sábado, 28 de fevereiro de 2015

Bookshelf Tour: Literatura Estrangeira!



Finalmente o último e mais esperado vídeo chegou: meus livros de literatura estrangeira. Duas prateleiras do meu livreiro estão dedicadas à eles e eu os adoro (eu prefiro literatura nacional, mas isso não anula de forma alguma meu amor por literatura estrangeira). Dividi os livros entre clássicos, livros atuais que eu tenho certeza que um dia serão considerados clássicos (como Harry Potter, A Mulher do Viajante do Tempo e As Brumas de Avalon) e títulos atuais diversos. 

Fiquei meio insegura porque percebi que nas imagens acabei falando mal de alguns livros ou autores e eu odeio de verdade fazer isso. Acho que vocês nunca me viram reclamando de uma obra, porque quando não gosto, sempre penso que protestar é um desrespeito com o autor, que dedicou tanto tempo e trabalho, e com os fãs. Os comentários foram naturais e peço desculpas se alguém se ofender. Sempre prefiro contar do que gostei (até porque, seria um saco ficar escrevendo sobre os meus desgostos. Se eu achei algo que li ruim, esqueço).

Como a última prateleira do livreiro guarda livros de coleções de artes, achei que não havia necessidade de fazer um vídeo só para eles, mas, se vocês quiserem, posso fazer um post para mostrá-los. Não me acostumei mesmo com essa coisa de vídeo e espero não ter decepcionado vocês, o intuito sempre foi fazer algo simples porque queria MUITO que vocês conhecessem minha coleção, mas seria impossível fazer com textos e fotos.  Desculpem-me pelos erros de edições, pelas tremedeiras e pelo amadorismo. Desejo que vocês tenham se distraído e tornado o dia de vocês um pouquinho mais feliz! 

Cada livro ou post que eu mencionar  no vídeo vou deixar o link aqui embaixo! <3





Links: 













quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Peter Pan - Resenha

Durante muito tempo da minha vida mantive uma grande curiosidade sobre Peter Pan e suas aventuras, as quais já criaram um aspecto de lenda no meu imaginário. Porém, fiquei um tanto quanto confusa com a leitura. Apesar de apresentar algumas frases super fofas, dessas que as crianças soltam e, quando paramos para pensar, traduzem grande parte das verdades universais (como em Pequeno Príncipe ou O Mágico de Oz, por exemplo), o livro como um todo não permitiu que eu conseguisse analisar se gostei ou não.

Imagino que todos algum dia já entraram em contato com Peter, o menino que vive na Terra do Nunca, cercado de meninos perdidos e que, de vez em quando, resolve voar por Londres em busca de diversão. Em uma dessas andanças (ou voos noturnos, melhor dizendo), Peter perde sua sombra dentro da cômoda do quarto de Wendy, João e Miguel. Quando volta para recuperar seu pertence e sem saber o que fazer direito para colar a própria sombra ao corpo, a amizade entre ele e as crianças, principalmente Wendy, foi imediata, permitindo com que todos decidissem voar juntos para a Terra do Nunca. 

No geral, o filme da Disney é bem fiel ao texto original e como sei que muitos realmente sabem do que se trata Peter Pan, destacarei as partes que me encantaram e que provavelmente não são visíveis em uma leitura superficial. Apesar das impressões serem minhas, acredito que grande parte dos leitores também se sintam tocados pelos mesmos pontos (ou talvez seja tudo uma grande viagem minha, nunca se sabe haha). 

A Terra do Nunca é o que mais me chama atenção dentre tudo o que é descrito. O lugar mágico onde índios, meninos perdidos, fadas, sereias e piratas moram, existe no imaginário de todas as crianças, principalmente quando dormem. Como em muitas outras histórias, há quase que a personificação da Terra do Nunca, aproximando-a de sentimentos humanos que lhe dão autonomia. Por exemplo, quando alguém está em perigo, sempre aparece outro para ajudar e ficar tudo bem. 

Por outro lado, o enigma da Terra do Nunca vai muito além de sua humanidade. Como ela compõe os sonhos e pensamentos de todas as crianças, nunca se sabe o que é narrado aconteceu de verdade ou apenas faz parte de uma grande brincadeira, na qual crocodilos perseguem piratas maus e as fadas protegem os meninos bons. A narrativa gira completamente em torno da inocência, possibilitando com que a dualidade adultos x crianças flua perfeitamente. 

Quando assisti Once Upon a Time (eu amo essa série!) fiquei intrigada com a maneira com que Peter Pan era retratado como vilão e o Capitão Gancho (meu personagem favorito disparado), como quase que um bom moço, cheio de dualidades e dramas existenciais. Hoje, após ler Peter Pan, percebo que essa interpretação é completamente plausível! Peter é extremamente violento e suas aventuras preferidas envolvem matar piratas. Não suficiente, é teimoso e muito arrogante, desejando que tudo gire em torno dele o tempo todo (o que é bem engraçado tendo em vista que ele não tem nenhum adulto para mimá-lo). 

Fiquei muito tempo da leitura pensando que se tivesse um filho não leria Peter Pan para ele, afinal, não quero mostrar que apoio a ideia de crianças quererem ver sangue e matar pessoas. Na verdade, não conseguia lidar com o fato de achar Peter Pan uma criança má. Contudo, se nos lembrarmos dos tempos de escola, teremos certeza que crianças podem/são muito malvadas. E é justamente por isso que não gosto de Peter Pan: ele me lembra aquele pestinha chato que senta na última carteira da classe e se acha o "líder da matilha", precisando acabar com quem considera mais fraco para esconder seus defeitos, ganhar confiança e se estabelecer como soberano. 

E em quem o Peter escolhe pisar para se estabelecer como o rei da Terra do Nunca? No Capitão Gancho, o maior menino perdido da história do universo! Nas linhas de J.M. Barrie, tudo o que as crianças querem é uma mãe, ou seja, a mãe é um ideal de felicidade, no qual haverá, acima de tudo, acolhimento e bondade. Gancho, em muitos momentos, demonstra possuir sentimentos bons e vontade de ser alguém diferente, entretanto, é um personagem tão estigmatizado por Peter que não tem a oportunidade de deixar isso se manifestar (sabe quando alguém te chama de gordo e você sente tanto ódio que precisa comer mais? É disso que eu tô falando!). Quem sabe se Gancho tivesse tido uma mãe, alguém em quem descansar e que lhe dissesse que ele não precisa se defender o tempo todo, fosse, na realidade, o mocinho de toda história. 

Há uma crítica social sobre as aparências na Londres da época (e em todo mundo atual também, porque isso nunca vai mudar), pois os adultos -pais de Wendy, João e Miguel- precisam fingir e manter seus papéis sociais durante todo o tempo. Essa crítica é o que legitimiza a falta de vontade das crianças de crescerem (nós deixamos de ser nós mesmos, abandonamos nossos sonhos e nos tornamos, por exemplo, um funcionário de banco, um número de matrícula de uma universidade, o nome em uma lista de aposentadoria...). Isso tudo não me permitiu, tampouco, ir com a cara de Wendy, personagem que está em transição da infância e que, em muitos momentos, aparenta ser uma pequena adulta chatinha. 

Imagino que quando J.M. Barrie escreveu Peter Pan não esperava que ninguém de 21 anos e estudante de ciências sociais analisasse sua obra. Talvez eu tenha crescido demais para entender aquilo que só é possível para uma criança. Peter Pan é uma obra grandiosa, porém seus personagens não representam um ideal infantil. O final, tão triste e verdadeiro, nos recorda de um futuro inevitável (e que provavelmente já chegou). Não sei se quero reler ou esquecer, mas me senti um pouco menino perdido também.



Tentei deixar a foto levemente escurecida para vocês notarem o metalizado maravilhoso da capa!


O meu Peter Pan é da edição maravilhosa Bolso de Luxo da Zahar. Eu sei que estou na contramão da maioria dos leitores, mas adoro livros pequenos, daqueles que cabem na mochila e não ocupam muito espaço para serem levados para lá e para cá. Porém, geralmente, essas edições pockets são bem pobrinhas e estragam fácil, o que não ocorre com a coleção Bolso de Luxo, uma vez que a capa é dura e não amassa. O meu Peter Pan veio no box "Clássicos que Brilham na sua Estante" e eu ainda pretendo fazer uma resenha dessa caixinha quando terminar de ler todos os livros. 

*Só pra lembrar: a Zahar não é parceira do blog (infelizmente! :/ haha), estou falando sobre a edição porque acho importante e legal trocar esse tipo de dica mesmo! 





*Vocês já leram Peter Pan? Acharam que eu viajei muito? Comentem, pessoal, sinto muito a falta de vocês, quero saber tudo, desde o que vocês estão lendo ao que vão comer no jantar! (haha, mentira. Tá bom, na verdade é sério, mas vamos fingir que não).

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Os rios - O rio (João Cabral de Melo Neto)

Imagem do sistema Cantareira - São Paulo

Os rios que eu encontro
vão seguindo comigo.
Rios são de pouca água,
em que a água está sempre por um fio.
Cortados no verão
que faz secar todos os rios.
Rios todos com nome
e que abraço como amigos.
Uns com nome de gente, 
outros com nome de bicho,
uns com nome de santo,
muitos só com apelido.
Mas todos como a gente
que por aqui tenho visto:
gente cuja vida
se interrompe quando rios.


João Cabral de Melo Neto

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Bookshelf Tour: Literatura de Língua Portuguesa!





A parte mais amada e querida e lida e paparicada da minha estante chegou: língua portuguesa! Vocês sabem que eu tenho loucura por literatura nacional, né? Mas, além disso, nessas duas prateleiras ficam meus livros de poesia e de contos! Ai, fico tão animada em falar deles, é muito amor envolvido <3 

Não deixem de assistir o vídeo anterior, vocês me abandonaram nesse Carnaval (eu sofro com isso, sério hahaha). Vou deixar os links das resenhas dos livros e os posts que eu falar aqui embaixo! Comentem muito muito muito muuuuito! E, claro, se vocês quiserem resenha de qualquer um dos livros mostrados me avisem aqui ou no Instagram (@nat_assarito). Parece bobagem, mas é muito importante escrever posts que vocês queiram e gostem, tornaria tudo muito mais fácil e o nosso relacionamento mais próximo. Fico muito feliz quando todo mundo se entende. 






Links:







quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Soneto de quarta-feira de cinzas - Vinícius de Moraes




Por seres quem me foste, grave e pura 
Em tão doce surpresa conquistada 
Por seres uma branca criatura 
De uma brancura de manhã raiada 


Por seres de uma rara formosura 
Malgrado a vida dura e atormentada 
Por seres mais que a simples aventura 
E menos que a constante namorada 

Porque te vi nascer de mim sozinha 
Como a noturna flor desabrochada 
A uma fala de amor, talvez perjura 

Por não te possuir, tendo-te minha 
Por só quereres tudo, e eu dar-te nada 
Hei de lembrar-te sempre com ternura.


Vinícius de Moraes


*Não há nada que me lembre mais carnaval do que a morte do Vadinho em Dona Flor e Seus Dois Maridos (calma, não é spoiller, isso ocorre logo no início do livro). Porém, como nós todos aproveitamos nossos dias de folga, seja caindo na folia ou descansando bastante, resolvi colocar uma poesia para nos despedirmos e lavarmos a alma, assim como em toda quarta-feira de cinzas. 

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Bookshelf Tour: Sociologia, Quadrinhos e Cachorros!




Para quem estava curioso, esse é o primeiro vídeo mostrando detalhadamente uma parte do meu livreiro. A primeira prateleira é composta por livros da faculdade de Ciências Sociais que li o ano passado e ainda lerei nesse ano, alguns infanto-juvenis, HQs e meus tão amados livros de cachorrinhos <3 Tentei não tremer muito nesse, juro! Não esqueçam de comentar sempre o que acharam e de se inscreverem no blog. E, antes que eu me esqueça, aproveitem o carnaval e sejam felizes!



sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Feliz Aniversário!




Descobri por acaso que hoje, dia 13 de fevereiro de 2015, se completam 3 longos anos desde a primeira postagem do blog, cujo título era Mudança. Sempre estudei no mesmo colégio, sempre morei na mesma casa e nunca, até mês passado, havia saído do meu estado.  Sempre tive a ambição constante de mudar a mim e, a partir disso, transformar os outros. Não digo que todas as tentativas foram altruístas, na maioria das vezes derivam da minha vontade desesperada de gritar que existo e ser notada. 

Não me lembro se em 13 de fevereiro de 2012 era carnaval, assim como hoje, mas me recordo da primeira grande sensação de fracasso e dúvida que senti. O ensino médio tinha acabado, todos os meus amigos passaram na faculdade e se mudariam de cidade. Eu havia ficado para trás, cheia de expectativas e desgostos quanto ao cursinho.

Tentando expulsar toda a inquietação que havia dentro de mim e descobrir como seria viver dali pra frente, criei um novo domínio com o nome de Aborto Literário (desde que me conheço por gente minha vida é marcada por Legião Urbana). Meu primeiro blog, já extinto na época, nasceu em 2004, quando tinha 10 anos e não tinha absolutamente ideia do que fazia por ali.

A única constante da minha vida é o amor à escrita e, na minha trajetória como blogueira, consolidaram-se linhas, gifs animados, poesias bregas copiadas e coladas, letras de música, anotações nos caderninhos que não paravam de crescer e virar posts. Escrever é uma necessidade fisiológica do meu corpo.  O tema dos textos e do blog mudaram com o tempo, mas o prazer em criar algo único nunca foi embora.

Nós temos o tempo todo a sensação de que somos importantes e que tudo que nos acontece deve ser exposto (ainda mais agora em que esse desejo se tornou possível com as redes sociais). No final das contas, isso tudo é uma grande besteira. Hoje somos um pouco mais de 7 bilhões no universo que conhecemos, mas quanto já fomos? Quantas pessoas já nasceram, já amaram, já brincaram com seus cachorros, comeram brigadeiro, dormiram de conchinha, escolheram qual roupa usar, ouviram uma música que se emocionaram, leram um livro que os fez mudar de vida? E nós não temos ideia de quem elas são, onde moravam, quando existiram. Somos todos insignificantes na grandeza do universo e isso não faz a menor diferença na lógica da natureza. Eu ainda tento espantar meus demônios, principalmente a solidão, e é por isso que escrevo aqui. 

Ler e escrever é entrar um pouquinho em contato com a imortalidade (não à toa, os membros da Academia Brasileira de Letras são chamados de imortais). Seria um clichê dizer que ler te faz sonhar e ser criativo, mas, no final das contas, a leitura te dá condições de ser um pouquinho imortal também. 

Foi magnífico descobrir que os livros que eu assiduamente devoro podem me apresentar amigos e ajudar pessoas que passam por momentos difíceis. Pra ser bem sincera, na maior parte do tempo sou eu a ajudada. Me sinto incrivelmente feliz e gratificada quando acordo e tenho aqui algum comentário positivo sobre o que escrevi. A sensação de saber que consigo proporcionar momentos de prazer e alegria no dia de estranhos é indescritível.

O Aborto Literário ainda é um grão de areia perto do que sonho para ele. Não sei se vai crescer, se vão rolar parcerias, se algum dia ele será minha fonte de renda e de trabalho oficial, mas é esse meu maior desejo nesse dia especial. Agradeço à todos vocês, leitores, cujo apoio e interesse me faz ter vontade e buscar melhorar todos os dias. Podem ter certeza que meu carinho por vocês é imenso e que sei que coisas lindas vão acontecer nas nossas vidas.







*Depois de um texto tão profundo e chatão e pessoal, deixo um clipe maravilhoso e divertido da Katy Perry, porque isso sou eu (gente, ela tira a peruca e tem outra peruca por baixo, não tem como não amar haha) <3


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Minha TBR Book Jar improvisada





Antes de qualquer coisa, me respondam algo: por que nós brasileiros, falantes de uma das línguas mais complexas e difíceis de aprender somos tão acostumados obcecados a aderir todos os termos estrangeiros que existem? Sou muito nacionalista com a língua portuguesa porque a considero de uma beleza única e constantemente me sinto chateada quando vejo pessoas pela blogosfera (não apenas leitores) que consideram tudo o que vem de fora é melhor. A nossa cultura, língua e literatura são riquíssimas! Sim, não sou radical, leio livros estrangeiros e fico maravilhada com eles (o último exemplo foi Cartas de Amor aos Mortos que me tirou o fôlego), porém, não há nada que me atraia mais que desvendar através das páginas os hábitos, crenças e costumes de nosso povo tão diversificado. 

Epifanias a parte, a TBR Book Jar (algo como Jarra de Livros para Ler) é, literalmente, um daqueles potes de palmitos bonitinhos lotado de papeizinhos com nomes dos livros que o indivíduo têm em casa e ainda não leu. Pelo que entendi, ela foi importada dos youtubers gringos. Mais ou menos assim, olha:


Imagem retirada do We Heart It

É óbvio que eu queria muito uma jarrinha de palmito recheada de papeizinhos para chamar de minha, porém, como eu sempre digo aqui no blog, não gosto da ideia de acumular livros e, apesar de achar que tenho muitos parados sem ler, na verdade não tenho mais do que quinze títulos, o que ocuparia pouco espaço dentro de um pote tão grande. Logo, improvisei: peguei uma embalagem de presente de bijouteria e fiz a minha Caixinha de Livros Para Ler. As vezes levo um pouco de tempo para desapegar de embalagens fofas (preciso refletir muito antes de me convencer que aquela tralha linda não tem utilidade nenhuma na minha vida haha) e essa azul pequena serviu perfeitamente. 







A minha caixinha funciona da seguinte maneira: escrevi todos os livros que estão parados, exceto os da faculdade, porque cedo ou tarde serei obrigada a lê-los de qualquer jeito, e os que não estão em nenhuma meta para esse ano. Quando me dá na telha sorteio um livro e realizo a leitura por tempo indeterminado e, só após terminar, pego outro papelzinho. Como nem sempre (a maioria das vezes) estou com vontade que o destino decida o que vou ler, escolho algo na estante por conta própria e depois jogo fora o papel (o que é possível graças ao pequeno número de títulos). 




A primeira escolha do acaso foi O Morro dos Ventos Uivantes e eu estava torcendo tanto tanto tanto para que fosse ele! Odeio essa capa feia inspirada em Crepúsculo (cá entre nós, a da Martin Claret é arrebatadora!), mas custou R$10 e é isso que importa. Já li cerca de 100 páginas e estou adorando, com certeza postarei resenha por aqui. O comecinho me assustou um pouco, mas fui forte e ficou tudo bem haha. O livro está me deixando muuuito feliz, 2015 começou com excelentes leituras!



É claro que eu ainda quero um pote de palmito estilizado, contudo, estou pensando em colocar papéis com meus sonhos, realizações, momentos que me alegraram e atitudes gentis que pessoas tiveram comigo. Quando estiver triste, basta abrir e me lembrar que sempre existem motivos para continuar, não importa o que aconteça. Tenho certeza que dessa maneira a jarra nunca ficará vazia. Ter um pedacinho de energias boas e felicidade dentro do quarto deve fazer toda a diferença no dia-a-dia. Quem apoia essa ideia? Não esqueçam de me contar se vocês também tem uma TBR Book Jar e como ela funciona! <3


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Bookshelf Tour: vídeo de apresentação !




Depois de anos e anos e anos guardando meus livrinhos separados em qualquer lugar que houvesse espaço, finalmente realizei o sonho da estante própria! hahaha. Gente, ela é tão tão tão lindaa! Meu pai encomendou para mim na Americanas como presente de Natal, contudo, a coitada chegou quase em fevereiro (relaxem que eu não estava nem um pouco ansiosa!)!


Nós mesmos montamos e deu um super trabalho, porém, foi muito divertido! O livreiro é imenso, tanto que ainda não consegui tirar uma foto em que coubesse inteiro. Como eu sei que vocês adoram vídeos em que os blogueiros literários mostram suas estantes, resolvi gravar pra vocês. Foi um desafio!

Mesmo não aparecendo, estava morreeeendo de vergonha (e ainda estou!). Eu tenho voz de criança carente, tremo demais e não tenho equipamento adequado, filmei tudo com a câmera do iphone. Pra não falarem que não avisei: o vídeo é super simples e vocês precisam ter um pouquinho de paciência comigo. Foi só um agradinho pros meus leitores (para vocês verem o quanto eu gosto de todos <3) e eu espero que  levem meus errinhos e minha falta de jeito na brincadeira e acabem achando graça de tudo isso. 

Descobri muuitas manias minhas durante as gravações, como dizer "aí" e mexer compulsivamente minhas mãos ao falar - chegou um momento das filmagens em que eu já realmente acreditava que vocês estavam na minha frente. Contudo, como filmei várias "tomadas" (sim, me sinto diretora de cinema falando isso hahaha), fui melhorando com o tempo e, principalmente, me policiando. A tremedeira que aparece nesse vídeo (principalmente por causa do nervoso, afinal nunca tinha gravado nada), some nos próximos.

Eu dividi a Bookshelf Tour em 5 partes, as quais são essa de apresentação, em que eu mostro uma visão geral da estante e como resolvi organizar meus livrinhos; e 4 para cada prateleira (apesar da estante ser composta por 5 prateleiras, duas são sobre literatura estrangeira). Como o post de hoje é apresentação, excepcionalmente nessa segunda terá vídeo. Todas as outras prateleiras serão mostradas nos sábados, sendo um vídeo por semana até acabar - ou seja, teremos vídeo nesse sábado e assim por adiante! 


É impressionante como me sinto ainda um pouco invadida com tudo isso. Não sei se quero ter canal no Youtube ou algo do tipo, porque acredito que temos que fazer aquilo que somos bons (e, definitivamente, não sou boa nisso hahaha). Mass, todo mundo começa de algum lugar, não é mesmo? E tenho certeza que vocês vão ficar felizes com tudo isso! Se você que estiver lendo isso agora puder, se inscreve aqui no blog, assim facilita a visualização das postagens e me ajuda demais <3








domingo, 8 de fevereiro de 2015

No meio do caminho - Carlos Drummond de Andrade



No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.


Drummond

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Listografia - Resenha




Como eu contei no meu último Book Haul, Listografia era um livro que eu queria há teeeempos, mas sempre ficava insegura de comprar, então meu namorado me deu de aniversário <3 . A proposta é bem simples: escrever sua autobiografia através de listas um tanto quanto divertidas. Nele, por exemplo, há espaço para listar seus filmes preferidos, lugares que você já conheceu, pessoas estranhas com as quais já trabalhou, suas paixonites, as melhores coisas sobre você... Enfim, permite de forma dinâmica contar absolutamente tudo o que diz respeito sobre sua vida. 





Sempre ao lado de uma das sugestões de listas são colocadas ilustrações divertidas, permitindo que você interfira no desenho, criando formas novas ou complementando o que já foi feito. Um dos meus sonhos impossíveis é saber desenhar, porque sou uma lástima nesse aspecto, mas se soubesse com certeza faria algo meio maluco para combinar com as propostas (talvez eu já esteja fracassadamente tentando, mas isso vocês nunca saberão hahaha).





O que eu mais amei no Listografia é saber que daqui alguns anos posso pegá-lo e notar o quanto mudei ao longo dos anos (e isso é maravilhoso!). É um exercício muito muito muito forte de autoconhecimento, sendo que algumas listas são até um pouco difíceis de fazer, porque você tem que realmente avaliar seus pensamentos e sua trajetória.







 Vocês devem me achar um tanto quanto suspeita para falar, afinal amo de paixão listas, porém, senti falta de algumas (isso fica explícito na foto acima. Só há espaço para listar bandas preferidas, sendo que não há lugar para cantores, o que me parece muito importante), enquanto que sobra espaço para descrever "primeiros" (eles não dão nem o direcionamento de qual primeiro escrever, o leitor que escolhe o que contar contar). Provavelmente essa minha implicância não passa de um exagero, afinal são 159 páginas! 




Desculpa, amor, mas você respira igual um bode quando dorme



No geral o livro é MARAVILHOSO! Sério, é uma daquelas boberinhas que te divertem demais, sabe? Já fiz várias listas! E o melhor é que eu acabei de descobrir que na gringa já existe o Literary Listography !!! Nós precisamos disso no Brasil, Intrínseca, por favorrrr (fiquei ansiosa e doida e já vou mandar e-mail pra editora implorando por uma edição brasileira, porque né). Só acho que todo mundo deveria ter uma Listografia em casa pra olhar quando velhinho <3




A cara do cansaço, só pra demonstrar meu amor pelo livro e vocês verem que eu estou loira haha <3


*Me contem se vocês tem o Listografia e quais listas já fizeram, tá bom? Amo os comentários de vocês <3

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Book Haul: Janeiro




O melhor mês do ano acabou (fico sentida </3 hahaha) e ele foi repleto de leituras maravilhosas e de presentes mais legais ainda, afinal, fiz 21 anos \o/. Uma coincidência divertida é que quando fui fotografar esse Book Haul, percebi que os livros seguiram um padrão europeu: teve dobradinha de França, Itália, Inglaterra e até Polônia!  Isso é engraçado, uma vez que sou a brasileira que mais ama tudo do Brasil nesse mundo todinho, e também muito bom, porque saí um pouco da caixa. Apesar de não ter lido muitos volumes, não fiquei nenhum dia sem ler nada, o que é ótimo. Meu objetivo não é acumular leituras, mas simplesmente ler. Respeitei meu ritmo e também tentei viver além das páginas, aproveitando minha viagem com o meu amor e os dias maravilhosos. Vou sentir muita falta de janeiro! 




Leituras Concluídas (na ordem em que foram lidos)






*Fiquem de olho que os 2 livros serão resenhados em breve!


Compras





  • Estorvo - Chico Buarque
  • Como se faz uma tese - Umberto Eco
Estou looouca pra ler Chico Buarque e esse livro estava em promoção no começo do mês na Saraiva (talvez ainda esteja), paguei só R$17. O livro do Umberto Eco é acadêmico e indicação da minha professora de Métodos e Técnicas de Pesquisa II. Como vou fazer a matéria outra vez (a disciplina ficou uma bagunça por causa da greve e ela é MUITO importante na minha grade. Resolvi refazer pra aprender direito -nerd nerd nerd, eu sei) e precisarei de uma nota alta, comprei no Sebo do Messias por R$20.


Presentes de Aniversário <3




  • Listografia
  • O Corcunda de Notre Dame - Victor Hugo
  • Os Miseráveis - Victor Hugo
As vezes eu acho que meu namorado é perfeito demais e isso até me assusta! Ele praticamente pegou o post da minha Wishlist de Natal e me deu tudo de aniversário! Eram tantas caixas (ele compra tudo pela internet) que eu e minha mãe ficamos alucinadas na hora de abrir. Os Miseráveis veio na edição perfeita de colecionador da Martin Claret, com vários textos e estudos sobre o Victor Hugo e a obra (tem até texto dizendo como o escritor influenciou autores da época no Brasil! *-*). O Corcunda de Notre Dame na edição Clássicos da Zahar, que também é um luxo, repleta de textos de apoio e ilustrações originais. O Listografia eu queria muito muito muito também, ele é super fofo e permite que você se conheça mais! Fiquei nas nuvens!

Olhem as fotos dessas belezuras:











Por fim, antes tarde do que nunca, o meu presente de Natal chegou no fim do mês (muito obrigada, Americanas, por adiantar o Papai Noel de 2015 hahaha). E ele é: 




Tcharam, uma estante gigantesca que eu não consigo nem fotografar decentemente inteira, para ser bem sincera. Eu e meu pai ficamos o domingo todinho montando-a, deu um trabalho imeeeenso. Meus livros ficaram tão tão lindos juntos que eu não consigo parar de olhar! Tô louca pra gravar uma Bookshelf Tour pra vocês e mostrar livro por livro, porém, já aviso, sou muito amadora e tímida, vocês precisam ter paciência comigo! Ai, que sonho nessa vida!



*Como foi o mês de vocês? Contem pra mim aqui nos comentários. Também digam se vocês querem realmente uma Bookshelf Tour, se vão ter paciência comigo e não vão rir da minha cara! Gratidão por janeiro <3

domingo, 1 de fevereiro de 2015

M. de memória - Leminski

Imagem retirada do We Heart It

Os livros sabem de cor
milhares de poemas
Que memória!
Lembrar, assim, vale a pena.
Vale a pena o desperdício,
Ulisses voltou de Tróia,
assim como Dante disse,
o céu não vale uma história.
um dia, o diabo veio
seduzir um doutor Fausto.
Byron era verdadeiro.
Fernando, pessoa, era falso.
Mallarmé era tão pálido,
mais parecia uma página.
Rimbaud se mandou pra África,
Hemingway de miragens.
Os livros sabem de tudo.
Já sabem deste dilema.
Só não sabem que, no fundo,
ler não passa de uma lenda.


Paulo Leminski