quarta-feira, 24 de setembro de 2014

O Doador de Mémorias - Filme



                No último sábado eu e meu namorado fomos ao cinema assistir O Doador de Memórias, adaptação cinematográfica do livro de mesmo nome. Confesso que com o elenco de qualidade, o qual conta com Meryl Streep, Jeff Bridges e Katie Holmes, minhas expectativas estavam extremamente elevadas. Para completar, não conhecia o livro e li vários comentários sobre se tratar de uma distopia clássica. Eu adoro distopias e fiquei extremamente surpresa de não conhecer O Doador.
                O filme retrata a vida em uma sociedade perfeita. Não há conflitos, inveja, fome, guerras ou morte. Até mesmo o clima é estável e propício para as plantações. Todos são amigos e o conceito de família é extinto, sendo substituído por “unidades familiares”. Ao atingir 16 anos, cada indivíduo recebe uma responsabilidade que será sua pelo resto da vida, uma espécie de “profissão” imposta de acordo com as qualidades que cada pessoa possui.  
                Para que o sistema funcione em harmonia a vigilância é grande. A líder é capaz de ver todos os cidadãos e entrar na casa de cada um em forma de holograma, interagindo, assim, com a comunidade. Além disso, sentimentos em excesso não combinam com ordem e, portanto, todos devem tomar uma dose de injeção diária que retira qualquer emoção que possam sentir.
Porém, quando Jonas é designado para ocupar o cargo de Receptor de Memórias, a vida perfeita e utópica da cidade idealizada é colocada em perigo. Ele entra em contato com O Doador, um idoso que tem a função de contar todo o passado da humanidade para o receptor. Inicia-se um treinamento que envolve memórias maravilhosas, como a família, amizade, o Natal e, principalmente, o amor. Entretanto, Jonas também conhece a fome, a dor, a guerra, a ambição humana e o desrespeito ao meio ambiente.
                Essa grande quantidade de informação leva o protagonista a questionar o quão verdadeira é a comunidade em que vive, enganando o sistema e deixando de tomar sua dose diária. Tal ato impensado causa uma revolução em sua vida e em todos que estão a sua volta, com sérias consequências. 



                Adorei o filme no dia em que assisti, apesar de sentir que o filme acabou muito rápido. Vamos dizer que “quando o bicho pega”, o filme termina. Depois, quando descobri que o livro foi escrito nos anos 70, desgostei. O enredo nada mais é que a mistura de 1984, de George Orwell e Fahrenheit 451, de Ray Bradbury, clássicos da literatura que eu amo demais. Recomendo muito a leitura desses dois volumes, tanto para quem não conhece, como para quem gostou de O Doador de Memórias. O filme não é uma total perda de tempo, afinal, como eu já disse, adoro esse gênero, sendo que apesar da repetição de temas já conhecidos, continua agradável. 

*Se você já assistiu ou leu O Doador de Memórias, deixa aqui embaixo um comentário falando o que achou! *-*

Um comentário:

  1. Engraçado como você vê elementos de livros distópicos clássicos em contemporâneos, esse lance de te escolherem uma profissão é MUITO "Destino". Na verdade venho achando que esse livro é uma miscelânea de vários clássicos kkk


    Amo 1984, gostei de Fahrenheit 451. Mas 1984 é meu preferido.
    Ainda quero muito ler Admirável mundo novo.

    Gostei da resenha, bem sucinta, direta e clara :)
    Continuo com vontade de assistir, eu queria o livro primeiro... mas com essa capa pavorosa não rs

    Beijinhos,
    May

    www.ensaiodemonomania.blogspot.com.br

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