domingo, 12 de fevereiro de 2017

Aprendendo inglês aos 23 - estudando na Cultura Inglesa!



Antes de mais nada: feliz ano novo, leitores! É meio surreal pensar que já estamos praticamente no carnaval e eu ainda não havia escrito absolutamente nada aqui... Além das minhas desculpas de sempre (trabalho e bla bla blá), eu faço aniversário no começo do ano, então sempre nessa época estou em crise e, portanto, fico quieta no meu canto. Mass, são águas passadas e finalmente estou com disposição para colocar nosso papo em dia!

No final de 2016 sentei e estabeleci uma série de objetivos com diretrizes muito claras para esse ano. Dentre eles, um dos principais pontos é aprender inglês. Todo conhecimento da língua que tenho obtive na escola e em 3 meses de curso de idiomas na minha faculdade, porém, meu nível ainda é bastante insatisfatório pensando na exigência de inglês avançado/fluente para efetivação do meu estágio (e eu me formo nesse ano!).

Na USP fiz o curso no NELE, uma entidade bastante conhecida entre os estudantes da FFLCH por ter valores bastante acessíveis e uma variedade de idiomas oferecidos (além do inglês, eles também dão cursos de alemão, espanhol, italiano, francês, grego e latim). As aulas são ministradas por alunos da faculdade durante a semana e o material é na base do xerox comunitário. Meu professor era bastante comprometido e rígido, sendo que eu adorava as aulas, entretanto, como greves na FFLCH são frequentes, nossa rotina era muito prejudicada com os prédios trancados. Além disso, depois de um tempo meu pai não conseguiu mais pagar e eu tive que parar :/

Assim, nesse ano, graças à minha bolsa de estágio, decidi iniciar novamente essa etapa da minha formação, agora na Cultura Inglesa.






1. Por que Cultura Inglesa?
Sempre tive uma proximidade muito grande com a Cultura porque eles tinham uma unidade dentro do colégio que frequentei a vida inteira, ou seja, boa parte dos meus amigos e familiares sempre fizeram Cultura. Além disso, pesquisando, percebi que a Cultura Inglesa é extremamente metódica em comparação às outras escolas: eles não prometem que você falará inglês em "x" anos, mas, antes de tudo, investem em uma formação gramatical muito forte, o que leva tempo. Eu acredito muito em obtenção de conhecimento através de esforço e repetição, então, não quero simplesmente uma escola de inglês que me estimule a conversação, sendo que minha gramática está péssima. Por fim, o custo benefício me parece bastante competitivo (apesar de cada mensalidade custar quase metade da minha bolsa estágio! :/).

2. Qual o meu nível?
Antes de mais nada, é importante estabelecer que a Cultura Inglesa divide seus níveis de acordo com blocos de aprendizado. Meu teste foi uma redação em que eu deveria contar para uma velha amiga como estava minha nova rotina e uma prova oral, feita pela professora que estava me avaliando. Assim, meu nível é intermediário, porém, meu bloco é o "Upper-Intermediate", considerado um "pré-avançado" formado por 3 semestres. Eu fiquei bastante satisfeita com essa classificação, pois, como disse, nunca fiz inglês além daqueles 3 meses na FFLCH (a moça que fez meu teste disse que será bastante desafiante e precisarei me esforçar um pouco a mais que os outros alunos).

3. Os livros são caros?
No meu bloco são utilizados dois livros de material de aula, o Outcomes Upper Intermediate Student's Book e o Outcomes Upper Intermediate Workbook, além de uma adaptação de Moby Dick. Consegui pegar uma promoção bastante atrativa na Saraiva, mandei entregar em um shopping próximo à minha casa (evitando o frete) e consegui gastar um total de R$197,90. Não acho barato, mas em comparação ao material de outras escolas de inglês, sai bem em conta. Para complementar, comprei um caderno de 200 páginas, pois pretendo estudar bastante em casa com vídeos no youtube e utilizando o próprio site da Cultura Inglesa.



Meu curso começa na próxima semana, estou um pouco ansiosa e bastante insegura. Todos os meus amigos já falam inglês fluentemente e tenho medo de não conseguir conciliar as aulas de sábado aos meus compromissos usuais da semana (estágio e faculdade). Para manter a tranquilidade, me inspiro muito em blogueiras como a Bruna Vieira que, assim como eu, não tiveram condições financeiras de estudar a língua na infância e agora conseguem bancar esse sonho.

Fiquei refletindo bastante sobre isso ontem e, se assim como eu, caso você ainda não saiba falar inglês, não se sinta menor por isso. Essa é uma barreira extremamente importante que precisamos quebrar, contudo, cada um conhece sua história e sabe dos desafios que precisou enfrentar. Tem gente que não teve grana, que não mora em cidades com fácil acesso ou que, simplesmente, tem dificuldade de aprendizado. O mundo cobra tudo o tempo todo de nós, mas cada um tem seu ritmo e tudo na vida começa com um passo de cada vez! Eu já tenho uma lista na minha cabeça: primeiro o inglês, depois um mês no Uruguai ou Chile estudando espanhol, depois a natação... Aos pouquinhos todo mundo chega lá, cada um com o seu caminho!

2 comentários:

  1. Oi, Natalia!! Muito legal o post, me identifiquei bastante pois vou fazer 23 e também sei pouco de inglês e por ter tido interesse exatamente na cultura inglesa pelo mesmo motivo: o método. Te acompanho no instagram e na história das suas comprinhas você mostrou um scrapbook que eu adorei. Poderia dizer em que loja comprou, se tem site? pq não sou de SP.
    Adoro seus posts!!

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  2. Oi, Tefy, tudo bem? Desculpe-me a demora em te responder... Eu comprei na Daiso Japan, tem algumas lojas aqui em São Paulo e a loja online: http://www.daisojapanbrasil.com.br/ (parece que eles só entregam no estado de SP por enquanto). Beijos!

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