domingo, 30 de novembro de 2014

Não Pode Tirar-me as Esperanças - Camões



Que dias há que na alma me tem posto 

Um não sei quê, que nasce não sei onde; 

Vem não sei como; e dói não sei porquê.



Luís Vaz de Camões 

domingo, 23 de novembro de 2014

Aceitarás o amor como eu encaro? - Mario de Andrade



Não exijas mais nada. Não desejo
Também mais nada, só te olhar, enquanto
A realidade é simples, e isto apenas.


Mario de Andrade



*Uma semana amável pra todos <3

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Martin Claret, uma conversa sincera





                Martin Claret é o nome da editora mais polêmica do Brasil. Com preços tentadores, publicando livros clássicos a partir de R$14, encontramos leitores que amam e odeiam a marca. As críticas vão desde traduções mal feitas a processos de plágio, enquanto que os elogios envolvem a acessibilidade que os leitores encontram pelos preços baixos e o vasto catálogo de obras.
                Eu nunca havia encontrado problemas nas publicações. Adquiri vários títulos durante o ensino médio, indicados pelos professores, e para o vestibular (eles possuem a maior parte das leituras obrigatórias da Fuvest e da Unicamp). Na verdade, como boa parte dos livros estava voltada para os meus estudos, considerava bem prático o formato pocket, não pesando na mala e permitindo o transporte para qualquer local.
Quando cheguei à USP fiquei um pouco chocada ao ver que o mundo acadêmico despreza a Martin Claret. Os professores, obviamente, indicam os livros caríssimos que foram traduzidos pelos maiores especialistas dos autores em questão. Ao meu ver, não seria um problema usar o mesmo livro de outra editora, uma vez que eu não tenho condições de comprar os indicados. Por exemplo, O Leviatã, traduzido e editado pela minha professora de política custa R$100, enquanto que o da Martin Claret sai por R$19,90 (vale lembrar que em ciências sociais eu preciso ler um livro por aula).
Com uma diferença gritante de valores, fica claro que a editora perde em qualidade. Contudo, não considero que isso prejudique o aluno, apesar de já ter sido questionada por um colega de classe se eu não tinha vergonha de ler Martin Claret! Nós, leitores, sempre prezamos por um prefácio e uma introdução arrebatadora, mas, infelizmente, enquanto estudante, não tenho recursos financeiros para dispor disso. O texto integral, bruto (sem notas), acaba sendo extremamente parecido entre todas editoras, compensando  para o meu bolso comprar Martin Claret.
 Ainda nos prós e contras, um exemplo de tradução péssima foi feita em “O Príncipe”. Quem estuda a obra sabe que Maquiavel elucida que o Príncipe para ser bom dispõe de dois recursos básicos: virtú e Fortuna. A editora traduziu, respectivamente, como virtude e sorte, aproximações no mínimo porcas do conceito (a Editora Saraiva fez o mesmo). Como eu tive uma aula sobre o assunto não considero que perdi conteúdo, porém, se eu fosse uma leitora autodidata teria perdido conhecimento.
Para não ser injusta, também encontrei um exemplo de tradução muito bem escrita, a do Segundo Tratado Sobre o Governo, de John Locke. Sou eternamente grata pela editora ter essa obra em catálogo porque as demais apenas disponibilizam livros com os dois tratados, custando R$90 (paguei R$14,50 no meu, no Submarino). As notas de rodapé são muito bem feitas, sendo que um trecho que o professor leu, da sua edição indicada, era bem menos didático em relação ao que estava marcado na mesma obra da Martin Claret.
Uma professora minha reclamou da marca alegando que “as capas parecem alegorias da Unidos da Tijuca”, observação cômica e que já foi verdade. As capas da editora eram extremamente carregadas, impossibilitando, muitas vezes, o entendimento do título da obra por parte do comprador. Entretanto, no estande da Martin Claret na Bienal do Livro de São Paulo, o diretor da marca me explicou que o design de todos os livros foi modificado, de modo que as produções ficaram mais clean e agora seguem um padrão por autores.
A repaginação da marca extrapolou os limites dos desenhos das capas e, visando atrair o público jovem, lançou diversas opções de obras para adolescentes. Muitos volumes deixaram para trás o ar simplório e adentraram o mundo da “ostentação”, contando com edições de colecionadores primorosas –alguns exemplos são obras de Jane Austen, Victor Hugo e os tão famosos contos de Sherlock Holmes. O valor gasto nessas edições limitadas igualmente extrapolou os padrões da editora (o que não me impede de ter vários desses livros na minha lista de querências de Natal hahaha).

Eu defendo muito a necessidade de livros a preços populares para tornar os brasileiros leitores e, portanto, não tenho porque não gostar da Martin Claret. Ademais, não é apenas a economia que atrai, mas a propagação dos autores clássicos. Não me imagino entrando na USP sem os meus volumes da editora que cumpriram com excelência a função de leitura obrigatória. Minha única ressalva é expressa quando o leitor possui um autor ou livro preferido. Nesse caso, vale investir em uma capa bonita com comentários e textos especiais sobre a obra. Se não for essa a situação, acho maravilhoso a possibilidade do brasileiro entrar em contato com escritores como Machado, Kafka, Almeida Garrett, entre outros, por menos de R$20.  


Meus livros da Martin Claret

  • O 18 de Brumário de Luís Bonaparte, de Karl Marx
  • O Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente
  • Farsa de Inês Pereira, de Gil Vicente
  • Viagens na Minha Terra, de Almeida Garrett
  • O Retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde
  • Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis
  • Contos Escolhidos, de Machado de Assis
  • Til, de José de Alencar
  • Iracema, de José de Alencar
  • Cinco Minutos, de José de Alencar
  • Memórias de um Sargento de Milícias, de Manuel Antônio de Almeida
  • O Processo, de Franz Kafka
  • Édipo Rei, de Sófocles
  • Antígona, de Sófocles
  • A Mandrágora, de Maquiavel
  • Frankenstein, de Mary Shelley
  • O Médico e o Monstro, de Robert Louis Stevenson
  • Drácula, de Bram Stoker
  • Segundo Tratado Sobre o Governo Civil, de John Locke

*Antes de acabar, preciso deixar claro que não sou patrocinada pela editora. Por fim, peço encarecidamente para vocês deixarem comentários dizendo o que acham da Martin Claret e se compram livros deles, tenho me sentido muito solitária por aqui! 



quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Jogos Vorazes: A Esperança - Parte 1 (Estreia)



Hoje finalmente estreia o primeiro filme do último livro da Trilogia Jogos Vorazes: A Esperança, Parte 1. Acho bem triste e feio ficar esticando o último livro em dois filmes só pra vender mais ingresso, não consigo imaginar de que maneira isso respeitaria os fãs, uma vez que se fosse para prezar por fidelidade à história, todos os livros deveriam ser divididos também. Considero realmente desrespeitoso fazer os leitores esperarem tanto pelo desfecho em troca de alguns milhões de dólares a mais no orçamento. 

Recordo-me de um comercial (acho que de vodka) que dizia algo como "Idaí, se eu gosto mais do filme do que do livro?" que me fez por muito tempo pensar se eu tinha alguma relação dessa. Jogos Vorazes é assim pra mim. Foi o primeiro filme que assisti com o meu namorado no cinema, quando éramos apenas amigos. Eu não dei a mínima atenção para ele (coitado) porque a história chamou muito a minha atenção. Não conseguia tirar os olhos da tela! Esse ano, porém, ao tentar ler o livro, preferi deixá-lo de canto, porque a escrita não me agradou e não queria substituir a imagem incrível que tenho da obra. 

Encoberto em um romance clichê YA (para jovens adultos), Suzanne Collins, a autora, faz uma crítica à nossa sociedade fortíssima. Adorei a proposta de um reality show no qual os participantes devem se matar literalmente, em despeito dos pequenos assassinatos figurados que assistimos nesses programas em troca de prêmios e fama. Além disso, a sociedade distópica narrada é completamente alheia aos problemas políticos que vigoram, vivendo atrás de uma névoa produzida pela televisão (bem, isso no primeiro filme, ocorrendo mudanças com o desenvolvimento das personagens).

Acaba sendo irônico a maneira com que os produtores de marketing estão tratando a estreia desse filme. Tenho trauma de livro dividido em 2 filmes desde Harry Potter. Sofri horrores quando o primeiro acabou em um momento de clímax, restando ao segundo apenas as últimas páginas. Nesse capítulo de Jogos Vorazes, o dinheiro gasto em publicidade foi imenso. Aqui no Brasil, teve holograma do tordo até na exposição do Castelo Rá-Tim-Bum.

Espero que a sequência atinja as expectativas geradas com tanta propaganda. Como minha agenda está do avesso, acabei não comprando ingresso antecipado e imagino que nessa primeira semana não conseguirei assistir. Estou um pouco ansiosa para saber o que acontecerá com a Katniss, mas vou ter que aguardar até a calmaria nos cinemas! 



domingo, 16 de novembro de 2014

O Apanhador de Desperdícios - Manoel de Barros





Uso a palavra para compor meus silêncios.

Não gosto das palavras
fatigadas de informar.
Dou mais respeito
às que vivem de barriga no chão
tipo água pedra sapo.
Entendo bem o sotaque das águas
Dou respeito às coisas desimportantes
e aos seres desimportantes.
Prezo insetos mais que aviões.
Prezo a velocidade
das tartarugas mais que a dos mísseis.
Tenho em mim um atraso de nascença.
Eu fui aparelhado
para gostar de passarinhos.
Tenho abundância de ser feliz por isso.
Meu quintal é maior do que o mundo.
Sou um apanhador de desperdícios:
Amo os restos
como as boas moscas.
Queria que a minha voz tivesse um formato
de canto.
Porque eu não sou da informática:
eu sou da invencionática.
Só uso a palavra para compor meus silêncios.



Manoel de Barros



*Não tinha como a poesia de hoje ser diferente. Fica aqui minha homenagem ao autor maravilhoso que nos deixou na última quinta, 13/11/2014. Coloquei essa imagem do Facebook do Armandinho porque amo esse personagem (curtam a página, poesia pura)! Uma semana linda para todos <3

sábado, 15 de novembro de 2014

Clube dos Vira-Latas + Brechó FFLCH


Esse post não tem absolutamente nada a ver com literatura, apenas resolvi explicar porque eu "sumi" essa semana e escrevi pouco aqui. Bem, quem me segue no Instagram sabe que eu sou uma espécie de protetora de animais, naquele estilo louco de entrar em briga pra defender bichinhos indefesos. Minha última peripécia, no mês passado, foi resgatar um cachorrinho gigante que estava perdido na rua da minha casa, sendo que eu moro em um apartamento minúsculo, portanto não tinha como adotá-lo, e ficar a noite inteira andando com ele pelo bairro até encontrar um possível dono (e, sim, eu fui até a casa da pessoa para me certificar que aquele filhote fofo e doido seria bem cuidado e feliz!).

Como eu realmente não tenho condições de adotar outros animais (eu já tenho a Dolly que foi achada na rua), gosto de contribuir mensalmente com uma ONG de confiança. O Clube dos Vira-Latas é uma organização independente que acolhe, trata quando necessário e realiza feiras de adoção para animais sem donos. Eu AMO essa instituição! Há 13 anos eles fazem um trabalho extremamente honesto e repleto de amor.

A estrutura do Clube é maravilhosa, conta com canis, ambulatório e até UTI para os animais. O problema disso tudo é que eles vivem apenas de doações, as quais cessam no fim-de-ano, quando o abrigo mais precisa (é época de pagar o 13º dos funcionários). A previsão para esse mês é um saldo negativo de +- R$80000, ou seja, dinheiro pra caramba. Fiquei muito tempo pensando o que fazer para conseguir mais dinheiro e doar, até que eu lembrei que as meninas da minha faculdade estavam querendo fazer um dia de "Bota Fora" da nossa página do brechó. 




Eu me joguei nessa ideia do brechó! Ajudei a organizar o evento e vendi algumas roupas minhas pra juntar grana. Eu estudo na FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas) da USP e lá nós somos totalmente livres para fazermos o que quisermos no nosso espaço, afinal, ele é público. Então, na quinta, nós ficamos o dia todo vendendo. Foi muito lindo e fofo (tirando a parte que doeu no coração ver minhas roupas indo embora). 

Desde que o meu cachorro morreu, percebi que precisava fazer algo para ajudar os animais. Sinto muita saudade do Napoleão, mas não gosto de lembrar dele com tristeza. Acho que quando perdemos alguém que amamos, não devemos trancar esse amor dentro de nós e o transformar em sofrimento em solidão. Ao contrário, devemos externalizar todos os sentimentos bons, sendo anjos nas vidas daqueles que ficaram e precisam. Eu fiz tudo o que eu pude para salvar meu cachorro e agora faço tudo o que eu posso para permitir que todos os animais sejam felizes como ele foi. 

Sei que pra muitos tudo isso que eu escrevi é uma bobagem sem limites, porque ainda tem gente demais que pensa que os animais não merecem ser respeitados ou amados. Porém, não é com essas pessoas que eu quero dialogar nesse post, mas, acima de tudo, com você, que assim como eu, ama todo e qualquer bicho. ADOTEM! Não importa o que digam por aí, mas CACHORRO NÃO É MERCADORIA. Não deixem fazer vocês acreditarem que amor tem preço. Os filhotinhos de petshops (ainda que das grandes redes) possuem um histórico de crueldade: suas mães ficaram amarradas durante boa parte da vida cruzando indiscriminadamente para gerar bebês "bonitinhos". Se o mundo fosse baseado apenas em beleza, será que todos nós atingiríamos os requisitos necessários  e seríamos escolhidos para receber amor?







 Adote. Ajude. Ame. Não compre. 



segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Sebos da Sé + Compras

Sebo do Messias



                Estou para escrever esse post há MUITO tempo! Pra quem não sabe, a USP teve a maior greve da história esse ano (foram 4 meses) e, por isso, as minhas aulas voltaram só na segunda metade de agosto. Não sei se foi pra descontar, ou se o segundo semestre de ciências sociais é pesado mesmo, mas os professores passaram livros demais. A carga de leitura ficou imensa e não compensava recorrer à xerox, porque eram obras inteiras e o preço acabaria (em teoria) saindo mais caro do que comprar os livros em sebos. Por conta de toda essa confusão, chamei meu pai, conhecedor da Praça da Sé (São Paulo), para irmos procurar esses livros.
                Nunca tinha ido a um sebo. Minhas expectativas (pra variar, pra variar) estavam na estratosfera e, mais uma vez, eu me decepcionei (eu não aprendo nunca!). A maioria dos leitores ama sebos e, realmente, eu consegui comprar várias coisas legais. Mas a imagem “sebo” me chocou muito. Não sei, na minha opinião, livro usado não precisa ser livro amontoado pegando pó. Eu fiquei com dó de tanta coisa boa jogada e sozinha, sem ninguém pra dar atenção e ler (mundo, me interne hahahaha).
                Entrei em 3 sebos no total. O primeiro foi o Red Star, indicação de um amigo da USP.  O segundo foi o Sebo José de Alencar e o terceiro o tão famoso Sebo do Messias. Em todos eu senti aquele vazio de falta de pertencimento. O Messias, por incrível que pareça, foi o que eu menos gostei, por não encontrar NADA do que estava procurando (apesar de ter encontrado outras coisas legais).  Para facilitar, vou listar o que eu precisava:

  • ·         Segundo Tratado Sobre o Governo, John Locke
  • ·         A Ideologia Alemã, Karl Marx
  • ·         O 18 de Brumário de Luís Bonaparte, Karl Marx
  • ·         O Capital – Livro I, Karl Marx
  • ·         Comentários Sobre a Primeira Década de Tito Lívio, Maquiavel
  • ·         O Leviatã, Thomas Hobbes
  • ·         O Contrato Social, Rousseau



Sei que não são livros fáceis de encontrar, mas são bem comuns nos cursos de humanas (direito, ciências sociais, economia, história), então achei que poderia ter uma chance. Não quis levar pra casa nada que estivesse em mal estado, pois, devido a minha rinite extremamente forte, seria impossível realizar a leitura. As minhas compras foram: 





O Leviatã, de Thomas Hobbes

A coleção "Os Pensadores" é bem famosa entre os alunos de humanas. São títulos dos mais diversos autores com uma das obras de maior destaque de cada escritor (porém, é sempre bom ficar esperto, porque algumas vezes as obras vem cortadas). Essa minha edição do Hobbes é a do Leviatã, tem capa dura e folhas brancas. O livro está novinho, nunca deve ter sido lido! Paguei R$20 na Red Star, o que é um preço excelente. A edição disponível pra venda nas livrarias custa R$100 e é editada pela minha professora de política clássica, Eunice Ostrensky (queria muito ter uma dessa, afinal é da minha professora preferida da grade, masssss R$ R$ R$ R$ R$).





   O Capital, de Karl Marx


Que dificuldade encontrar o livro mais popular do Marx! Na minha inocência, achei que seria o mais fácil de adquirir. No Red Star tinha uma edição velhíssima por R$70, o mesmo preço que estava um novo nas livrarias. Achei esse no José de Alencar. Também está igualmente novo, deve ter sido usado apenas para alguma consulta. Paguei R$50, o que na época era um preço bom, entretanto, 1 mês depois (antes que eu precisasse usá-lo na aula), a Saraiva lançou uma promoção por R$40. Não me arrependi porque ele é super novo e acabou saindo mais barato do que eu  pagaria se fosse comprar na loja, mas o novo tem as páginas amareladas (as minhas são brancas).





O Contrato Social, de Rousseau

Esse foi o único livro que eu comprei sem pesquisar o preço e foi uma GRANDE burrice, porque não sabia que todas as edições eram pockets. Na minha cabeça absurda, imaginei que o livro fosse grande, com umas 300 páginas (igual aos demais que a professora passou na lista). Fiquei muito tempo rodando até me convencer que o texto era integral. Comprei na José de Alencar também por R$8. Uma edição nova sai por R$16. Compensou porque eu tinha comprar vários livros, mas se fosse pra buscar apenas esse, era melhor comprar um novo pela internet.






Os Cem Melhores Contos Brasileiros do Século

Eu não consegui encontrar nada que eu procurei no Messias. Os livros do Jorge Amado estavam por R$3, mas as folhas chegavam a cair de tão velhos que estavam. Como tudo fica muito amontoado, fiquei muito confusa. Quando estava indo embora, passei por uma prateleira escrito "mais vendidos" e essa coisa linda estava no meio! Eu fiquei radiante de felicidade. Amo contos e amo autores brasileiros. Essa edição tem capa mais ou menos dura e está muito bem conservada. Paguei R$25 no escuro e depois, em casa, ao pesquisar, descobri que um novo sai por R$80. Um achado dos deuses!






Turma da Mônica Jovem, "O Casamento do Século"

O Messias tem uma parte dedicada à gibis e mangás SENSACIONAL. Como o passeio já estava terminando e meu pai tinha que trabalhar, não pude olhar com muita atenção. Eu sempre quis esse gibi que narra o casamento da Mônica e do Cebolinha e fiquei alucinada quando encontrei. Quando já estava em casa um amigo disse que se procurar bem na internet dá pra encontrar um novo. Paguei R$5, sendo o preço da banca R$7,50. Não me arrependi porque tá novinho e me poupou o trabalho de procurar. Eu ainda não li, mas vou fazer isso amanhã! (aquelas, tinha esquecido completamente da existência desse gibi, vê se pode)







1968, do sonho ao pesadelo

Esse livrão é uma edição do Estadão com as principais capas de 68, um ano muito conturbado na história mundial. A violência da ditadura militar se acirrava no Brasil, o que rendeu excelentes reportagens. Além disso, a Guerra Fria tava que tava, com corrida espacial e divisão do mundo em comunismo x capitalismo. Nesse ano, Martin Luther King também foi assassinado. Enfim, 1968 marcou a história de maneira única. Achei esse livro na escada do Messias e custou R$5. Fiquei bem feliz.








Ainda sobre o Messias, lá tem uma parte para CDs e LPs INCRÍVEL. São muitos títulos raros e os preços são bem baratos (pelo menos dos CDs, dos LPs eu não faço ideia!). Lá na FFLCH esse cantinho do Messias é sucesso entre os alunos! Eu não comprei nada, porque a compradora oficial de CDs da família é a minha mãe e fiquei com medo de trazer algo que a gente já tem. 







Sebo Red Star: Rua Benjamim Constant, 48. Tel: (11) 3101-3125
Sebo José de Alencar: Rua Quintino Bocaiúva, 285. Tel: (11) 3112-1882
Sebo do Messias: Praça Dr. João Mendes, 140. Tel: (11) 3104-7111



*Como vocês podem perceber, eu não achei metade do que estava procurando. Contudo, comprei títulos muito bons, a preços agradáveis e em ótimo estado. O passeio foi bastante divertido e eu planejo voltar nas férias e tentar vender algumas revistas que eu tenho. Espero que o post tenha ajudado vocês a entenderem um pouco do universo dos sebos ao redor da Praça da Sé e os motive a conhecê-los. São lugares mágicos em que você nem vê o tempo passar. 


Eu e O Leviatã. Dois maus por natureza! 


domingo, 9 de novembro de 2014

Lugar - Henrique Rodrigues

Imagem retirada do We Heart It



Viver se faz em si -própria poeira
dispersa esfarelada no seu onde
refeita de uma cinza derradeira

é antes no seu quando que se esconde
memória desdobrada em peça inteira
viver é ser? pergunta que responde

tão falsa que a sentimos verdadeira
viver não está no fundo, mas na beira

Henrique Rodrigues 



*Quem me acompanha no Instagram sabe que essa semana comprei um livro do Henrique Rodrigues de poesias por R$2 na máquina de livros do metrô de São Paulo! Felicidade pura. Essa poesia me tocou bastante, principalmente no seu pedido a amenidade. Temos grandes manias de sermos intensos, o que nem sempre é uma escolha saudável. Como dizia Aristóteles, a felicidade está no "justo meio". Uma semana tranquila e amena para todos nós!

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

12ª Olimpíada Solidária de Estudo





O post de hoje é uma dica rápida e super importante! Na última quarta, dia 5 de novembro, teve início a 12ª Olímpíada Solidária, um incentivo ao estudo, leitura e solidariedade. A proposta é bem simples: a cada 1 hora que você passa estudando ou lendo em uma biblioteca cadastrada, R$1 é convertido para a Biblioteca do Lajão, na Comunidade dos Tabajaras, Rio de Janeiro. As bibliotecas estão espalhadas por todo Brasil e a da minha faculdade (FFLCH - USP) está participando. Fiquei muito feliz com o projeto, porque considero pioneiro no incentivo à cultura. Nós, leitores, mais do que ninguém sabemos como os livros podem mudar o destino das pessoas. Esse ano o Brasil clamou muito por justiça e mudanças para a população, porém, não é só nas urnas que participamos dos rumos do nosso país e dos brasileiros. Não tenho o costume muito de estudar na biblioteca, porque no meu prédio tem algumas salinhas informais que me atraem mais (eu me sinto um pouco oprimida observando todo mundo estudar, me sinto inexplicavelmente burra e preguiçosa hahahahaha), mas vou fazer um esforço grande e até o dia 5 estudarei somente na biblioteca! Participem também, a adesão de todos é muito significativa. Um real pode ser muito para quem não tem nada!



quarta-feira, 5 de novembro de 2014

TAG: Disney

Sim, tem um bracinho de Olaf lá atrás <3


O post de hoje é sobre a TAG mais incrível da vida: Disney e seus filmes. Eu não sei quem teve essa ideia genial, mas todos os blogueiros e youtubers do mundo já responderam e eu fico enlouquecida por essas postagens. Eu AMO a Disney e é um dos meus maiores sonhos conhecer essa terra mágica de alegria e felicidade. Me imagino todos os dias da viagem com uma orelha da Minnie diferente, alucinada, chorando ao encontrar todos os personagens e comprando tudo que eu visse pela frente (esse dia há de chegar!). A Disney é muito importante na minha vida, compõe a minha história em todas as fases. Hoje em dia eu amo interpretar os filmes por um viés mais filosófico, principalmente os da Pixar (não sei se eles são melhores que os clássicos, mas sempre trazem um debate muito inteligente). Fico emocionada só de imaginar a possibilidade realizar meu sonho!

  1. Qual é o seu filme preferido da Disney?
Toy Story. Não tem o que contestar, eu amo essa história e não me importa se seja o filme 1, 2, 3 ou curtas. Sou muito apaixonada pela fidelidade canina do Woody e pelos laços de amizade entre as personagens. Eu sempre quis encontrar alguém na minha vida para ter a relação Woody e Andy. Eu gosto tanto de Toy Story que prefiro observar a rotina dos brinquedos e não as aventuras em si. Quando eu tô muito triste e com vontade de me trancar no escuro quieta, sempre coloco Toy Story (pode parecer ridículo, mas é verdade).  Amo um pouquinho de todos: Buzz sonhador, Sr Cabeça de Batatas rabugento (mas que nunca desiste), Rex atrapalhado e extremamente corajoso, Slink sempre solícito e disposto a ajudar, Porcão planejando os planos, Jess aventureira... Lembro até hoje da primeira vez que meu pai me levou ao cinema e a sessão foi de Toy Story 2. Vou parar de escrever porque eu choro, MESMO. 



   2. Quem é seu herói/protagonista preferido e porquê?

Mulan. Eu amo essa mulher. Ela se sacrificou pelo pai, passou por cima das tradições, venceu o machismo, usou a inteligência e salvou a China. Tudo em menos de 2h de filme! Falando sério, a Mulan é perfeita. Lembro de mim pequenininha sentada (sempre com o incentivo da minha mãe que também adora a Mulan) pensando que queria ser inteligente igual a ela e também salvar meu país (mesmo sem entender direito o que era o meu país, mas ok). Vai ver foi por influência dela que eu virei cientista política hahaha Além disso, eu amo o Mushu. Até hoje dou risada dele acordando os antepassados "acorda pra cuspir, Deus ajuda quem cedo madruga" e adorava a música dos créditos gravada pela Sandy (minha ídola da infância) 


  


  3.Quem é o seu vilão favorito e porquê?

Hades. Não tenho dúvidas, o Hades é o vilão mais hilário de toda Disney. Ele faz tudo errado! Tentou matar o bebê dos deuses e o transformou no humano mais forte do mundo, era óbvio que ia dar certo. Seus assistentes, Agonia e Pânico são muito atrapalhados e ele os atura mesmo assim. Se não fosse o suficiente, ele é cheio de tiradas irônicas super engraçadas e tem que aguentar muitos foras da vida. Dou muita risada quando o Pégaso apaga o cabelo dele! Melhor vilão da vida!






  4.Um filme da Disney que merecia mais destaque?

WALL-E. Esse é um dos filmes mais inteligentes da Disney. Faz uma crítica MARAVILHOSA da nossa sociedade de consumo desenfreado. Talvez, justamente por esse teor crítico e politizado não tenha atraído muito o público infantil, perdendo o destaque. Acredito que a Terra realmente não durará muito se continuarmos conduzindo nossas vidas da mesma maneira (a seca de São Paulo é um belo exemplo disso). Também gosto quando os seres humanos do futuro aparecem: todos gordos e com esqueleto que evolutivamente não favorece o caminhar, afinal, passamos a maior parte de nossas vidas sentados (no trabalho, na escola, no carro). WALL-E é um alerta sombrio de nosso futuro nada promissor.




  5. Uma cena de qualquer filme da Disney que você queria experimentar?

É mais do que óbvio que eu queria voar com o Seu Frederiksen na sua casa sensacional de balões. Não preciso falar pra ninguém que eu amo balões e tudo o que é colorido. E eu também amo o Seu Frederiksen e o considero o velhinho mais poético de todo cinema. 







Me perdoem, mas não consegui escolher só uma cena. Eu também queria muito apostar corrida pulando em cima das águas vivas com a Dory. Eu amo essa peixa doida e divertida e a sensação de liberdade que a cena passa é única. 




  6.Qual é a sua música preferida da Disney?

Não Direi. A resposta mais frequente que eu observei pra essa pergunta é "Let It Go" que eu gosto MUITO também, mas não quanto a Megara musa fingindo que não está apaixonada pelo Hércules. Por favor, essa música e essa cena são lindas demais. Gosto de ouvir normalmente na minha vida e sei a letra de cor. "sha la la la la la ahhh"









   7. Que tipo de filme você prefere: animação 2D ou 3D?

2D. Eu sou um dinossauro da época da fita VHS, quando você escolhia na hora da compra se queria assistir ao filme dublado ou legendado. Vocês me desculpem, mas essa coisa de 3D é muito moderna pra mim. Acho o 3D da minha TV uma porcaria, os filmes ficam sempre escuros no cinema e os óculos me atrapalham em ficar abraçadinha com meu namorado hipopótamo.  2D é bem mais confortável como um todo, ainda mais hoje em dia, com tanta tecnologia que as animações têm.





   8. Qual foi o seu primeiro filme da Disney?

A Branca de Neve e os Sete Anões. Ganhei essa fita em 1997 quando, segundo minha mãe, minha família comprou um aparelho leitor de VHS (videocassete). Foi o primeiro filme que a minha mãe quis me comprar. Me sinto tão velha em lembrar que essa minha fita é verde hahahaha Eu nunca gostei muito dessa história, achava a Branca de Neve meio tonta, apenas me interessava a possibilidade de fazer amizade com os bichinhos da floresta. Depois de Once Upon a Time virou um dos meus filmes preferidos (não por conta da Disney, mas enfim).





   9. Qual é a sua frase ou citação preferida da Disney.

"Ao infinito e além". Sim, é clichê. Mas também é Toy Story e combina muito com a minha personalidade. Tenho muita mania de querer abraçar o mundo e eu NUNCA sonho baixo. Sempre quero fazer e chegar muito além daquilo que pode parecer possível (muitas vezes até coerente).  Não estou querendo, de maneira nenhuma, me gabar, até porque em 90% das vezes eu quebro a cara e a maioria de tudo que nós conseguimos na vida são coisas não planejadas. Eu só gosto de sonhar e acreditar. Quem sabe um dia eu tatue essa frase (em português, porque essa é a minha língua e a minha paixão).







  10. Algum filme da Disney já te assustou quando criança?

Bambi. Eu odeio esse filme até hoje. Que tipo de pessoa pensa em fazer um filme para uma criança em que o pai do protagonista morre e, se não fosse o suficiente, coloca um caçador maldito para matar a mãe, o único ser que tinha sobrado na vida do animalzinho herói? Duvido que depois de ver o coitadinho mexendo no corpo morto da mãe (porque cacetes o caçador matou a mãe do Bambi e não levou ela embora?) esperando que ela revivesse, uma única criança desse mundo não ficou paranoica achando que a sua mãe também ia morrer e o deixaria igualmente sozinho no inverno sendo criado por um coelho. Esse filme deveria ter entrado pra minha seleção do mês do horror, porque olha... Disney, o Bambi não merecia sofrer tanto!





Respondi de acordo com as perguntas, tentando colocar os primeiros filmes que viessem à minha mente (porque essas são as respostas mais verdadeiras), mas faltou falar de muitos que eu adoro: O Rei Leão, Valente, Dinossauros, Carros, Vida de Inseto, Frozen, Aladdin... A lista é infinita. Eu também amo comprar itens da Disney, mas geralmente eles são bem caros e a grana é bem curta. Um dia ainda vou decorar minha casa com muitos brinquedos de lá. Essa é uma parte pequena da minha coleção atual (acabei de perceber que foi quase tudo dado pelo meu namorado, te amo, Hippo):

Além de MUITOS VHS, tenho todos os DVDs da Pixar em box (exceto Monstros SA 2, que nunca acho pra comprar), o DVD de Frozen e um Olaf. Todos presentes do meu namorado lindo.



No nosso primeiro Natal juntos meu namorado também me deu a Pixarpedia, a enciclopédia da Pixar. Ela traz todas curiosidades sobre os filmes e as produções. As fotos são incríveis!





Logo que começamos a namorar, meu namorado me presenteou com quase todos os chaveiros de Toy Story.






Esses outros chaveiros comprei em um stand da Disney no shopping Center Norte (esse quiosque é a perdição!)







Comprei com meu namorado esse jogo para PS3. Ele é incrivelmente fofinho, mas eu sou uma negação no videogame e sempre acabo desistindo (não gosto de perder hahaha)




*Falei demais, sorry pelo post imenso! Todos vocês lindos que sempre comentam nas minhas postagens e têm blogs, sintam-se obrigados a responder essa TAG e depois voltem aqui pra me contar dos seus posts, porque eu amo isso. Ah, também comentem o que vocês acharam das minhas respostas e se querem que eu poste apenas sobre a Pixarpedia. Também tenho os DVDs de Monstros SA e UP! repetidos, eles estão sem o plástico, mas eu nunca assisti e se vocês acham que seria legal um sorteio, me avisem. 

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Livros de outubro: Book Haul



Outubro acabou (aeeeeeeeeeeeeeeeeeeee!!!!!!) e cá estou eu fazendo mais um Book Haul. O mês foi corrido e confuso: as eleições me tiraram do eixo e a USP tá cobrando demais: são provas, trabalhos e páginas sem fim (aliás, vai ter trabalho acadêmico muito legal esse semestre, pretendo fazer um post contando tudo pra vocês). As minhas leituras acabaram sendo mais voltadas para o Mês do Horror e para a universidade. Eu adorei esse clima de terror, mas já estava bem cansada de ler apenas sobre isso. Fim de ano é sempre uma época complicada pra mim e acabei somatizando as histórias. Não comprei muita coisa (vitória!). Espero que vocês gostem de tudo, o blog é feito exclusivamente com amor e carinho. (o que tiver sido resenhado estará com link, aproveite!)


Leituras Finalizadas (na ordem em que foram lidas)


Leituras em andamento

  •      O macaco que se fez homem, de Monteiro Lobato.
Eu estava louca para um livro de contos e decidi começar por Lobato devido um ensaio de antropologia, cujo tema era relacionar cultura, comportamento e sentimento. Sempre tive muita implicância com esse autor e justamente por isso escolhi começar com ele, buscava encontrar um pouco do pensamento determinista da época. Fiquei de cara no chão como logo na primeira crônica encontrei algo muito atemporal, que se encaixa completamente nos dias atuais e nada tem de preconceituoso. Quando se trata de Monteiro Lobato temos que ter muitas ressalvas, mas até agora o livro está muito agradável. 




Compras

Já aviso: comprei pouco, mas comprei bem!

  • Mulher, Estado e Revolução, de Wendy Goldman
Esse ano eu me interessei muito pela questão da mulher (spoiler: meu novo trabalho acadêmico vai por essa linha). Não me considero propriamente feminista, porque não vou a nenhum tipo de reunião e nem participo de nenhum coletivo tentando trazer o assunto a tona. Eu só acredito na necessidade de igualdade de gênero em todos os âmbitos da vida. Comecei por curiosidade a estudar as mulheres em diversos momentos históricos. Li um livro sensacional sobre as mulheres na Revolução Francesa, outro que explora a participação ativa das mulheres no nazismo e agora me dei de presente (de dia das das crianças hahaha) esse sobre a Revolução Russa. Estou bem ansiosa pra começar!



  • Segundo Tratado Sobre o Governo, de John Locke
Tá na cara que eu comprei esse livro pra usar na USP e na aula de política, né? Comprei essa edição da Martin Claret (quero fazer um post sobre a editora esse mês ainda) e foi bem baratinha, ao contrário da indicada pelo professor (desculpa, mas eu não tô nadando em dinheiro ainda).








  • Casa Grande & Senzala, de Gilberto Freyre

Lá estava eu, em uma noite fria de terça-feira, sentadinha na aula de antropologia e começa a briga do século. O livro era esse e professor x alunas começaram a se matar devido ao suposto viés controverso da obra. A briga foi tão grande que o professor nem conseguiu ensinar nada direito (mas teve prova, valeu valeu) e eu, curiosa e intrometida, saí correndo pra comprar o livro. Essa edição é SENSACIONAL. Repito, SENSACIONAL. Capa dura, linda, com poster gigante da casa grande e diversas fotos e documentos da época da colonização e escravidão. Morri e fui pro céu!


Ainda sobre as minhas compras, preciso dar uma dica pra vocês, meus leitores lindos: Submarino. Não é publicidade, eu infelizmente não estou ganhando NADA com isso, estou apenas compartilhando amor. Os livros lá são sempre mais baratos. Na minha edição maravilhosa de Casa Grande & Senzala peguei uma promoção em que o preço estava de R$141, por R$41,90. Geralmente eles fazem promoções que derrubam os preços dos livros em porcentagens imensas, mas, mesmo sem promoção, as compras são sempre um pouquinho mais em conta!



*Foi isso que rolou no mês! Não li tanto quanto em setembro, mas outubro foi bem produtivo. Espero que vocês tenham gostado e deixem muuitos e muitos e muitos comentários (e me sigam aqui e lá no Instagram: @nat_assarito). Um mês lindo e iluminado para todos nós!

domingo, 2 de novembro de 2014

Poeminha do Contra - Mário Quintana

Imagem retirada do We Heart It



Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho!

Mário Quintana



*Essa poesia diz muito sobre emoções e sentimentos conflitantes de outubro. Esse mês foi bem difícil pra mim. Achei que faltava poesia no blog, então decidi que agora vai ter mais! Espero que vocês gostem da possibilidade de ter um pouquinho mais de cor nas semanas.