quarta-feira, 8 de outubro de 2014

O Mágico de Oz - Resenha





Resolvi começar o mês do horror com um livro super light e nada assustador: O Mágico de Oz. O halloween não é composto apenas de histórias sangrentas, mas de muita fantasia. Nesse contexto, O Mágico de Oz se encaixa perfeitamente, uma vez que mistura componentes do imaginário infantil com uma história repleta de magia.
Preciso confessar que nunca havia me interessado por essa história. Nunca assisti os filmes que passavam na Sessão da Tarde e nem entendia direito o enredo. Comprei o meu livro simplesmente porque ele vinha num box baphonico que brilha no escuro da Zahar (aliás, adquiri na Bienal do Livro, o link do Book Haul táaqui!). Foi grata a minha surpresa ao perceber que a história é sensacional! Eu não conseguia parar de ler nem por um instante.

A narrativa de O Mágico de Oz se esconde atrás de uma escrita infantil, atendendo muito bem as crianças, mas com um debate que conversa com nós que já crescemos há algum tempinho. Tudo começa quando Dorothy, seu cachorrinho Totó e sua casa são atingidos por um ciclone e transportados para uma terra distante, Oz. Quando a casa aterrissa cai em cima da Bruxa Má do Leste, matando-a no mesmo instante e permitindo que Dorothy ganhasse sapatos mágicos de prata (sim, os sapatos são de prata e não vermelhos!).
Apesar da eterna gratidão que Dorothy recebe do povo munchkins, os quais eram escravizados pela Bruxa, a menina insiste que precisa voltar para sua terra natal, o Kansas, e retornar a viver com sua tia Em. Dessa forma, é aconselhada por uma Bruxa Boa a entrar em uma viagem muito perigosa e repleta de desafios até o País das Esmeraldas, onde vivia o magnífico mágico que seria capaz de manda-la de volta para casa.
“A estrada para a Cidade das Esmeraldas é toda calçada de tijolos amarelos –disse a Bruxa.- Você não tem como se perder. Quando estiver com Oz, não tenha medo: conte sua história e peça ajuda para ele.”
Durante o caminho Dorothy vai conhecendo e, muitas vezes, salvando os personagens eternizados pelo autor. O primeiro é o Espantalho, resgatado de passar a eternidade preso em uma plantação e que prontamente aceita participar da jornada de Dorothy, ansiando que o poderoso mágico lhe presenteie com um cérebro. O Segundo, Lenhador de Lata (Lenhador, não homem!), foi salvo pela menina que passa óleo nas suas juntas, permitindo que ele desenferrujasse. O sonho do Lenhador era conseguir um coração, pois tinha perdido o seu e queria voltar a amar uma dama do passado, e também decide acompanhar a jovem. Por fim, a menina encontra o Leão que sofre por ser covarde e precisa da ajuda de Oz para mudar sua vida.
Não vou entrar em maiores detalhes para não ser a chata do spoiller, mas o mais bonito da história é que enquanto os 4 passam pelos maiores desafios da jornada, demonstram ter as qualidades que almejam possuir de forma mágica. O Espantalho é o maior estrategista, o Lenhador o coração da turma e o Leão a força. Esse debate existencial camuflado de sonho infantil me lembrou muito O Pequeno Príncipe, fazendo com que eu me apaixonasse ainda mais pela história.

Muitas vezes encontramos problemas em nós que não existem, nos recusamos a enxergar nossas qualidades e as pessoas maravilhosas que somos. Deixamos-nos levar por inseguranças, porque é mais fácil negar do que aceitar e guiarmos nossas vidas. O Mágico de Oz nos ensina que precisamos olhar com cuidado para dentro, pois nós sempre soubemos as respostas das nossas indagações.


Contra-capa que reproduz a famosa estrada de tijolos amarelos



Também preciso falar um pouquinho dessa edição MARAVILHOSA da Zahar. Não é propaganda, até porque, infelizmente, a Zahar nunca me mandou nada. É admiração mesmo! Vocês acreditam que essa edição é de bolso? Capa dura, com ilustrações originais do autor e aquele cheirinho de livro bonito. Tô apaixonada!






*Espero que vocês tenham gostado. Preciso pedir desculpas pela minha ausência, como eu já expliquei no Insta tô sofrendo um bloqueio literário muito forte :/ 

Nenhum comentário:

Postar um comentário