terça-feira, 27 de outubro de 2015

Joyland - Stephen King (Resenha)

Demorei, mas voltei, hehe! O primeiro livro que escolhi para ler nesse Mês do Horror foi Joyland, do Stephen King e posso dizer que foi uma ótima opção para começar o desafio (você pode ver as outras obras selecionadas aqui). Como todos os outros livros, Joyland também segue o traço característico do escritor: é uma leitura que flui e prende o leitor. 

"Intenso e cativante.. A narrativa promissora e a montanha-russa emocional na vida de um jovem rapaz fazem de Joyland um prêmio que valem todas as suas fichas." - USA Today

Devin Jones é um jovem universitário com uma mente repleta de utopias e sonhos.  Tudo em sua vida parece aguardar o momento perfeito para acontecer: a primeira noite com a namorada, a ideia para finalmente se tornar um autor, o emprego ideal. Porém, como já é esperado, vê tudo desmoronar quando percebe que o mundo não é estruturado de acordo com suas vontades.

A narração começa com um Devin adulto e amargurado nos avisando sobre algo macabro que aconteceu no verão dos seus 21 anos. Após sua namorada (a quem descreve com as piores características possíveis, mas que nos parece ser uma adolescente comum) decidir terminar o namoro, o universitário decide trabalhar em um parque de diversões em uma cidade próxima. Joyland parece ser o destino perfeito para quem quer se esconder e deixar os problemas para trás.

Logo que chega ao novo emprego, o jovem recebe incentivo e apoio dos colegas de trabalho, os quais o definem como "com alma de parque". Porém, algo muito macabro também acontece em seu primeiro dia de trabalho: a cartomante do parque lhe revela uma profecia, a qual envolve duas crianças e uma sombra. Além disso, Devin descobre que há pouco tempo uma moça foi brutalmente assassinada e seu corpo abandonado no trem fantasma, levando os funcionários a jurarem que seu espírito assombra a atração em busca de socorro. Dessa maneira, apesar das condições de trabalhos e das adversidades corriqueiras, começa a realmente se interessar pelo que faz, disposto a achar o culpado pela morte de Linda Gray e acabar com o mistério.

Apesar de ser um livro sobre assassinatos, fantasmas, trens do terror e parques amaldiçoados, vi na leitura de Joyland um tema mais dramático do que de horror propriamente dito. King nos dá um grande material de reflexão acerca de encontros e desapegos, sobre a necessidade que todos já tivemos de deixar ir algo ou alguém que tanto amamos. 


2 comentários:

  1. Oi Natália. Gostei da resenha! Quero muito ler esse livro, mas são tantos na fila... Rs. Você escreve tão bem. Não fique tão sumida! Beijos www.mardevariedade.com

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    1. Oi, Andreia, obrigada pelo carinho! Vou me organizar melhor e voltar a postar por aqui, prometo. A leitura de Joyland é bem rapidinha, viu? Tenho certeza que você dá conta de terminar em uma semana, hehe

      Beijos

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