mulher enquanto indivíduo único, com vontades, sonhos e desejos.  Vontade não compreendida pelos homens da década de 20, 60 e do ano de 2014.

Devo ter feito cerca de 20 marcações entre citações (em azul) e capítulos inteiros para ler (em rosa). Essa minha edição é bem velhinha, caindo aos pedaços, mas, ainda assim, maravilhosa. Comprei em uma venda de usados lá na FFLCH, muito amor <3



*Eu queria comentar sobre duas coisas que não cabiam no texto e dizem respeito às adaptações para novelas. Primeiro, o Jorge Amado descreve a Gabriela, após o banho, como uma mulher maravilhosa e simples, não aquele tornado doido desmaranhado que fizeram da Juliana Paes e da Sônia Braga. Segundo, a Juliana Paes interpretou e compreendeu muito mais o espírito da Gabriela do que a Sônia Braga, atriz da primeira adaptação. Agora percebi que quero falar outra coisa: no livro não tem a famosa cena da Gabriela pegando a pipa no telhado e nem a personagem que a Giovanna Lancellotti interpretou :/

Valente para sempre

Valente foi a minha descoberta da semana! Eu adoro quadrinhos, mas nunca sei o que ler. Perguntei para um amigo que sabe MUITO do assunto e prontamente ele me indicou Valente. Em uma pesquisa rápida no Instagram, um seguidor comentou que era o melhor quadrinho que já tinha lido, me deixando ainda mais interessada. 
 Os quadrinhos de Vitor Cafaggi têm como protagonista um cãozinho que está à procura do seu verdadeiro amor. A história é muito interessante porque conseguimos enxergar as nossas vidas dentro dos desenhos. Não há espaço para amor idealizado, Valente cria expectativas e sofre decepções, exatamente como todos nós em algum momento de nossas vidas. A identificação com o personagem é imediata, assim como o apego.
Quando vi que os desenhos não eram coloridos, fiquei muito triste, provavelmente uma herança da Turma da Mônica (hahaha). Porém, quando comecei a ler, esqueci-me completamente desse detalhe, o enredo prende completamente a atenção do leitor. E, sinceramente, é muito muito muito fofo. 


*Eu não vou fazer nesse momento uma resenha mais completa, porque Valente até o momento é uma quadrilogia, ou seja, são 4 volumes publicados. Meu namorado me comprou o primeiro ontem, eu li hoje e já o obriguei a me comprar os outros três (muito mimada, né?). Assim que eu ler todos pretendo fazer a resenha. Cada volume custa R$14,90 na Livraria Cultura. Me contem nos comentários quais quadrinhos vocês gostam de ler!

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Bienal do Livro 2014: Book Haul



A Bienal acabou ontem e eu senti um pedaço do meu coração indo embora (exagerada hahaha). Eu vi muita gente reclamando, mas, pelo menos pra mim e pro blog, a Bienal foi maravilhosa. Conheci autores novos, consegui divulgar bastante o Aborto Literário para leitores e parceiros e fiz muitas compras! Eu comprei tanto que não tinha espaço na minha casa pros meus livros novos, tive que jogar muita coisa fora (coisa velha, cacareco, que não tinha utilidade, mas que eu guardava porque sou apegada). Hoje foi dia de faxina geral para conseguir abrir espaço pros meus novos hóspedes. Vou listar minhas compras de acordo com a ordem que os adquiri e peço pra vocês deixarem comentários, aqui ou no meu Insta, falando qual desses livros vocês querem que eu leia primeiro para fazer resenhas.



Livros comprados
  • Urupês -Monteiro Lobato
  • Cidades Mortas -Monteiro Lobato
  • O Macaco que se Fez Homem -Monteiro Lobato
  • Negrinha -Monteiro Lobato
  • Presidente Negro -Monteiro Lobato
  • Ele Está de Volta -Timur Vernes
  • Renato Russo, o trovador Solitário -Arthur Dapieve
  • Cartas de Amor aos Mortos -Ava Dellaira 
  • O Mágico de Oz -Baum
  • Peter Pan -J.M. Barrie
  • Contos de Fadas
  • Alice -Carrol
  • As Mulheres do Nazismo -Wendy Lower 
  • Contos de Amor e Desamor
  • O Morro dos Ventos Uivantes -Emily Brontë
  • O Alienista -Machado de Assis
  • Tudo Bem Não Alcançar a Cama no Primeiro Salto, e outras lições de vida que aprendi com os cães -John O'Hurley
  • A Arte de Ouvir o Coração -Jan-Philipp Sendker
  • Adeus, Por Enquanto - Laurie Frankel
  • Como Ter Uma Vida Normal Sendo Louca -Camila Frender e Jana Rosa



Presente

O autor Melik Silva Brün tinha um estande na Bienal para vender seu filho único, o livro Eu Não Gosto de Ateus. A história é uma distopia que envolve religião, política, economia e ambientalismo, ou seja, tudo o que as pessoas não gostam de discutir. O livro é uma viagem muito grande e, obviamente, eu me interessei, porque achei o enredo genial. Ia comprar, mas quando o autor descobriu que eu tinha um blog, resolveu me presentear com a sua obra e me fez uma dedicatória muito linda. Vou começar a ler o livro hoje, mas já vou deixar a sinopse e o link do site com maiores informações. 



"Conheça a história de Al, um jovem baiano de 18 anos, aluno de direito e morador de Brasília. Feliz com a pacata vida universitária e apaixonado pela cidade, nas horas vagas se diverte como baterista da banda de rock Flamingo Negro. Em uma manhã recebe em sua quitinete a visita inusitada de Luciffer Grttwanm. O homem convida Al para acompanhá-lo em uma jornada internacional em busca de provas que serão usadas em sua defesa na disputa judicial contra seu irmão, Yahweh Grttwanm. Em uma verdadeira peregrinação internacional por Brasília, Nova Iorque, Estocolmo, Roma, Cassino, Ibiza, Singapura e Jerusalém, Al descobrirá que nem tudo é o que aparenta e os mocinhos nem sempre estão do lado do bem."



Haikai Design

Eu tinha dito que ia ter que voltar no estande da Haikai Design, porque não conseguia tirar o caderno de passarinhos da cabeça, e voltei. Comprei essas duas belezuras. O caderninho de abacaxi é fofo demais, literalmente, tem folhas decoradas e vou deixar na bolsa pra ir anotando ideias e tarefas a fazer do blog (eu já deixo um, mas ele está acabando). O caderno de passarinhos vou usar de diário quando o meu atual der seu último suspiro (ele está chegando lá)



Presentes para o blog

Eu acabei ganhando vários brindes para sortear aqui no blog. São diversos marcadores e 3 livros da Editora Intrínseca: O Jantar, de Herman Koch; Ouro, de Chris Cleave; e Lua Nova com poster exclusivo! Eu não vou sortear agora porque preciso abrir uma caixa postal e porque eu preciso de mais seguidores aqui e no Instagram! Apesar do número de visitantes aqui no blog ser grande, são poucos seguidores. Então, se vocês querem sorteio logo, me sigam aqui e lá no Instagram hahaha






*Essas foram minhas compras, acabei não comprando a grande parte dos livros que tinha colocado na minha lista pra Bienal, porque eles continuaram bem caros. Não se esqueçam de comentar aqui ou no Insta qual livro da lista de comprados vocês querem que eu leia primeiro para resenhar!


Livros de agosto

Agosto acabou (passou muito rápido, né?!) e eu li menos livros do que imaginava. Como já disse, não consigo ler muito rápido, mas sinto que esse mês exagerei, por 2 bons motivos. O primeiro motivo foi a Bienal do Livro que acabou exigindo meu tempo (vou explicar melhor no segundo post de hoje); o segundo foi a leitura de "Gabriela, cravo e canela". Por amar Jorge Amado gosto de sentir cada palavra, logo, vou lendo o livro aos poucos, pra não perder nenhum detalhezinho, vou me deliciando. Levando em consideração que demorei 18 dias para ler Gabriela, não tinha como trazer uma lista recheada para vocês. 

Livros lidos em agosto (em ordem de leitura)
Leituras em andamento
  • Peter Pan -J. M. Barrie


*Mil desculpas por ter lido tão pouquinho esse mês, mas eu realmente precisava trabalhar na Bienal pra fazer posts legais e conseguir parcerias pra tornar o blog cada dia melhor! Espero que vocês me perdoem e deixem nos comentários os livros que leram esse mês, vou adorar saber.