domingo, 8 de março de 2015

"Ela sabia, por minha voz, de todas as minhas coisas" - Dia da Mulher com Frida Kahlo




"Eu costumava pensar que era a pessoa mais estranha do mundo do mundo, mas, pensei que há muita gente assim no mundo, tem que haver alguém como eu, que se sinta bizarra e danificada da mesma forma que eu me sinto. Eu a imagino e ela também deve estar por aí pensando em mim. Bem, eu espero que se você está por aí e lê isso, saibas que sim, é verdade, estou aqui, sou tão estranha como você." Frida Kahlo - me desculpem possíveis erros de tradução, meu espanhol não é dos melhores. 




A poesia de fim de domingo de hoje não é uma poesia, mas uma citação de uma das mulheres mais incríveis e que mais lutou pelas mulheres. Frida Kahlo é uma de minhas personalidades preferidas de todos os tempos. Nesse dia especial, quis deixar uma mensagem dela, que talvez não foi produzida nesse contexto, mas que se encaixa.

Em alguns momentos observo que principalmente a minha geração se acostumou a acreditar que homens e mulheres têm direitos iguais. Outra mulher ilustre, Chimamanda Ngozi Adichie, autora de livros como Sejamos Todas Feministas, Hibisco Roxo e Americanah, esclarece que quando se fala em direitos femininos existem diferenças entre racionalizar e sentir. Na Constituição meus direitos podem ser iguais aos de um homem, mas nas ruas não são.

Nós sentimos o que é sair nas ruas e sermos assediadas, sentimos medo de voltar para casa tarde (ainda que de taxi), vivemos um regime de toque de recolher ilegal. Nós sentimos salários menores para os mesmos cargos e sentimos que são sempre homens ocupando posições de lideranças. Nós sentimos o que são jornadas triplas ou quádruplas, quando somos mães, esposas, profissionais, donas de casa e sentimos que devemos nos acostumar a carregar o mundo nas costas porque essa é a alegria de ser "a mulher moderna e livre do século XXI".

Todas as vezes que penso como seria meu ideal de mulher moderna e livre do século, penso em uma mulher que vive da maneira que quiser. Tendo ou não filhos, casando ou não casando, cuidando da casa ou não, tendo direito de sair na hora que quiser e beber o quanto quiser e fazer com o próprio corpo o que quiser. 

Nós sentimos que na nossa cultura ainda não temos os mesmos direitos e o mesmo respeito dos homens. Escrevo isso porque quero que nos lembremos de como somos fortes e maioria, colocando todos os dias a cara a tapa e mudando o mundo. Feliz dia de luta, mulher (mãe, avó, hétero, LGBT, dona-de-casa, executiva, dançarina, escritora, leitora... todas nós). 

2 comentários:

  1. Oi Natália! Parabéns para nós! Ainda temos muito que conquistar mesmo! Beijos!
    www.mardevariedade.com

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