sábado, 15 de novembro de 2014

Clube dos Vira-Latas + Brechó FFLCH


Esse post não tem absolutamente nada a ver com literatura, apenas resolvi explicar porque eu "sumi" essa semana e escrevi pouco aqui. Bem, quem me segue no Instagram sabe que eu sou uma espécie de protetora de animais, naquele estilo louco de entrar em briga pra defender bichinhos indefesos. Minha última peripécia, no mês passado, foi resgatar um cachorrinho gigante que estava perdido na rua da minha casa, sendo que eu moro em um apartamento minúsculo, portanto não tinha como adotá-lo, e ficar a noite inteira andando com ele pelo bairro até encontrar um possível dono (e, sim, eu fui até a casa da pessoa para me certificar que aquele filhote fofo e doido seria bem cuidado e feliz!).

Como eu realmente não tenho condições de adotar outros animais (eu já tenho a Dolly que foi achada na rua), gosto de contribuir mensalmente com uma ONG de confiança. O Clube dos Vira-Latas é uma organização independente que acolhe, trata quando necessário e realiza feiras de adoção para animais sem donos. Eu AMO essa instituição! Há 13 anos eles fazem um trabalho extremamente honesto e repleto de amor.

A estrutura do Clube é maravilhosa, conta com canis, ambulatório e até UTI para os animais. O problema disso tudo é que eles vivem apenas de doações, as quais cessam no fim-de-ano, quando o abrigo mais precisa (é época de pagar o 13º dos funcionários). A previsão para esse mês é um saldo negativo de +- R$80000, ou seja, dinheiro pra caramba. Fiquei muito tempo pensando o que fazer para conseguir mais dinheiro e doar, até que eu lembrei que as meninas da minha faculdade estavam querendo fazer um dia de "Bota Fora" da nossa página do brechó. 




Eu me joguei nessa ideia do brechó! Ajudei a organizar o evento e vendi algumas roupas minhas pra juntar grana. Eu estudo na FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas) da USP e lá nós somos totalmente livres para fazermos o que quisermos no nosso espaço, afinal, ele é público. Então, na quinta, nós ficamos o dia todo vendendo. Foi muito lindo e fofo (tirando a parte que doeu no coração ver minhas roupas indo embora). 

Desde que o meu cachorro morreu, percebi que precisava fazer algo para ajudar os animais. Sinto muita saudade do Napoleão, mas não gosto de lembrar dele com tristeza. Acho que quando perdemos alguém que amamos, não devemos trancar esse amor dentro de nós e o transformar em sofrimento em solidão. Ao contrário, devemos externalizar todos os sentimentos bons, sendo anjos nas vidas daqueles que ficaram e precisam. Eu fiz tudo o que eu pude para salvar meu cachorro e agora faço tudo o que eu posso para permitir que todos os animais sejam felizes como ele foi. 

Sei que pra muitos tudo isso que eu escrevi é uma bobagem sem limites, porque ainda tem gente demais que pensa que os animais não merecem ser respeitados ou amados. Porém, não é com essas pessoas que eu quero dialogar nesse post, mas, acima de tudo, com você, que assim como eu, ama todo e qualquer bicho. ADOTEM! Não importa o que digam por aí, mas CACHORRO NÃO É MERCADORIA. Não deixem fazer vocês acreditarem que amor tem preço. Os filhotinhos de petshops (ainda que das grandes redes) possuem um histórico de crueldade: suas mães ficaram amarradas durante boa parte da vida cruzando indiscriminadamente para gerar bebês "bonitinhos". Se o mundo fosse baseado apenas em beleza, será que todos nós atingiríamos os requisitos necessários  e seríamos escolhidos para receber amor?







 Adote. Ajude. Ame. Não compre. 



2 comentários:

  1. Oi Natália! Eu também amo os animais. Parabéns pelo seu trabalho e parabéns para essa ONG também. Bjs

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    1. Animais são tudo de bom, né? Obrigada pelo carinho *-*

      Beijos!

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