sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Feliz Aniversário!




Descobri por acaso que hoje, dia 13 de fevereiro de 2015, se completam 3 longos anos desde a primeira postagem do blog, cujo título era Mudança. Sempre estudei no mesmo colégio, sempre morei na mesma casa e nunca, até mês passado, havia saído do meu estado.  Sempre tive a ambição constante de mudar a mim e, a partir disso, transformar os outros. Não digo que todas as tentativas foram altruístas, na maioria das vezes derivam da minha vontade desesperada de gritar que existo e ser notada. 

Não me lembro se em 13 de fevereiro de 2012 era carnaval, assim como hoje, mas me recordo da primeira grande sensação de fracasso e dúvida que senti. O ensino médio tinha acabado, todos os meus amigos passaram na faculdade e se mudariam de cidade. Eu havia ficado para trás, cheia de expectativas e desgostos quanto ao cursinho.

Tentando expulsar toda a inquietação que havia dentro de mim e descobrir como seria viver dali pra frente, criei um novo domínio com o nome de Aborto Literário (desde que me conheço por gente minha vida é marcada por Legião Urbana). Meu primeiro blog, já extinto na época, nasceu em 2004, quando tinha 10 anos e não tinha absolutamente ideia do que fazia por ali.

A única constante da minha vida é o amor à escrita e, na minha trajetória como blogueira, consolidaram-se linhas, gifs animados, poesias bregas copiadas e coladas, letras de música, anotações nos caderninhos que não paravam de crescer e virar posts. Escrever é uma necessidade fisiológica do meu corpo.  O tema dos textos e do blog mudaram com o tempo, mas o prazer em criar algo único nunca foi embora.

Nós temos o tempo todo a sensação de que somos importantes e que tudo que nos acontece deve ser exposto (ainda mais agora em que esse desejo se tornou possível com as redes sociais). No final das contas, isso tudo é uma grande besteira. Hoje somos um pouco mais de 7 bilhões no universo que conhecemos, mas quanto já fomos? Quantas pessoas já nasceram, já amaram, já brincaram com seus cachorros, comeram brigadeiro, dormiram de conchinha, escolheram qual roupa usar, ouviram uma música que se emocionaram, leram um livro que os fez mudar de vida? E nós não temos ideia de quem elas são, onde moravam, quando existiram. Somos todos insignificantes na grandeza do universo e isso não faz a menor diferença na lógica da natureza. Eu ainda tento espantar meus demônios, principalmente a solidão, e é por isso que escrevo aqui. 

Ler e escrever é entrar um pouquinho em contato com a imortalidade (não à toa, os membros da Academia Brasileira de Letras são chamados de imortais). Seria um clichê dizer que ler te faz sonhar e ser criativo, mas, no final das contas, a leitura te dá condições de ser um pouquinho imortal também. 

Foi magnífico descobrir que os livros que eu assiduamente devoro podem me apresentar amigos e ajudar pessoas que passam por momentos difíceis. Pra ser bem sincera, na maior parte do tempo sou eu a ajudada. Me sinto incrivelmente feliz e gratificada quando acordo e tenho aqui algum comentário positivo sobre o que escrevi. A sensação de saber que consigo proporcionar momentos de prazer e alegria no dia de estranhos é indescritível.

O Aborto Literário ainda é um grão de areia perto do que sonho para ele. Não sei se vai crescer, se vão rolar parcerias, se algum dia ele será minha fonte de renda e de trabalho oficial, mas é esse meu maior desejo nesse dia especial. Agradeço à todos vocês, leitores, cujo apoio e interesse me faz ter vontade e buscar melhorar todos os dias. Podem ter certeza que meu carinho por vocês é imenso e que sei que coisas lindas vão acontecer nas nossas vidas.







*Depois de um texto tão profundo e chatão e pessoal, deixo um clipe maravilhoso e divertido da Katy Perry, porque isso sou eu (gente, ela tira a peruca e tem outra peruca por baixo, não tem como não amar haha) <3


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