sexta-feira, 31 de outubro de 2014

O Iluminado - Resenha





     Finalmente o Halloween chegou em com ele o fim do Mês do Horror! Pra quem chegou aqui agora no blog, outubro foi um mês com apenas resenhas de livros e filmes de terror. Não podia fechar esse mês com um livro que não fosse do mestre do terror atual, Stephen King. Escolhi O Iluminado, seu livro de maior sucesso e me surpreendi muito com a leitura!
   De todos os livros que eu selecionei pro Book Haul do mês do horror, O Iluminado era o que eu ansiava mais por ler. Por outro lado, preciso confessar que também estava morrendo de medo, então adiei ao máximo a leitura (pensei até em me fazer de boba e fingir que ele não estava na lista). Comecei a minha leitura no sábado, imaginando que ia extrapolar o prazo pra postar a resenha, e terminei na terça (levando em consideração que eu NÃO tenho tempo pra ler no fds, foram 500 páginas em 2 dias). Nunca tinha lido absolutamente nada do Stephen King e virei refém do livro. Não conseguia fazer nada sem pensar na história, era uma necessidade saber o que vinha na página seguinte.




Venha tomar o seu remédio!


                Jack Torrance é um ex-alcoólatra e um homem impulsivo que devido seus vícios acaba perdendo seu emprego; vivendo com sua esposa, Wendy, e seu filho, Danny, em uma situação quase de miséria. Os erros que cometeu fizeram com que a qualidade de vida da família caísse expressivamente e ele estava disposto a se sacrificar para mudar essa situação. Com esse cenário desesperador para um pai de família, Jack aceita um emprego no antigo Hotel Overlook como zelador.
                O hotel localizado em uma montanha no Colorado ficava completamente isolado e encoberto pela neve durante o inverno, sem nenhum visitante no período em que Jack deveria ficar com sua família trabalhando. Escolher trabalhar se isolando do resto do mundo pelo inverno inteiro pode parecer estranho, mas completamente aceitável para quem está desempregado e passando por muitas dificuldades financeiras. Contudo, a criança Danny Torrance, extremamente precoce para sua idade, é um Iluminado, capaz de ver e sentir aquilo que ainda está para acontecer ou que já aconteceu.


O Danny é pequenininho assim mesmo, só tem 5 anos

                Pouco antes de se mudarem Danny começa a ter visões sobre ser perseguido em uma situação aterrorizante. Ele não sabe de onde vem e nem quem é que está atrás dele, apenas escuta um barulho de taco batendo nas paredes e alguém gritando “Venha tomar seu remédio” enquanto corre. Todas as visões acabam em frente a uma sala em que a palavra “REDRUM” está escrita com sangue.
                O menino não dá muita atenção para as visões, pois está acostumado, muitas vezes, a pressentir algo que nunca se concretiza. Porém, ao avistar o Overlook da estrada, a criança se desespera, tendo a certeza que não importava o que fosse o “REDRUM”, mas era no hotel que ele ficava.
                Quando a família chega ao hotel os funcionários estão todos de partida. O cozinheiro, Dick, se afeiçoa a Danny e o leva para um local isolado para conversarem. O homem explica a Danny que sabe que ele é Iluminado e pede encarecidamente que o menino fique longe da ala oeste, principalmente do apartamento 217, e dos arbustos do jardim. Dick termina dizendo que todos os hotéis têm seus fantasmas e ainda que o Overlook tenha uma força maior que os demais, são apenas imagens que não podem causar-lhe nenhum mal.
                Antes da neve chegar com força total, impossibilitando os novos moradores de saírem, o hotel parecida um local muito agradável para se viver. A família estava em harmonia e tudo corria bem, até que Jack descobre no porão um álbum antigo de recortes sobre o hotel. A história do que havia se passado ali começa a deixar o zelador alucinado e desesperado. Ele descobre festas luxuosas e assassinatos espantosos.
Nesse momento, Danny já sabia que os fantasmas do hotel estavam mais vivos do que nunca e era ele que eles queriam. A curiosidade infantil atrai a criança para os locais proibidos, levando-o a perceber que fantasmas, espíritos, imagens e aparições são completamente capazes de machucar. Atacando o menino, os demônios começam a colocar mãe e pai contra o outro, marcando o início de um inferno.
                Jack inicia a sentir, outra vez, compulsividade pela bebida e começa a enlouquecer. O hotel, sem nenhuma garrafa de álcool, começa a contar com antigos moradores ilustres que desafiam Jack a todo instante. O zelador poderia ter seu cargo promovido a gerente e nunca mais ser um fracassado na vida, desde que provasse sua capacidade em conquistar o novo emprego.

                Publicado em 1977, O Iluminado lançou todos os clichês de livros e filmes de terror: hotel mal assombrado, criança sensitiva, fantasmas que levam alguém a perder o controle. Não senti medo, estava mais alucinada em terminar a leitura (não sei se gosto de disso), mas vale lembrar que é uma das obras mais assustadoras de todos os tempos. Depois da leitura, acho que todos que têm um mínimo de juízo repensam antes de ir ao hotel, entrar em um elevador e investigar barulhos que surgem durante a madrugada. 


Para vocês dormirem felizes essa noite






*Tô louca para assistir o filme. Obviamente, só pelas imagens e pelo trailer já notei que há grandes diferenças do livro (como sempre), principalmente no que diz respeito a perseguir pessoas com um machado e não com um taco (o taco é infinitamente mais legal, mas enfim). O que não quer dizer que o filme seja ruim, afinal é super consagrado? O que vocês acharam desse Mês do Horror? Deem sugestões e comentários. A partir de segunda o blog volta com a programação normal! 

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Invocação do Mal




                O lançamento de Annabelle já levou milhares de expectadores ao cinema (menos eu, que tenho um namorado medroso e nenhum tempo para assistir sozinha) e é uma forma de continuação do filme Invocação do Mal (2013). Lembro que assisti a Invocação do Mal no cinema e foi uma das películas mais arrepiantes da minha vida. Baseado em fatos reais (o que o torna infinitamente mais horripilante), conta a história de um casal que se muda com as 5 filhas para um casarão no interior dos EUA nos anos 70.
                A casa era possuída por espíritos malignos que, no início, deixaram seu foco em torno da mãe, a qual sentia presenças estranhas e acordava com manchas pelo corpo. Preocupada com o que poderia acontecer com sua família na casa, a mãe procura um casal de caça fantasmas consagrados (os mesmos caça fantasmas que resolvem o caso de Annabelle) que, a princípio, decidem não se envolver no caso, imaginando que pudesse ser algum problema banal, não relacionado com forças malignas. Contudo, após a visita, descobriram que aquele seria o pior e mais difícil caso de suas vidas.
                A ligação do filme com Annabelle é o casal de caças fantasmas, os quais mantinham um santuário de objetos demoníacos trancafiados no porão de casa, como garantia de que nunca mais fossem soltos. Um desses objetos, dentro de uma caixa completamente fechada é a boneca possuída. Em determinado momento da história, os espíritos decidem atormentar a filha pequena desse casal, levando-a ao porão e a deixando trancada no meio daqueles instrumentos horrendos. Nem preciso dizer que são momentos de pura tensão e pavor.

                O enredo pode parecer extremamente clichê, mas o que torna um sucesso avassalador é a sutileza das cenas. O filme é completamente verossímil e DÁ MUITO MEDO. Foi considerado pela crítica o sucessor de O Exorcista, cargo que não é fácil de conquistar. No fim da sessão passavam várias fotos reais das duas famílias envolvidas e da casa, tornando tudo mais assustador. Confesso que minhas expectativas para Annabelle são baixas, considero muito difícil que algum lançamento supere em pouco tempo Invocação do Mal. 

Não olhe para trás


Mamãe, vamos brincar de esconde-esconde em uma casa mal assombrada?





*Invocação do Mal não é aconselhado para menores de 14 anos e para aqueles que acordam para fazer xixi de madrugada. Confesso que sou bem medrosa e não assisti ao trailer inteiro (então, se tiver sacanagem no final não me culpem!). Tô muito ansiosa para assistir Annabelle, mas pelo andar da carruagem, só conseguirei quando já estiver disponível em DVD.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Frankenstein - Resenha




O livro Frankenstein foi criado após uma viagem da autora, Mary Shelley, com seu marido e o consagrado Lorde Byron, um dos maiores poetas ingleses de seu tempo. Em uma noite sombria, Byron desafiou que escrevessem histórias de horror para serem lidas. A princípio, Shelley não conseguiu escrever nada, chegando a ficar fatigada de tanto pensar. Contudo, após ter um pesadelo, Frankenstein e todos seus detalhes surgiram na mente da autora, o que permitiu que ela escrevesse uma história infinitamente superior à dos dois companheiros, originando um livro até hoje aclamado e cultuado.
                É quase impossível esperar algo diferente de horror e asco de uma história feita a pedido de Lorde Byron. O poeta, um dos representantes máximos da segunda fase do Romantismo, era conhecido pela sua vida de hábitos nada saudáveis (a qual incluía, inclusive, relações sexuais com a própria irmã). A escola literária romântica, na qual Frankenstein está inserido, é marcada pela exaltação do feminino e pelo drama, muitas vezes sendo usado como recurso a fuga através da morte (esses autores glorificavam a morte, o suicídio e a boemia –álcool,  drogas e sexo). Recomendo a leitura de Frankenstein nesse clima e com essas expectativas.




Durante sua viagem pelo Polo Norte, o aventureiro Walton troca cartas com sua irmã, Margaret, contando os seus desejos de andar por terras nunca pisadas e as dificuldades que encontrava no caminho, inclusive em relação ao controle de sua tripulação. Em uma dessas cartas, Walton descreve ter resgatado um homem perdido e debilitado em uma placa de gelo, sendo esse indivíduo completamente fascinante, tornando-se seu único amigo nessa jornada solitária. O nome desse novo companheiro de viagem era Victor Frankenstein e a história que o levou até o fim do mundo, literalmente, era repleta de horror e angústia.
                Frankenstein fora um jovem ambicioso e sem nenhum talento natural manifestado durante sua vida. Gostava de ler sobre cientistas e alquimistas, há muito tempo ultrapassados pelos avanços científicos. Quando atingiu determinada idade foi enviado para a universidade, onde percebeu que precisaria se esforçar muito para conseguir algum destaque e, assim, construir um nome que não fosse apenas a sombra de sua família. Nesse período, uma ideia lhe perseguiu: criar uma vida, vencendo, assim, a morte.
                Passou a frequentar o submundo para recolher peças (pedaços de gente morta) para seu experimento e permanecia a maior parte do tempo trancado em seu laboratório. Depois de muitas tentativas e passados alguns anos, em uma manhã de tempestade e com ajuda da recém-descoberta eletricidade, Frankenstein consegue dar vida à sua criatura. Ao ver o ser gigantesco e retalhado se mexer, com uma força descomunal, o Criador foge de medo e nojo, abandonando a Criatura solta e sozinha no mundo.
“Ah, nenhum mortal poderia suportar o horror daquele rosto. Uma múmia que fosse devolvida a uma animação não seria tão medonha quanto aquele desgraçado. Eu o examinara quando ainda inacabado: ele já era feio, mas quando aqueles músculos e articulações se tornaram capazes de se mover, se transformou em uma coisa que mesmo Dante não poderia ter concebido.”
        


        Logo depois de fugir, Frankenstein encontra seu amigo de infância, Henry Clerval, que havia partido ao seu encontro a pedido do pai de Victor, aflito sem notícias do filho. Após o encontro, o Criador passa por uma crise nervosa (uma mistura de transtorno de ansiedade com esquizofrenia) e cai doente, ficando entre a vida e a morte. Quando se recupera recebe uma carta de seu pai lastimando que o seu irmão mais novo, William, estava morto e que ele devia voltar imediatamente para casa.
                Frankenstein sofre, mais uma vez, um momento dramático devido à morte de seu irmão. Além de ter perdido a criança que mais amava, sabia que a empregada, Justine, estava sendo injustiçada pela condenação ao assassinato. Voltando à cena do crime, teve a pior surpresa ao ver a Criatura, a quem deu vida, correndo: o monstro havia matado o irmão de seu criador para, assim, ter a sua atenção.
                Muitos encontros e desencontros se passaram até que o criador e a criatura consigam se enfrentar. O drama, então, fica por conta da narrativa do monstro, o qual sofrera muito tentando encontrar pessoas para se relacionar. O ser, por possuir a aparência horrenda, causava terror por onde andava, levando os homens a agirem com violência e nunca tendo encontrado um companheiro e um amigo. O seu sofrimento era angustiante e compreensível.
Decidido, a criatura faz um pedido, ao criador, crucial para o andamento de sua vida. Caso a exigência fosse negada, promete destruir todos aqueles que Frankenstein amava, fazendo-lhe sentir na pele como seria existir sendo o único de sua espécie.  O final da narrativa instiga leitores de todos os tempos espalhados por todo mundo.
               
                Apesar de romantismo não ser a minha escola literária preferida (não tenho muita paciência para dramas sem nexo que não sejam os meus), Frankenstein foi uma das melhores leituras do ano. Eu reconheço uma crítica da autora na briga entre Criador e criatura que vai muito além de um cientista e seu monstro, porém expõe um conflito entre Deus e os homens. Tenho certeza que muitos de nós já sentimos não pertencer ao local que vivemos e me perguntamos o que estamos fazendo aqui, sem nunca obter uma resposta. Assim como a criatura não pediu para ser criada e não pediu para sofrer, nós também não. O que torna a nossa vida menos sombria, todavia, é a capacidade de mudar nosso destino e ter esperança, algo que a criatura não poderia nunca obter.





*O livro que eu coloquei na primeira imagem antes da resenha NÃO é o que eu li! Como eu já disse no book haul do mês do horror  eu comprei uma edição especial (e linda!) da Martin Claret que conta com 3 clássicos do terror: Frankenstein, O Médico e O Monstro (que já foi resenhado) e Drácula. Escolhi colocar essa imagem aqui no blog porque achei a capa linda e evidencia bem o livro. Estamos na reta final do Mês do Horror, agora só falta a resenha de O Iluminado. O que vocês estão achando? Deixem comentários, vou adorar saber e conversar um pouquinho com vocês. 

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Com que roupa eu vou? O episódio de terror do Castelo Rá-Tim-Bum + dica do MIS








                Eu não sei vocês, mas eu morria de medo desse episódio do carnaval no Castelo! Eu tinha a coleção de fitas VHS (entregando a idade hahahaha) da Folha e lembro até que estava na fita de número 2, a qual eu nunca assistia. Eu ficava aterrorizada com a presença do Lobo Mau no Castelo.
                Se vocês nunca assistiram, o Nino planeja fazer um baile de Carnaval no Castelo e, na hora do café da manhã, rola uma confusão dele com o tio Victor por conta de um liquidificador barulhento. Enquanto o Dr. Victor tenta avisar o sobrinho que o Lobo Mau fugiu do zoológico, o menino entende que essa será a fantasia do tio na festa. O menino, então, comenta com todos sobre os planos do tio e facilmente o Lobo Mau verdadeiro adentra a festa e faz a maior confusão.
                Acho impressionante como as nossas lembranças ficam tão fortemente marcadas e nos causam sensações fortes por toda vida. Acredita que eu fui assistir ao episódio no Youtube (vou deixar ele completo no fim desse post) e senti um pouco de medo? Deu um friozinho na barriga, tive que ser forte para continuar assistindo.
Também fiquei impressionada em como Castelo Rá-Tim-Bum era um programa de alto nível intelectual para os pequenos. Só nesse episódio foram ensinadas as diferenças entre música e barulho, com explicações excelentes para a faixa-etária do público, e sobre a arte de Picasso. Infelizmente, não conheço nenhum programa infantil atual que possa se comparar na formação de uma intelectualidade nas crianças. Sendo assim, mamães, pais, titios, titias, irmãos e irmãs, mostrem os episódios para os seus pequenos, quase todos estão disponíveis no Youtube. Tenho certeza que eles irão adorar, assim como nós!





O intuito do post é descontrair um pouquinho o Mês do Horror e trazer uma boa notícia para vocês apaixonados pelo Castelo: a exposição no MIS, Museu da Imagem e Som, aquiem São Paulo, foi prolongada até o dia mais lindo do mundo, 25/01/2015 (meu aniversário de 21 anos \O/ #ficadica). Se você ainda não conseguiu ir por causa das filas imensas, não tem mais desculpa! Eu já fui e posso afirmar com todo amor do mundo que a exposição é maravilhosa! Contei tudinho nesse post aqui!


O Castelo Rá-Tim-Bum é aquele lugar que nos lembra dos dias de chuva do passado, quando não dava para brincar lá fora. É a vida simples, antes de todos os antes e do depois. Muitas das minhas lembranças mais felizes estão entrelaçadas com o Castelo. Acho que nós temos como obrigação apresenta-lo para as crianças de hoje e permitir que elas também possam sonhar. 


Achei a imagem da fita 2, tô surtando porque lembrava direitinho! hahaha eu amo a internet <3






quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Madrugada dos Mortos




               Mês do Horror sem zumbis não é Mês do Horror! Madrugada dos Mortos é um dos clássicos do terror trash non sense do cinema americano. Lançado em 2004, o filme é um remake do original de 1978 e representa bem aquele estilo de filme que você assiste quando não quer nada com nada na vida. Eu, por exemplo, estava cansada de pensar em eleições e no aparente fim do mundo prometido para 2015 e decidi que domingo depois do almoço era uma boa hora para arrancar meu cérebro fora da cabeça e me afundar no sofá assistindo um filme sobre zumbis hahahaha Apesar do cenário depressivo que eu bolei, pra ser bem sincera, adorei o filme e achei super divertido.


                A história começa com uma enfermeira que tira a noite de folga pra fazer sexo com o marido e não assiste o jornal, no qual passa UMA VEZ a notícia que um vírus zumbi assassino está se espalhando. Na manhã seguinte, sua enteada acorda zumbi, come o pai e a enfermeira precisa fugir desesperadamente, em meio a uma vizinhança morta viva.

Ops, meu marido zumbi está na porta tentando me atacar, acho que vou dar um tempo na banheira
                Essa enfermeira encontra um policial e outros pouquíssimos humanos que ainda não foram infectados e se refugiam em um shopping, onde, por algum motivo, os zumbis não conseguem entrar. O shopping, entretanto, já está sendo usado por 3 seguranças que, em um primeiro momento, não aceitam que o outro grupo se junte a eles, mas depois ficam “de boa” (claro que vai ter aquelas briguinhas bobas e um querendo matar o outro, porém, na medida do possível, é tudo bem tranquilo). O clima fica ameno até que a comida do shopping começa a acabar, alguns zumbis descobrem como entrar e eles percebem que será necessário sair e encontrar um local que não esteja infectado pelo vírus.

É por isso que nós devemos fazer exercícios físicos regularmentes

                No geral, minha simpatia por Madrugada dos Mortos é justamente porque o filme é aquele clichêzão de zumbis, estilo terror adolescente sexualizado. A fotografia do filme é impecável, os zumbis são nojentos demais e você se lembra de alguns deles por muito tempo – e dá risada hahahaha. Eu adorei o ambiente do shopping, porque sempre pensei que se houvesse qualquer tipo de apocalipse me esconderia em um, ou em um supermercado.

A melhor zumbi do mundo <3

 Só fiquei em dúvida em uma questão: o mundo inteiro virou zumbi, menos algumas pessoas que estão trancadas no shopping, o que leva todos os zumbis a se amontoarem nos arredores para comê-los. O que acontece se esses zumbis realizam seus sonhos e comem os últimos humanos? Qual a função da vida morta de um zumbi se não sobre ninguém pra eles mastigarem? Sempre vejo umas notícias duvidosas sobre a Rússia fabricar esse vírus zumbi, quem sabe no futuro descobrimos a resposta (espero que não) hahaha

                Madrugada dos Mortos não promete e não é um filme inteligente, ao contrário, é justamente algo cômico feito para você, que adora zumbis, relaxar. Não tem jeito, o meu preferido do gênero ainda é Zumbilândia, mas esse quebrou um galhão... Ah, antes que eu me esqueça, assisti o filme (como quase sempre) no Netflix!




*O trailer, mais uma vez, não está 100% legendado, mas dá pra ter uma ideia. O que vocês estão achando das postagens do Mês do Horror? Estão gostando da ideia de toda quarta ter sugestão de filme?

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

As Mulheres do Nazismo




                O livro “As Mulheres do Nazismo” não é literatura e nem ficção, mas um estudo feito por uma historiadora sobre mulheres que participaram ativamente na Alemanha nazista, como enfermeiras, secretárias, professoras, esposas e amantes de homens importantes dentro do partido. Vou contar alguns fatos sobre essas mulheres que estão contidos nas páginas e, obviamente, se você tiver interesse, recomendo a leitura de todo volume.
                Eu adoro histórias sobre a Segunda Guerra Mundial, esse ano já li e resenhei “OMenino dos Fantoches de Varsóvia” e “Ele Está de Volta”, ficções que abordam o tema. Entretanto, estava com vontade de ler algo real (apesar desses outros livros exigirem uma grande pesquisa histórica por parte dos autores, sentia carência de um estudo completo). Como durante esse ano estou lendo alguns livros sobre as mulheres em diferentes momentos e “Revoluções” históricas (não acredito que o nazismo tenha sido uma revolução, mas um acontecimento que quebrou com a lógica do mundo de antes e de depois), fiquei radiante quando achei esse livro de Wendy Lower.
             Normalmente, em filmes ou livros que tratem do nazismo e do fascismo, as mulheres são deixadas em segundo plano, com uma imagem de inocentes, incapazes e enganadas. Eu, particularmente, nunca vi a mulher da Alemanha nazista retratada como cúmplice do genocídio. Essa ideia é totalmente quebrada pela autora, que expõe que muitas dessas mulheres tinham consciência e voz ativa. Muitas, inclusive grávidas, cometiam atrocidades com crianças judias. A escolha para esse Mês doHorror foi acertada, foi o livro mais “pesado” e difícil de continuar a leitura, uma grande história de terror real.

                Após a Primeira Guerra Mundial, a Alemanha foi devastada e tanto a economia do país como a autoestima dos cidadãos estavam no chão. A situação era ainda pior para as mulheres, as quais normalmente já possuem maiores dificuldades de reconhecimento profissional e independência (ainda mais nos anos 30). A ascensão do partido nazista foi a chance que muitas mulheres tiveram de sair de suas casas e “cair no mundo”, a chamada emancipação feminina. A criação de vagas de emprego como professoras, secretárias e enfermeiras cresceu exponencialmente, principalmente no Leste (países ao leste da Alemanha que foram conquistados durante a expansão do país). Contudo, ao chegarem nesses países, muitas dessas mulheres tiveram um choque de realidade, sofrendo uma grande decepção e, até mesmo, desenvolvendo doenças psicológicas. Outras, por outro lado, se encantaram com a possibilidade de demonstrar força e poder, se igualando com os homens da sociedade.
                As enfermeiras trabalhavam em condições insalubres no front de batalha e, quando não estavam lá, eram obrigadas a participarem das tão famosas experiências nazistas, nas quais a crueldade era imensa (vale lembrar que vários avanços da medicina foram obtidos através desse uso absurdo de cobaias humanas –crianças, adultos, grávidas. Reza a lenda que alguns desses “médicos” tentavam até criar homens de duas cabeças e, é claro, anestésicos nunca foram usados). As professoras eram as responsáveis por tornar alemães nacionalistas e nazistas desde o começo de suas vidas, ensinando sobre a ideologia partidária. As secretárias datilografavam ordens de extermínio a centenas de judeus, homossexuais, deficientes (alemães mesmo! Eles matavam todos aqueles que não eram considerados aptos para formação de uma raça ariana pura) e ciganos.
                Por outro lado, muitas mulheres conquistaram posição social através do casamento. Os pedidos eram enviados ao governo, com fotos dos noivos para análise racial (parece piada, mas não é). Geralmente, as esposas de altos comandantes do nazismo eram as mais cruéis. Nessa parte ficou complicado continuar a leitura, teve mulher grávida atraindo criança judia com doce e matando-as com as próprias mãos, mulher pisoteando criança até a morte, mulher que construiu sacada em casa pra fazer tiro ao alvo em judeu, mulher que soltava judeus em floresta pra promover “caçadas”. Enfim, todo tipo de atrocidade inimaginável.
                É importante ressaltar que não havia a opção de largar o emprego e fazer oposição aos horrores cometidos (quem fazia isso morria). Porém, ninguém era obrigado a compactuar ideologicamente com os crimes. Quando algumas secretárias mandavam ordens de extermínios, muitas sofriam e desejavam poder voltar pra casa, enquanto outras se realizavam e buscavam cada vez mais interagir nos assassinatos.
                Não entrei em casos específicos, não revelei os nomes dessas mulheres e seus destinos, pois seria o máximo do spoiler. Considero o estudo de Wendy Lower importante, porque muitas vezes temos mania de santificar mulheres, principalmente nesses casos, o que é uma concepção errônea. Durante o nazismo existiram mulheres ruins o suficiente para se divertirem e sentirem prazer em decidir sobre a vida e a morte do outro. Essas mulheres, muitas vezes mães, eram capazes de esganar crianças na frente dos seus filhos pequenos. Cheguei a ter pesadelos com os casos relatados. O holocausto foi uma história de terror que a humanidade nunca será capaz de apagar e de se perdoar.


“Ao comparar os perpetuadores nazistas a animais, nos lembramos de Yehuda Bauer, eminente historiador do holocausto, dizendo que aplicar termos como bestial e bestialidade aos nazistas é ‘um insulto ao reino animal.. porque animais não fazem coisas assim. O comportamento dos perpetuadores era muito humano, não desumano’. O genocídio, enquanto uma ideia e um ato, é um fenômeno humano.”

O livro apresenta algumas imagens com o cotidiano das mulheres nazistas



*Aconselho muito a leitura de "As Mulheres do Nazismo" para aqueles que desejam ter um panorama real do que foi o holocausto e que não se impressionam facilmente. Me contem o que vocês têm achado desse mês do terror e deixem sugestões de Filmes. Toda quarta feira tem postagem sobre filmes, não deixem de conferir. Também não deixem de me seguir no Instagram, @nat_assarito, porque lá estou mais próxima de vocês!


quinta-feira, 16 de outubro de 2014

O Médico e o Monstro - Resenha

Imagem da adaptação para o cinema de 1941



                Um dos maiores clássicos do terror, definitivamente, é O Médico e o Monstro de Robert Louis Stevenson. Apesar de toda lenda que ronda a história, não gostei. Fiquei bem decepcionada. Mais uma vez a minha lógica de criar expectativas me proíbe de aproveitar a essência de uma das mais notáveis obras do século. Enfim, só curti o final e do final não posso falar aqui hahahaha

                Um mistério ronda o Dr. Jekyll. Seu advogado, Dr. Utterson, resolve entender o que se passa com seu amigo após receber uma carta testamento de seu cliente, o qual deixava toda sua fortuna, caso algo lhe acontecesse, para um desconhecido Sr. Hyde. Quem era o Sr. Hyde? Qual sua relação com Dr. Jekyll? Seria ele um golpista?
                Durante suas investigações, Dr. Utterson descobre que Hyde quase nunca era visto e, por onde passava, causava grande incômodo. Quando o encontra, sua primeira impressão foi das piores. Simultaneamente, a vida de Dr. Jekyll é cheia de idas e vindas, ora próximo dos amigos, ora em extremo isolamento.
                Essa inconstância acaba quando, um ano depois, Hyde mata um idoso a sangue frio e nunca mais, nem ele e nem o médico são vistos. Muito preocupado, um criado chama Dr. Utterson para tentar tirar seu amigo do quarto e entender qual é o mal que lhe acomete...



                A resenha é mínima e curta, quase um comentário, porque o livro tem menos de 100 páginas (pra mim, deveria ser considerado um conto). O livro de Louis Stevenson se consagrou por ser o primeiro a quebrar o paradigma maquineísta: provando que não existe algo totalmente mau, ou totalmente bom. O diálogo entre as vontades e os instintos humanos é primorosa. Imagino que as adaptações para o cinema e teatro sejam excelentes (mais que o livro em si)!


*Se você quiser saber sobre mais livros desse Mês do Horror, clique no link! Espero que estejam gostando.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

A Bruxa de Blair - Resenha





                Acho quase impossível alguém ainda não ter assistido A Bruxa de Blair, um clássico do suspense. O filme foi lançado em 1999, muito antes dessa onda de virais e youtube se espalhar (inclusive, muito antes da internet ser tão popularizada) e, mesmo assim, conseguiu render U$S250 milhões, com um incrível gasto de U$S100mil. Eu era muito pequena, mas imagino que foi um sucesso fenomenal, até lembro dos meus pais alugando a VHS na locadora (saudades anos 90) e comentando que tinham adorado. Apesar de tudo, só fui assistir A Bruxa de Blair esse ano, por mérito do Netflix –esse lindo.
                O enredo inspirou muitos outros filmes de terror e sátiras, como Todo Mundo em Pânico. Foi o primeiro filme a ser filmado pelos próprios personagens, estilo Atividade Paranormal e a história é aquele clichezão, que te dá vontade de berrar “Por que você tá fazendo isso???”, porque tá na cara que todo mundo vai se ferrar.
                Três jovens se propõem a gravar um documentário sobre uma bruxa que vive na floresta de Blair. Como em toda pesquisa, primeiro conversam com a população da cidade sobre a lenda e é óbvio que todos aconselharam que eles desistissem dessa história e deixasse tudo quieto como estava. Uma das frases marcantes é de um pescador que diz “Esses jovens nunca aprendem”.
                E eles não aprendem mesmo, afinal, quem não se meteria em uma barraca no meio de uma floresta pra filmar uma bruxa demoníaca que mora lá e faz pessoas desaparecerem? Dá MUITO medo. A bruxa, antes de atacar e fazer todas as bruxarias dignas dela, faz com que todos que entrem na floresta se percam e briguem entre si (tipo uma tpm generalizada com o agravante de “estou perdido no meio de uma floresta e nunca vou saber voltar”). Por fim, como o filme é gravado pelos personagens e eles estão sendo perseguidos, o telespectador entra em desespero também, porque sente que tem alguém atrás dele (você só vê o que tem na frente e não onde está a bruxa. Ela pode estar em QUALQUER LUGAR, principalmente, atrás de você).

                Como nós estamos no mês do horror, não podia deixar de indicar um filme realmente assustador. Reza lenda que muitos abandonaram a sessão do cinema por não aguentarem. Por incrível que pareça, eu, que sou a mais medrosa do mundo, me mantive forte (acho que por já ter visto diversos outros filmes inspirados em A Bruxa de Blair). Se você não assistiu, corre agora no Netflix ou até mesmo no Youtube. Tenho certeza absoluta que esse filme irá te marcar!





*Não consegui achar o trailer do filme legendado em português, sorry. As falas não estão tão difíceis de entender, mas se você não conseguir, veja só as imagens que elas já dão uma ideia exata do clima de terror! Esse é um dos filmes de suspense mais legais que eu já assisti, mesmo. Deixem comentários falando se vocês já assistiram e o que acharam.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

O Perfume, a história de um assassino - Resenha





                Jean-Baptiste Grenouille era um recém-nascido peculiar da França do século XVIII, uma vez que não conseguia despertar o afeto de ninguém que cruzava seu caminho, sendo sempre passado para frente, deixado em outras mãos. Contudo, sempre que deixava alguém, trazia desgraça para a pessoa.
                Tudo começou com sua mãe, uma vendedora de peixes do centro de Paris (acredite, para os franceses do século XVIII, ser vendedora de peixes é a maior desonra de uma mulher, eles até usavam isso como xingamento hahaha), que deu a luz no chão imundo de sua barraca. Achando que o recém-nascido estava morto, deixou-o jogado no chão, em meio à imundície. Ao contrário do que se esperava, pois todos os outros filhos da mulher haviam realmente nascidos mortos, o bebê fez questão de gritar, entregando a mãe leviana e garantindo que ela fosse enforcada.
                O bebê, então, foi enviado a um padre que receberia uma pensão para cria-lo. O padre, porém, foi o primeiro a descobrir o problema que rondava Grenouille: o bebê não tinha cheiro. Nenhum odor de ser humano ou de animal era exalado. A única característica que dizia que a criança estava viva era a sua mania de farejar. Ele não fazia nenhum som, apenas movia seu nariz em busca de reconhecer o ambiente. O padre, horrorizado com um “genuíno filho do demônio”, dispensa prontamente Jean-Baptiste para um orfanato lotado e com péssimas condições, sustentado por uma mulher que aceitava crianças para roubar suas pensões.
                No orfanato Grenouille assustava as demais crianças e nunca fez sequer um amigo. Ficou por muito tempo sem falar, apenas farejando e reconhecendo cheiros. Sabia o cheiro de tudo e de todos que existiam no mundo e podia sentí-los há quilômetros de distância. Por incrível que pareça, não discernia entre odores bons e ruins, gostava de absorver tudo para si.

“Não agia seletivamente. Não diferenciava, ainda, entre aquilo que era um bom e um mau odor. Era ambicioso. O objetivo de suas caçadas consistia simplesmente em possuir tudo o que o mundo tinha a oferecer em matéria de odores, e a única condição era que os odores fossem novos. O cheiro de um cavalo suado valia para ele tanto quanto o suave aroma verdejante de um botão de rosa a desabrochar.”
                Aos 8 anos o menino foi vendido para trabalhar em um curtume, profissão pesada, na qual o menino provavelmente não sobreviveria por muito tempo. Contrariando, mais uma vez, todas as expectativas, o jovem não sofreu nada, apenas ganhou muitas cicatrizes.
                É nesse contexto que a história realmente se desenvolve. No dia da festa de independência, Grenouille acompanha seu patrão em uma entrega na cidade, onde fareja o melhor cheiro da sua vida: o cheiro de uma virgem. Ele persegue a moça e comente atos terríveis na tentativa de possuir seu cheiro. A partir desse dia, decide que precisa dar um sentido em sua vida e se torna obcecado em encontrar uma maneira de conservar odores.
                A primeira atitude que toma é conseguir um emprego com Baldini, um velho perfumista de Paris falido (a cena em que ele consegue o emprego é sensacional!), reerguido economicamente com o nariz apurado de Jean-Baptiste. No ateliê, Grenouille fazia todos os tipos de experiências –mórbidas –para conservar odores dos mais variados materiais –e seres-, sem obter sucesso algum. Percebendo que já havia adquirido tudo o que podia com Baldini partiu em viagem para Grasse, local em que são produzidos os famosos perfumes franceses.
                Durante a viagem acontece o reconhecimento existencial do protagonista. Ele se isola , no meio do caminho, de tudos e de todos, pois nunca entrara em contato com um local em que não havia o “fedor” de nenhum humano, apenas aromas em seus estados puros. Vive durante anos em uma caverna, onde descobre que é incapaz de ser amado e de despertar empatia, uma vez que não tem cheiro.  Ao não possuir cheiro, o protagonista não possui identidade. A busca por essa identidade o tornará o maior serial killer da literatura.
                Em Grasse, Grenouille aprende a conservar os odores e decide fazer O Perfume perfeito, aquele capaz de levar os homens para outra dimensão. Cada nota desse Perfume seria o aroma de uma virgem e o protagonista entra em um jogo de gato e rato, para tomar para si a essência de suas vítimas. Grenouille busca o amor e a atenção que nunca teve, atraindo para si os sentimentos bons do mundo, os quais nunca pode viver.


                A escrita do autor, Patrick Suskind, é alucinante. Faz você se sentir impregnado com cheiros de uma Paris imunda e nojenta. Durante toda a leitura fiquei abismada, tentando entender como alguém pensa em uma história tão genial e terrível ao mesmo tempo. Eu fui no meu guia de autores procurar a biografia de Suskind, para, em vão, tentar entender um pouco da construção do personagem. Jean-Baptiste é verossímil. Você sente ódio e amor por um protagonista psicopata. A cena final é sensacional!

                Para quem não quiser se aventurar na leitura, recomendo a adaptação cinematográfica de mesmo nome. Meu primeiro contato com a história foi com o filme que eu adorei. Após ler o livro, percebi que a construção do personagem e o dilema da personalidade não são tão explorados, focando nos assassinatos e na crueldade. Entretanto, não deixa de ser impecável!


Usei um dos meus perfumes preferidos de cenário: Cartier de Lune







*Me desculpem pela resenha imensa, mas O Perfume entrou pra minha lista de livros preferidos, difícil falar pouco! Espero que vocês estejam curtindo esse Mês do Horror. Deixem comentários sobre qualquer coisa do mundo que vocês quiserem: O Perfume, livros de terror, filmes legais, babados de A Fazenda hahahahahaha Uma semana linda para todos!

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

O Mágico de Oz - Resenha





Resolvi começar o mês do horror com um livro super light e nada assustador: O Mágico de Oz. O halloween não é composto apenas de histórias sangrentas, mas de muita fantasia. Nesse contexto, O Mágico de Oz se encaixa perfeitamente, uma vez que mistura componentes do imaginário infantil com uma história repleta de magia.
Preciso confessar que nunca havia me interessado por essa história. Nunca assisti os filmes que passavam na Sessão da Tarde e nem entendia direito o enredo. Comprei o meu livro simplesmente porque ele vinha num box baphonico que brilha no escuro da Zahar (aliás, adquiri na Bienal do Livro, o link do Book Haul táaqui!). Foi grata a minha surpresa ao perceber que a história é sensacional! Eu não conseguia parar de ler nem por um instante.

A narrativa de O Mágico de Oz se esconde atrás de uma escrita infantil, atendendo muito bem as crianças, mas com um debate que conversa com nós que já crescemos há algum tempinho. Tudo começa quando Dorothy, seu cachorrinho Totó e sua casa são atingidos por um ciclone e transportados para uma terra distante, Oz. Quando a casa aterrissa cai em cima da Bruxa Má do Leste, matando-a no mesmo instante e permitindo que Dorothy ganhasse sapatos mágicos de prata (sim, os sapatos são de prata e não vermelhos!).
Apesar da eterna gratidão que Dorothy recebe do povo munchkins, os quais eram escravizados pela Bruxa, a menina insiste que precisa voltar para sua terra natal, o Kansas, e retornar a viver com sua tia Em. Dessa forma, é aconselhada por uma Bruxa Boa a entrar em uma viagem muito perigosa e repleta de desafios até o País das Esmeraldas, onde vivia o magnífico mágico que seria capaz de manda-la de volta para casa.
“A estrada para a Cidade das Esmeraldas é toda calçada de tijolos amarelos –disse a Bruxa.- Você não tem como se perder. Quando estiver com Oz, não tenha medo: conte sua história e peça ajuda para ele.”
Durante o caminho Dorothy vai conhecendo e, muitas vezes, salvando os personagens eternizados pelo autor. O primeiro é o Espantalho, resgatado de passar a eternidade preso em uma plantação e que prontamente aceita participar da jornada de Dorothy, ansiando que o poderoso mágico lhe presenteie com um cérebro. O Segundo, Lenhador de Lata (Lenhador, não homem!), foi salvo pela menina que passa óleo nas suas juntas, permitindo que ele desenferrujasse. O sonho do Lenhador era conseguir um coração, pois tinha perdido o seu e queria voltar a amar uma dama do passado, e também decide acompanhar a jovem. Por fim, a menina encontra o Leão que sofre por ser covarde e precisa da ajuda de Oz para mudar sua vida.
Não vou entrar em maiores detalhes para não ser a chata do spoiller, mas o mais bonito da história é que enquanto os 4 passam pelos maiores desafios da jornada, demonstram ter as qualidades que almejam possuir de forma mágica. O Espantalho é o maior estrategista, o Lenhador o coração da turma e o Leão a força. Esse debate existencial camuflado de sonho infantil me lembrou muito O Pequeno Príncipe, fazendo com que eu me apaixonasse ainda mais pela história.

Muitas vezes encontramos problemas em nós que não existem, nos recusamos a enxergar nossas qualidades e as pessoas maravilhosas que somos. Deixamos-nos levar por inseguranças, porque é mais fácil negar do que aceitar e guiarmos nossas vidas. O Mágico de Oz nos ensina que precisamos olhar com cuidado para dentro, pois nós sempre soubemos as respostas das nossas indagações.


Contra-capa que reproduz a famosa estrada de tijolos amarelos



Também preciso falar um pouquinho dessa edição MARAVILHOSA da Zahar. Não é propaganda, até porque, infelizmente, a Zahar nunca me mandou nada. É admiração mesmo! Vocês acreditam que essa edição é de bolso? Capa dura, com ilustrações originais do autor e aquele cheirinho de livro bonito. Tô apaixonada!






*Espero que vocês tenham gostado. Preciso pedir desculpas pela minha ausência, como eu já expliquei no Insta tô sofrendo um bloqueio literário muito forte :/ 

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Livros de setembro: Book Haul




Setembro finalmente acabou e esse mês eu exagerei! Minhas aulas na USP voltaram, então eu comprei MUITOS livros para o curso. Além disso, tô participando do Mês do Horror (Book Haul aqui) lançado pela Tati Feltrin e comprei mais um monte para resenhar durante esse mês lindo e quente que é outubro! Li muito esse mês, a mesma quantidade de livros que li o ano passado inteiro (mas eu já me perdoei, porque ano passado estava concentrada na Fuvest e só tinha tempo pra leitura obrigatória do vestibular). Enfim, foram muitas leituras finalizadas, comprinhas e presentes para mostrar para vocês. Espero que gostem! (tudo o que tiver resenha está linkado, aproveite!)



Leituras Finalizadas (na ordem em que foram lidas)



  • A Política, de Aristóteles
  • O Príncipe, de Maquivel
Esses dois livros eu comprei para a matéria de Política II. Os professores indicaram outras traduções que eram super caras e não cabiam nem um pouco no meu orçamento. Essas edições são pockets da Editora Saraiva e eu paguei super baratinho. Os livros são muito bem feitos e as folhas não são totalmente brancas, o que facilita muito a leitura. Convenci vários amigos a comprarem dessa edição também! (espero que a gente não tire nota baixa na prova por isso hahaha)




  • O Iluminado, de Stephen King
  • Frankestein, O Médico e o Monstro e Drácula
Obviamente, adquiri esses livros para completar minha seleção para o Mês do Horror. Essa edição da Zahar, com os 3 principais clássicos de terror é apaixonante. O livro é em tamanho maior do que a editora normalmente publica, em uma edição super caprichada. As páginas ainda têm aquele cheirinho de livro que a gente adora! Fico mais tempo cheirando do que lendo o livro hahahaha






Também comprei os dois primeiros volumes do novo lançamento da Folha: As Grandes Guerras Mundiais. Eu adoro todas as coleções da Folha, sendo que quase completei uma sobre os mestres das pinturas (você pode ver as fotos desses livros aqui). Essas edições vem repletas de fotos em papel de luxo. Ainda não sei se vou comprar todos porque é muito difícil arrumar espaço para guardá-los. Os primeiros 9 volumes tratam da Primeira Guerra Mundial e os demais da Segunda Guerra. Tô pensando seriamente em comprar só os da Segunda. Todo domingo é lançado um novo livro que sai por R$17,90 cada. 



Presentes


























  • Valente Para o que Der e Vier, de Vitor Caffagi
  • O Pequeno Príncipe, de Saint-Exupéry
Quem não ama ganhar presente, não é mesmo? O fofo do meu namorado hipopótamo entrou na fila de espera da Cultura e conseguiu a última edição lançada de Valente. Eu nem estava esperando! Tinha meio que desistido de comprar agora, porque tá muito concorrido um exemplar. Além disso, finalmente eu consegui O Pequeno Príncipe para chamar de meu. O benfeitor da vez foi o meu priminho que não gosta de ler (infelizmente :/), então me deu o livro que usou na escola. Fiquei muito muito feliz! 



*Espero que vocês tenham gostado do Book Haul de setembro! Eu também comprei alguns livros nos sebos da Sé, mas não citei aqui porque quero fazer um post explicando sobre essas lojas e as minhas compras. Claro, se vocês quiserem! Deixem muitos muitos muitos comentários falando qual livros vocês leram esse mês!!! Não se esqueçam que todas as fotos que eu posto aqui e as minhas compras vão primeiro pro Instagram.